<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112</id><updated>2012-02-13T05:32:03.191-03:00</updated><title type='text'>COMUNIDADE BETEL DO RIO DE JANEIRO</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>110</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-3852787253508706583</id><published>2009-09-16T02:11:00.001-03:00</published><updated>2009-09-16T02:13:19.514-03:00</updated><title type='text'>12º Domingo após Pentecostes, 23/08/2009</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SrBz6Faa30I/AAAAAAAAAz8/nV-obDWLGuM/s1600-h/50ordinarioB21.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381928996430339906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 203px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SrBz6Faa30I/AAAAAAAAAz8/nV-obDWLGuM/s320/50ordinarioB21.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;QUEM É O SEU SENHOR? PARA QUEM VOCÊ TEM IDO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leituras Bíblicas: Josué 24.1-2.15-18 e João 6.60-69&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Igreja de Jesus Cristo, através das leituras das Escrituras deste domingo, nos convida a uma séria reflexão: as opções que temos feita nesta vida estão corretas? À luz não do que a moda ou a opinião da maioria prescreve, mas à luz das Escrituras, temos feito as opções corretas em nosso dia a dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diariamente somos confrontados com as opções que a vida nos põe diante de nós. Diariamente somos questionados seja pela mídia, seja pelos nossos mais próximos, seja pela nossa própria família maior em relação às nossas opções. Ninguém passa por esta vida sem optar por um ou por outro caminho. Cada vez mais, as opções não são do tipo “um ou outro”, pois se multiplicam exponencialmente. Não estamos aqui refletindo sobre as opções de cores de roupas, dos tipos de maquiagem, dos tipos de carros, dos estilos de casa, do corte de cabelo... Não! Estamos aqui refletindo sobre opções de vida, escolhas que vão muito além da nossa aparência física ou o bairro que residimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estamos aqui refletindo sobre as opções ditas supérfluas, por mais aparentemente importantes elas podem ser; tais opções são superficialidades, fazem parte da capilaridade da existência. Nós estamos aqui para meditarmos naquelas opções que nos direcionam a existência. Das opções que implicam um melhor viver ou um péssimo viver. A Igreja jamais nos interpela nas superficialidades da vida... São bobagens sobre as quais não necessitamos de reflexão séria, na verdade, as opções fundamentais, depois de escolhidas, determinam o superficial, o capilar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura, retirada do Livro de Josué, põe diante dos nossos olhos uma assembléia do povo de Deus reunido em Siquém, no centro da Palestina, sob o comando do líder substituto de Moisés. Josué reúne o povo ali e põe diante do povo duas opções fundamentais da vida: eles devem escolher entre servir ao Senhor Deus de Abraão, Isaque e Jacó ou aos outros “deuses” sejam esses os ídolos de Canaã ou da Mesopotâmia. Josué e sua família já escolheram: servirão ao Senhor Deus de Abraão, Isaque e Jacó, pois Ele já demonstrou, através da História, que é Deus Libertador. Mais que isso: é Provedor, é Soberano, é Ajudador, é Aquele que se interessa a tal ponto por aqueles que Ele ama que até mesmo os alimentou com pão e carne no deserto. É Deus Protetor, pois seja como nuvem, seja como coluna de fogo, protegeu Seu povo enquanto este peregrinava no deserto. Este Deus é Gracioso, pois age em Graça com pessoas que não merecem seu amor, providência e proteção, pois assim que apareceu uma oportunidade, fizeram um ídolo de ouro, um bezerro, para adorarem. Este Deus ama incondicionalmente. Este Deus também perdoa, esquece, joga no “mar do esquecimento” os pecados do povo e não os trata segundo o que eles merecem, mas segundo Seu amor e misericórdia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Livro de Josué não é um livro de História. É um livro de doutrina. Não está preocupado com os fatos, se eles ocorreram assim ou assado. O autor do Livro escreve desde uma perspectiva teológica, não histórica, mas usa da história para ensinar ao povo que se encontra no VII século a. C., data na qual foi escrito o Livro. Neste contexto, o povo do Senhor estava passando por sérias dificuldades existenciais. Nabucodonosor (604-562) seria o fim, quando tomaria Jerusalém, arrasaria a cidade (com ela o Templo) e levaria a elite do povo de Judá para o exílio. Mas antes dele, antes da Babilônia, a Assíria subjugou o povo de Deus. Os ídolos destes povos foram levados à Terra Prometida e eles os adoravam e esqueceram-se do Senhor ou serviam aos dois ao mesmo tempo. Tendo este pano de fundo, este contexto histórico, o autor deuteronomista do Livro de Josué, relembra ao povo do seu tempo o que tinha acontecido no distante século XII a. C., quando seu líder Josué, reuniu as tribos em Siquém e colocou diante deles as escolhas fundamentais que eles tinham que fazer. Relembrou que líder e povo escolheram servir ao Senhor que os libertara da escravidão; não escolheram como agora fazia os descendentes, os ídolos, pois foi Deus, não os ídolos que os libertou e protegeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo reunido sob a autoridade de Josué em Siquém fez a melhor escolha! Já estava mais que provado para eles, a história era a testemunha mais eloqüente, que o único Deus era a única opção. Desta forma, o autor suscitaria no coração do mesmo povo, mas em outro tempo, o desejo sincero de fazerem a mesma escolha que seus pais fizeram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal escolha (servir ao Senhor ou servir aos ídolos) ainda nos é posta diante dos olhos a nós, seres humanos do século XXI. Muitos são os ídolos atuais! Seus nomes não é mais Baal ou Moloque. Seus nomes atuais são bem conhecidos e desejados, na verdade muitos suspiram por eles: dinheiro, fama, poder, autosuficiência, glória, sucesso a qualquer custo, egoísmo, vaidade, transitoriedade, números superlativos, palcos, ribalta, grifes, jóias, carros de luxo, mansões, o melhor emprego, o mais alto posto, o melhor salário, o/a amante dos sonhos, a beleza exterior, a família (sim, ídolo para muitos!), uma personalidade que se destaca (pastores e pastores, apóstolos, bispas, fundadores de igrejas, papa, padres, atores e atrizes, cantores e cantoras etc.) e até mesmo a religião!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que são muitos os ídolos de hoje!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A interpelação que as Escrituras nos faz hoje através do livro de Josué é a mesma: a quem vocês querem servir? Quem vocês escolhem: Deus ou os ídolos? Quem tem sido o seu senhor?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atentem: outra é a nossa geografia, outro é o nosso tempo, outro é o nosso modo de vida, nossos valores ampliaram-se, nossa política não é a deles, nossa economia não é tribal, mas global; todavia, mesmo é o coração humano! Mudou o tempo e o espaço geográfico, contudo, o ser humano ainda hoje corre atrás dos ídolos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, a opção de servir ao Senhor ou servir aos ídolos nos é posta diariamente e diariamente a escolha tem que ser feita! Diariamente temos de optar e essa opção determina o tipo de vida que levamos, se é que podemos chamar de vida a existência daqueles que correm atrás e servem aos ídolos de hoje!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual tem sido a sua opção diária? Você tem escolhido o Senhor Deus que já demonstrou na história e na tua biografia mesmo que é Deus Gracioso, Libertador, Protetor, Provedor etc. ou você tem escolhido os inúmeros ídolos deste mundo, tentando sobreviver desgraçadamente nesta existência, agarrado neles? Qual tem sido a consequencia imediata para a sua vida que está relacionada à escolha que você tem feito? Você tem verdadeira felicidade ou aquela alegria qual uma nuvenzinha que passa rapidinho? Você é seguro ou vive na insegurança porque tem medo de tudo e de todos? Desespera-se diante da dor, da doença, da calamidade, da tempestade que assola sua vida e faz balançar seu barquinho ou ainda que você ande pelo vale da sombra da morte, não teme? Você goza dos frutos do seu trabalho ou somente tem acumulado para traças roerem e os ladrões levarem? Caminha por esta cidade com paz no coração ou vive amedrontado pela bala que sempre se perde no corpo de alguém que pode vir a tombar sem vida ao chão? Tens pavor da morte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais perguntas precisam ser, sinceramente, respondidas. Tais respostas dirão quais têm sido suas escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando escolhemos os ídolos, medo, insegurança, pavor, doenças na alma e no corpo são as conseqüências. Quando escolhemos o Senhor, o mesmo Deus de Israel, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, somente o que é vida, ou seja, segurança, destemor, paz, alegria, força, sabedoria, discernimento, vida enfim, é a consequencia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal qual o povo que estava com o Senhor Jesus naquela tarde em Cafarnaum, nós também estivemos nesses últimos cinco domingos, ouvindo a mesma palavra que eles ouviram. A diferença é que eles O ouviram fisicamente, nós, pelo evangelho de João (capítulo 6). Em todos esses domingos passados, ouvimos Jesus dizer que Ele é o Pão da Vida, que quem come de sua carne e bebe de seu sangue, permanece Nele e tem a vida eterna. Ouvimos que por um ato de generosidade de um rapaz, pães e peixes foram multiplicados e alimentaram uma multidão. Sabemos, pela leitura de hoje, que aqueles ouvintes perceberam, entenderam que Jesus colocava diante deles uma escolha tal qual Josué colocou diante do povo de Deus reunido em Siquém, uma escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns, na verdade a maioria dos ouvintes de Jesus, por terem sido saciados de pão, viram-No com os olhos da carne tão somente. Viram-No como um messias político, que expulsaria os romanos do seu território, faria guerra por Israel, estabeleceria um reino tão forte e rico como o de Davi, firmaria o trono em Sião (Jerusalém), governaria a Terra e todos os povos viriam à Jerusalém, como veio antes a rainha de Sabá, para pagarem tributo ao rei das nações. Contudo, sabemos que Jesus não era este tipo de Messias, Ele mesmo declarou: meu reino não é deste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Satanás já O havia tentado no deserto com as glórias humanas e passageiras. Já tinha ofertado todos os reinos, todos os tronos, todo o poder. E ele rejeitou tudo isso para obedecer a vontade do Pai e a vontade do Pai não passava pelas glórias passageiras do mundo, antes, passava por um trono eivado de ignomínia, a cruz, a cadeira elétrica do I século, a injeção letal do Império Romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, Jesus, não é o messias político, é o Servo Sofredor de que Isaías profetizou e que seus seguidores identificaram como sendo Ele, pois foi humilhado, esmagado, torturado, até que saiu a última gota de sangue e então morreu. A aparente derrota da morte escondia a bênção da ressurreição, a única vitória que interessa e que O tornou rei, messias, não somente de Israel, mas do Universo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ouvintes da palavra transcrita pelo autor do Evangelho de João não sabiam, como nós sabemos, que Jesus morreria numa cruz e venceria a morte, triunfando sobre ela na cruz, concedendo, por esta via, a vida que todos nós almejamos. Nós, portanto, estamos em vantagem diante deles. Contudo, eles ouviram que ali estava o Pão da Vida, cuja carne e sangue eram alimento que concedia vida eterna. A despeito disso, não creram Nele, na verdade O abandonaram, inclusive seus discípulos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Muitos dos seus discípulos, tendo ouvido tais palavras, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir? Mas Jesus, sabendo por si mesmo que eles murmuravam a respeito de suas palavras, interpelou-os: Isto vos escandaliza? O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida” (Jo 6.60-63).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“À vista disso, muitos o abandonaram e já não andavam com ele” (Jo 6.66).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, Jesus lança a pergunta, a interpelação que é escolha: “Porventura, quereis também vós retirar-vos?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta de Jesus para os “Doze”, é a pergunta de Jesus para nós, bilhões de seguidores do século XXI: não queremos já cientes de tudo o que Ele nos propôs, também nos retirarmos? Não queremos também abandoná-Lo pelos ídolos deste mundo que nos soam mais “fáceis”? Não queremos o estilo de vida e os caminhos que os ídolos nos propõem? Não preferimos viver segundo a lógica do mundo e esquecer a lógica do reino de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro é a voz de todos os fiéis seguidores de Cristo, de todos os que, diante das escolhas que temos, escolhem servir Jesus: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus” (Jo 6.68-69).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você? Você também tem crido que Jesus é o único que nos conduz à vida e vida em abundância? Você também tem conhecido, não apenas crido, desde sua própria vida, que Jesus é o único que pode nos proporcionar vida verdadeira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você, até o dia de hoje, tem escolhido os ídolos e não encontrou neles a vida verdadeira, posto que isso seja impossível. Se você que tem escolhido os ídolos, mas tem experimentado dor, angústia, desespero diante da vida. Se você que tem escolhido os ídolos, mas não tem prazer real, felicidade e alegria constante, ainda que em meio à dor e ao sofrimento... Escolhe hoje a Vida! Esta você só encontrará em Cristo Jesus, o Pão da Vida, o que tem as palavras de vida eterna! Quem é o seu Senhor? Para onde você tem ido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rev. Márcio Retamero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-3852787253508706583?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/3852787253508706583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=3852787253508706583&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/3852787253508706583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/3852787253508706583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/09/12-domingo-apos-pentecostes-23082009.html' title='12º Domingo após Pentecostes, 23/08/2009'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SrBz6Faa30I/AAAAAAAAAz8/nV-obDWLGuM/s72-c/50ordinarioB21.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-652106232522216938</id><published>2009-09-15T23:11:00.003-03:00</published><updated>2009-09-15T23:12:56.893-03:00</updated><title type='text'>11º Domingo após Pentecostes - 16/08/2009</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SrBJZmoUyrI/AAAAAAAAAz0/YETOQ5Zm9Xw/s1600-h/49ordinarioB20.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 272px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SrBJZmoUyrI/AAAAAAAAAz0/YETOQ5Zm9Xw/s320/49ordinarioB20.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381882258922982066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;A Mesa do Senhor: pão, vinho e partilha de vida&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Leituras Bíblicas: Pv 9.1-6/ Ef 5.15-20/ Jo 6.51-58&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comentários aos textos bíblicos do 11º Domingo após Pentecostes, 16/08/2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;          Este é o quarto domingo que a Igreja nos convida à reflexão através do Evangelho de Jesus Cristo segundo João, no capítulo 6. Desde o último domingo de julho, quando meditamos sobre o sinal da multiplicação dos pães e dos peixes, paramos neste longo e crucial capítulo de João, também importantes para os outros Evangelhos, conhecidos como sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas). O trecho que lemos hoje (versículos 51 a 58) é também conhecido como “o discurso eucarístico” de Jesus. É clara a alusão à Eucaristia, a santa ceia do Senhor, que através deste texto, a comunidade de João registra no seu Evangelho. O assunto, o tema principal desta perícope é importante para todos nós, porque como eles, a comunidade de João, igreja local antes de nós, a eucaristia também é o centro de nossa vida como Igreja. Em torno da mesa do Senhor, onde são postos os sinais visíveis, pão e vinho, nós também partilhamos nossas vidas ou deveríamos partilhar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         O Evangelho de João se omite na narração da última ceia de Jesus. Não encontramos neste livro as palavras institucionais da santa ceia (isto é o meu corpo/ isto é o meu sangue), contudo, este livro completa esta lacuna, que não é sem propósito, posto que os evangelhos são construções da comunidade, com este discurso de Cristo, feito em Cafarnaum, após a multiplicação dos pães e dos peixes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Desde o século XVI, quando aconteceu a primeira reforma na Igreja do Ocidente, muitas são as controvérsias entre católicos e protestantes quando o assunto é a santa ceia. Sabemos que os católicos acreditam na consubstanciação e na transubstanciação dos elementos visíveis da ceia, o pão e o vinho. Para eles, o pão torna-se carne de Cristo e o vinho, sangue de Cristo. Para eles, Jesus está presente fisicamente no pão e no vinho, tornando-se corpo e sangue sob as palavras da instituição proferidas pelo sacerdote no ato da celebração. Para eles, “isto é o meu corpo/ isto é o meu sangue” é literal, por isso, a missa, o culto romano, é também chamado de “sacrifício incruento”, ou seja, sacrifício sem derramamento de sangue. Para um católico, todas as vezes que uma missa é celebrada, é renovado o sacrifício do Calvário, como se Cristo, outra vez, morresse por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Nós, protestantes, não cremos assim. Contudo, nem todos os protestantes concordam na teologia da santa ceia. O fosso que se abriu entre católicos e protestantes, também se abriu entre protestantes. Dentro deste grupo, desde o tempo da reforma, temos dois grupos bem distintos: os sacramentistas e os memorialistas. Os últimos são mais influentes em nosso meio até o dia de hoje. São os que não têm na santa ceia, nem no batismo, um sacramento. Acreditam que a santa ceia é tão somente um memorial, uma cena que o ato de Jesus é relembrado. Pão e vinho não se transformam em nada, continuam sendo pão e vinho.  Contudo, existe uma contradição entre os que têm tal visão, pois no dia de santa ceia, eles se “preparam” melhor para o culto, “consagram-se” neste dia através de jejum e oração e o culto em si tem um clima completamente diferente, mais solene. O que eu me pergunto é porque tanta preparação, tanta solenidade, jejum e oração, se a visão é tão somente memorialista? Se não passa de uma cena, ainda que cena santa, por que tanta espiritualidade envolvida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Os protestantes reformados ou calvinistas, como nós em Betel, não cremos nem como os católicos, tampouco como os memorialistas. Somos sacramentistas. Para nós, pão e vinho, antes e depois das palavras da consagração, continuam pão e vinho. Contudo, tais sinais são plenos de significado espiritual. Para aquele que crê, pão ainda que pão e vinho, ainda que vinho, são veículos materiais, sinais, para nos comunicar uma realidade espiritual: Jesus está presente espiritualmente neste pão e neste vinho. Por isso a santa ceia é considerada entre nós um sacramento. Através dele, recebemos bens espirituais como o fortalecimento de nossa fé, a nutrição da nossa alma, a confirmação do nosso chamado, o emprenho na perseverança, a lembrança da santidade dos cristãos, enfim, as bênçãos que Jesus nos garante. A santa ceia não é memorial, teatro, tampouco renovação do sacrifício único e irrepitível da cruz no Calvário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A Segunda Confissão Helvética, um dos documentos reformados que adotamos em nossa comunidade para a nossa instrução doutrinária, nos ensina: “A Ceia do Senhor (também chamada mesa do Senhor e Eucaristia, ou seja, ação de graças) é em geral chamada ceia porque foi instituída por Cristo em sua última ceia, e ainda representa, e porque nela os fiéis são espiritualmente alimentados e nutridos. O autor da Ceia do Senhor não é nenhum anjo ou homem, mas o próprio Filho de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, que primeiro a consagrou para a sua igreja. Essa consagração ou bênção ainda permanece entre todos quantos celebram não outra ceia, mas aquela mesma, que o Senhor instituiu e na qual recitam as palavras da Ceia do Senhor, e em tudo voltam o olhar com verdadeira fé para o único Cristo, e recebem, como de suas mãos, aquilo que recebem pelo ministério dos ministros da Igreja”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Continua: “Por este rito sagrado, o Senhor deseja manter em viva lembrança a maior bênção que concedeu aos mortais, a saber, que pelo dom do seu corpo e pelo derramamento do seu sangue ele perdoou todos os nossos pecados e nos redimiu da morte eterna e do poder do diabo, e agora nos alimenta com a sua carne e nos dá a beber do seu sangue, os quais, recebidos espiritualmente com verdadeira fé, nos alimentam para a vida eterna. E essa bênção se renova tantas vezes quantas é celebrada a ceia do Senhor. Eis o que disse nosso Senhor: “Fazei isso em memória de mim (Lc 22.19).”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         É preciso que prestemos muita atenção o que nossa doutrina ensina, principalmente nos dias atuais, pois são muitas as vozes que se levantam, cada uma com uma opinião diferente acerca de questões sérias como as questões de fé. Nós não podemos nos aventurar em questões importantíssimas como essas! Uma doutrina errada nos leva a uma fé errada e a uma prática equivocada de cristianismo. Não, não podemos negligenciar nisso! Se tais coisas não fossem importantes para cristãos, o Senhor Jesus não teria deixado este legado, tampouco Sua Igreja teria registrado nos Evangelhos e o Apóstolo Paulo não teria dedicado passagens inteiras de suas epístolas às igrejas sobre a santa ceia, como na primeira carta aos Coríntios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         As palavras que hoje ecoam no nosso coração, lidas no Evangelho de João, capítulo 6, são palavras de Jesus que a comunidade joanina registrou para a nossa instrução e edificação na fé: “Quem comer a minha carne e beber o meu sangue permanece em mim, e eu, nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente, eu vivo pelo Pai, também quem de mim se alimenta por mim viverá. Este é o pão que desceu do céu, em nada semelhante àquele que os vossos pais comeram e, contudo, morreram; quem comer este pão viverá eternamente” (Jo 6.56-58). Grande é a promessa de Jesus! Quem duvidará das palavras de vida eterna ditas pelo Salvador?!&lt;br /&gt;         Meus irmãos vede quão grande é a misericórdia e o amor de Deus por nós! Ele se deu na Cruz por nós; Ele se dá na santa ceia por nós! Somos alimentados por Ele mesmo, somos nutridos espiritualmente por Ele e tomamos posse da promessa: viveremos eternamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A participação no sacramento da santa ceia nos chama ao compromisso também. Isto nos é esclarecido pela segunda leitura que hoje fizemos na carta de Paulo aos Efésios. A participação nesta mesa do Senhor nos chama ao compromisso com os nossos semelhantes, não apenas os semelhantes de dentro das quatro paredes de nossa comunidade, mas muito mais, com os nossos semelhantes de fora dessas quatro paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       A mesa do Senhor é local de igualdade, de fraternidade, de comum-união e de amor incondicional. Impossível não observar esses valores cristãos, que não são apenas éticos, mas caminho seguro de vida e de vida abundante. Uma velha canção diz: “comungar é tornar-se um perigo!” Por quê? Porque aquele que toma parte nesta mesa igualitária, nesta mesa onde há justiça e fraternidade, nesta mesa onde há comum-união, é chamado para levar tais valores para o seu dia a dia. Tais valores não são os valores do mundo, sendo assim, quem comunga torna-se um perigo ao mundo, porque o desafia, o interpela e nele age não a partir da lógica do mundo, mas a partir da lógica do Reino de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Comungar é tornar-se um perigo porque desafiamos este mundo mal e caído pela nossa ação transformadora nele. Conforme nos exorta Paulo, através da carta aos Efésios, não agimos no mundo como os néscios, mas como sábios. Não levamos a vida na flauta, perdendo tempo, mas remimos o tempo, damos real valor a cada minuto, pois bastam segundos para que uma vida seja ceifada, um ser humano seja assassinado, roubado, destituído de sua dignidade. Porque comungamos não agimos na insensatez, antes, buscamos discernimento, para que tenhamos firmeza em nossas ações transformadoras, necessitamos saber o que o Senhor requer de nós todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Porque participamos desta mesa santa, bendita, que nos comunica vida e nos enche a mão de sementes de vida para semearmos neste mundo, não nos embriagamos com vinho, que nos entorpece, que nos anestesia ante a dor do mundo, ante o sofrimento do semelhante. Não, nós não queremos fuga e nenhuma droga que entorpece, ainda que esta droga venha travestida de religião “cristã”! Antes, nos enchemos do “ruah”, do “pneuma”, do vento do Senhor que nos empurra, nos impele, nos força a ir ao encontro dos que sofrem sob a opressão deste mundo que prioriza a morte não a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Por isso, porque somos chamados para esta ceia de partilha, quando nos reunimos em torno dela semanalmente, o fazemos com alegria, não tristeza, cantamos, oramos, louvamos o Senhor que semanalmente nos alimenta para termos mais força, mais coragem, mais vigor neste mister de revolucionar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Comungar, tomar parte nesta mesa é tornar-se um perigo porque quando assim fazemos lançamos fora a auto-suficiência, o egoísmo, o pragmatismo, o não-compromisso com o outro que conosco caminha, antes, sujeitamo-nos uns aos outros em amor e no temor de Cristo, pois sabemos que não somos uma ilha. Necessitamos do auxílio do outro, da mão alheia, da amizade, da fraternidade. Sujeitamo-nos uns aos outros porque em torno da mesa não há maior, nem menor e se há alguém entre nós que deseja ser o maior, este é o primeiro que pega água, bacia e toalha, como fez o Senhor, para lavar os pés do irmão. Igualdade. Valor que o Evangelho nos comunica, a mesa do Senhor nos ensina e que o mundo rejeita, pois o mundo é lugar de competição. Corrida louca e insana atrás do vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Que o Espírito Santo nos ensine hoje e sempre as verdades espirituais que a santa ceia ou eucaristia do Senhor nos transmite. Que este pão e este vinho, pão e cálice do Senhor, corpo e sangue de Jesus, sejam sustentos e remédios para as nossas vidas; seja fortalecimento para a nossa missão; coragem para os sem coragem; cura para os adoecidos da alma e do corpo; sustância para os desfalecidos; alegria para os entristecidos; força e alento para os sem força e sem alento; e compromisso de uns para com os outros; os outros de perto e os outros de longe, até aquele dia em que comemoremos e beberemos face a face com Aquele que nos remiu! Seja assim, para a honra e glória do Senhor e para a edificação de Sua Igreja e transformação do nosso mundo! Amém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Rev. Márcio Retamero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-652106232522216938?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/652106232522216938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=652106232522216938&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/652106232522216938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/652106232522216938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/09/11-domingo-apos-pentecostes-16082009.html' title='11º Domingo após Pentecostes - 16/08/2009'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SrBJZmoUyrI/AAAAAAAAAz0/YETOQ5Zm9Xw/s72-c/49ordinarioB20.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-4393538497894030190</id><published>2009-09-14T23:14:00.005-03:00</published><updated>2009-09-15T00:40:27.565-03:00</updated><title type='text'>10º Domingo após Pentecostes - 09/08/2009</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Sq75jLZv_DI/AAAAAAAAAzs/7pZhoC7d2vo/s1600-h/48ordinarioB19.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381512987505851442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 270px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Sq75jLZv_DI/AAAAAAAAAzs/7pZhoC7d2vo/s320/48ordinarioB19.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;b&gt;ALIMENTADOS PELO DEUS QUE NOS RENOVA AS FORÇAS&lt;/b&gt; &lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/div&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;LEITURAS BÍBLICAS: Sl 34 – 1Rs 19.4-8 – Ef 4.30 – 5.2 e Jo 6.41-51&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Desde o último domingo de Julho, estamos aprendendo lições importantes para as nossas vidas, através do capítulo 6 do Evangelho segundo João. Este capítulo tem início com um dos setes sinais que o autor selecionou para nos ensinar que Jesus verdadeiramente é o Senhor, o Salvador, o Messias prometido. Tais sinais apontam para o Antigo Testamento, para as palavras dos Profetas que anunciaram a vinda do Messias. Para, além disso, o capítulo 6 do Evangelho segundo João é uma longa exposição doutrinária, ou seja, catequética, sobre a Eucaristia ou Santa Ceia. Um dos sacramentos que o próprio Jesus instituiu para o nosso fortalecimento espiritual e crescimento em Graça.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Temos aprendido, nos últimos domingos, que além de se importar conosco, além de enviar o Seu Filho ao mundo para nos resgatar, o Senhor nos alimenta verdadeiramente, através de Jesus. Ele é o Pão da Vida. Pão que nos fortalece e nos alimenta na peregrinação. Ele é o Caminho, a estrada, a via na qual caminhamos; durante a caminhada, Ele mesmo cuida de nós, no sentido de nos alimentar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Por estarmos a três domingos aprendendo através deste capítulo do Evangelho de João, queremos hoje nos focar na primeira leitura recomendada para hoje. Ela nos fala acerca de um homem, um ser humano como nós, sujeito às mesmas fraquezas, sob lutas que também são, &lt;i&gt;mutatis mutandis&lt;/i&gt;, as nossas lutas.&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;Isso é importante porque muitas vezes usamos de desculpas “esfarrapadas” para usar o que nos faz tanto mal: a auto-indulgência, a comiseração, a vitimização, pois quando o exemplo é Cristo e suas lutas, logo declaramos: “ah, mas Ele é Jesus! Ele é Deus! Ele podia tudo!” Esquecemos como nos ensinou o autor sagrado, que Jesus também foi humano, chorou, sentiu dor, saudade, medo, fome e sede. Esquecemos, porque nossa teologia está doente, herética mesmo, docetista, desencarnada da concretude da vida. Mania desgraçada é a que temos de “espiritualizar” tanto o Senhor Jesus, a ponto de fazer Dele aquilo que Ele não é: apenas Deus. Não! Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, conforme professamos no Credo Niceno. Ambas as naturezas estão presentes Nele. Se tirarmos uma delas, caímos em heresia! Lembre-se, portanto, que Jesus, o nosso Senhor, é Deus sim, mas Emanuel, Deus conosco, Deus encarnado, Deus que experimentou a natureza humana!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Estabelecido isso para a nossa edificação, voltemos nossos olhos para o século IX antes de Cristo. A geografia é a do Reino do Norte, ou Israel. O período cronológico vai de 873 a.C. a 853 a.C. Reinava no trono do Reino do Norte, um rei chamado Acabe. O pai deste rei, Amri ou Onri. Este rei fortaleceu as fronteiras de Israel e as expandiu. A estabilidade dentro das fronteiras e os tributos pagos pelos povos vencidos abarrotaram o cofre real, fomentou a “indústria”, fez circular pessoas e mercadorias, portanto, “dinheiro” e isso desdobrou em prosperidade econômico-financeira no Reino do Norte. Edificações suntuosas foram levantadas e até mesmo uma cidade inteira, sobre o monte Semer e lhe deu o nome de Samaria, a partir de então, a capital do reino.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Paralelamente a tudo isso, cresceu a opressão sobre os pobres, chamados na linguagem bíblica de “órfãos e viúvas”. Os juízes da terra julgavam as causas a favor dos poderosos. A religião, a serviço do poder, abusava da fé do povo e era canal de legitimação ideológica do sistema. Para, além disso, desde a fundação do Reino do Norte, Israel estava abandonando sua fé primeira, ou “javista”, e abraçando os ídolos dos povos vizinhos, os pagãos. Em suma, o que tínhamos ali era um total descaso pelo direito e pela justiça, pela sã doutrina e religião, pelas vidas dos mais necessitados da terra.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Dizem por ai que tudo pode piorar, não é verdade? E este foi o caso! Onri faleceu e seu filho, Acabe, reinou em seu lugar. Acabe casou-se, observando os interesses do Estado, com uma princesa fenícia chamada Jezabel, cuja religião era uma abominação para o Deus de Israel. Jezabel cultuava um ídolo chamado Baal e trouxe para Israel, além de seu séquito pessoal de empregados, profetas e sacerdotes desta religião. Acabe, para fazer-lhe vontade, mandou erguer em Samaria um templo dedicado a este ídolo, além de mandar erguer um “poste”, uma coluna, num lugar alto, para que todo o Israel adorasse o deus pagão. Uma parte do povo foi seduzido pelo culto ao ídolo, outra parte acendia uma vela pra Deus e outra pro Inimigo, praticando uma religião e cultivando uma espiritualidade sincretista. Outra parcela seguiu fiel ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Ao Deus de Israel, que com mão forte os tirou da escravidão do Egito e os estabeleceu na Terra da Promessa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Fazia parte desta parcela da população do Reino do Norte um homem chamado Elias. Não sabemos muito acerca de Elias, na verdade. No fundo, muito do que é dito acerca de Elias no Antigo Testamento, tem como objetivo não uma “história”, uma biografia nos moldes que hoje entendemos isso. Mas o objetivo dos autores do texto sagrado era ensinar ao povo através da vida de Elias. O objetivo era teológico, não histórico. Era doutrinário, não factual. Mítico, não realidade objetiva. Isso pouco nos importa neste momento, pois o que nos importa verdadeiramente é que tais coisas foram escritas e legadas a nós para que nós também, em pleno século XXI, tomássemos tais palavras como Palavra de Deus para nossas vidas e assim, também alvos da edificação para as nossas vidas no nosso aqui e no nosso agora.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Elias, diz as Escrituras, era da região de Gileade, por isso é chamado de “o tesbita”. Era um homem do deserto. Em algum momento de sua vida, Elias ouviu o chamado de Deus – pois a iniciativa é sempre de Deus que chama – para ser profeta Dele ali no Reino do Norte. Ele atende a este chamado – como sempre acontece quando somos verdadeiramente chamados por Deus – e se estabelece no Reino do Norte, para ali, em nome do Deus de Israel, transmitir-lhes sua Palavra. Diante de tudo o que estava ocorrendo, a Palavra de Deus posta na boca de Elias não era outra se não palavra de denúncia, de exortação, de admoestação ao povo que se corrompia. De fato, a Palavra de Deus era dirigida primordialmente ao Rei Acabe e a sua casa, bem como a todos que compunham a elite daquela sociedade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Um dos episódios que o autor e editor do Primeiro Livros dos Reis nos conta e que ilustra bastante a grave situação em relação ao direito e a lei nestes tempos é o episódio da vinha de Nabote, usurpada não sem o derramamento de sangue, o assassinato do tal Nabote a mando da rainha Jezabel, com a anuência do rei Acabe. Elias, enviado por Deus como Seu Profeta, ou seja, como Sua Boca, foi ao encontro do rei Acabe e lhe transmitiu as duras palavras que o Senhor o ordenou a dizer frente ao rei e a rainha. A profecia era de morte e de morte com ignomínia. Assim agem os profetas verdadeiros do Senhor! Não temem o que dizem e a quem se dirigem, importa antes obedecer ao Senhor do que aos homens!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Entretanto, o episódio escolhido como nossa leitura no dia de hoje é anterior ao episódio da vinha de Nabote. Elias, profeta do Senhor, denunciava àquela altura, a falsa religião e a abominação que era, aos olhos do Senhor, o culto a Baal. Num episódio dramático e cheio de importantes lições, portanto, doutrinário mais que histórico Elias desafia quatrocentos profetas de Baal no cume do monte Carmelo. Provou com prodígio e obra que só o Senhor, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, o Deus Soberano que escolheu o povo de Israel dentre todos os povos da terra, era e é, verdadeiramente, Deus.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Por conta de tão grande prova cujo efeito foi um reavivamento entre o povo de Deus que viu quão grande era, aos olhos do Senhor, a sua maldade, o seu erro, Elias foi jurado de morte pela rainha Jezabel, pois o outro resultado daquele episódio no Carmelo foi o massacre dos profetas de Baal. Elias, temendo pela sua vida, deduzindo-se sem qualquer apoio e solitário, foge para o deserto, rumo ao sul, numa peregrinação que também é fuga a fim de subir o Horebe ou Sinai, local de encontro de Deus com Moisés, o libertador do povo de Deus. Lugar onde Israel recebeu das mãos do seu líder, as tábuas da Lei, cuja observância era a aliança de Deus com seu povo Israel. Elias necessitava de, mais que sentir mais que falar com Deus, o que ele poderia fazer em qualquer lugar, pisar na geografia santa de sua terra e peregrinar a fim de escutar e acolher a Palavra do Senhor. Elias precisava beber da fonte primeira. Voltar ao início de tudo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Com medo de perder sua vida, profundamente impactado na alma pela perseguição promovida pela casa real, se sentido só, abandonado e vítima de uma grande conspiração; desanimado, desalentado, sem vigor, sem força, profundamente deprimido, enfim, ao chegar a Berseba, internou-se no deserto. A geografia do deserto, o símbolo do deserto, nas Escrituras, é muito forte e sempre nos aponta para um contexto muito duro, difícil, na vida de um povo ou na vida de um ser humano. Se dando conta do grande perigo que corria e sentindo-se só, Elias senta-se debaixo de uma árvore e pede a Deus a morte: “Basta; toma agora, ó Senhor, a minha alma, pois não sou melhor que meus pais” (1Rs 19.4b). Este é o contexto da nossa leitura.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;O estado da alma de Elias era desolador. A depressão o atingiu e como sempre ocorre, o desejo de morrer, de não mais existir, de desistir de tudo, bateu com força na alma do profeta. Conta-nos o autor, que Deus não abandonou Elias, antes, o enviou um anjo que o acordou e lhe mostrou a graça de Deus em sua vida: pães cozidos sobre pedras quentes e uma botija de água. Elias levantou, comeu, mas aquilo ainda era pouco para que ele retomasse suas forças, seu ânimo, sua sede de vida, sua alegria e consciência da missão para a qual foi ele levantado por Deus.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Uma segunda vez a cena se repete. O anjo do Senhor acorda Elias, que se levanta, come e bebe e somente então, recobra suas forças, desde agora retemperadas, para prosseguir sua peregrinação rumo ao lugar de encontro com Deus, o Horebe ou Sinai. E nos diz o autor, sua peregrinação durou quarenta dias e quarenta noites e isso nos remete aos dias que Moisés ficou naquele monte, falando com Deus face a face, ouvindo o Senhor e recebendo Dele as tábuas da Lei, o símbolo da Aliança primeira. Isso também nos lembra outra coisa, não é verdade? Lembra-nos os 40 anos de peregrinação errante do povo no deserto; lembra-nos a tentação do Senhor Jesus no deserto após seu batismo no Jordão por João. Isso significa que o número 40 nas Escrituras também é um forte símbolo. Significa tempo de espera e espera sofrida. Tempo de tribulação e provação. Tempo de experimentação, de teste, de experiências num deserto que, mais que geográfico, é existencial.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;O que tudo isso é significa para nós, homens e mulheres do século XXI, tão distantes, tão longe do IX século antes da nossa Era? O que este episódio nos ensina de proveitoso para as nossas atribuladas vidas de seres humanos “pós-modernos” (seja lá o que isso signifique na verdade)? Quais as lições importantes para as nossas vidas, verdadeiramente relevantes, que nos ajudam em nosso caminhar hoje e agora e que nos edifica, e somente assim, tornando-se Palavra de Deus em nossas vidas?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Em primeiro lugar, tal estória, ainda que tão distante do nosso contexto cronológico, político, social, nos aproxima de Elias existencialmente. Tal como Elias, somos seres humanos, sujeitos aos dissabores, às perseguições, às lutas, às fraquezas, aos sucessos, aos infortúnios desta vida. Não temos motivo algum para pensarmos que Elias era diferente de nós senão no chão que pisava, na vida que vivia, nos limites históricos da existência deste homem. Existe algo que nos aproxima de Elias e esse “algo” é a nossa humanidade, a nossa natureza.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Elias era um ser humano como nós somos seres humanos. Elias sob intensa perseguição, sob intensa luta, sob intensa pressão, ficou profundamente deprimido e desejou morrer. Na verdade, pediu a morte! Não somos assim também? Quem aqui pode dizer que jamais pensou que a morte era a saída ideal, na verdade a única, diante de tantos problemas a enfrentar, de tantas lutas pra lutar, de tanto dissabor e perseguição, de tantos desafios que se agigantam e nos faz pequenos e sem coragem? Quem de nós jamais experimentou o peso da existência e não pediu para si a morte? Quem de nós não viu a morte como a única saída para os nossos problemas bem reais?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Um amigo, psicanalista, me disse certa vez que a indústria farmacológica é a segunda indústria mais poderosa da terra. E dia desse eu li na Folha de São Paulo uma longa matéria sobre o “aniversário” do Rivotril, o segundo lugar nas vendas da indústria farmacológica no Brasil. Perde somente pro Microvlar, o anticoncepcional mais vendido em nosso país. O ansiolítico é tema principal de inúmeros sites na internet, “muso” inspirador de poemas e composições e virou nome de banda rock, cujos integrantes fazem uso do mesmo. Não vou te perguntar, nem pedir pra levantar a mão, a fim de te identificar como um usuário useiro e vezeiro do tarja preta mais consumido em nosso país. Não preciso ser vidente nem profeta para saber que entre nós, neste momento, um número alarmante de pessoas fazem uso do Rivotril. E por quê? Porque tais pessoas sentem neste momento, o que sentiu Elias no deserto de Berseba, a caminho do Horebe.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Elias não tinha o Rivotril para superar a ansiedade, a agonia, a depressão que sua situação naquele momento o fazia sentir. Contudo, Elias teve “pães quentes assados sobre pedras em brasa e uma botija de água”. Não, nenhum psiquiatra prescreveu isso como remédio; nenhum farmacêutico vendeu tal mercadoria a ele. Foi o Senhor mesmo que enviou seu anjo e o alimentou e matou a sede. Foi o alimento, o pão dos anjos, a água de refrigério da parte de Deus que retemperou as forças do profeta e o devolveu força e vigor para continuar a caminhada existencial ao Horebe ou Sinai.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Deixa eu te dizer uma coisa que talvez você desconhece ou finge que não sabe: mais que o Rivotril que você tem tomado, o que você realmente precisa é do pão assado sobre pedras em brasa e da botija de água do Senhor! Na verdade, Ele já lhe tem dado isso, mas você prefere ignorar o cuidado de Deus para com a sua vida, a fim de continuar sua queda livre neste poço que você se encontra! Você prefere prestar mais atenção ao que a indústria dos remédios pode fazer por você e seu dinheiro comprar, do que prestar atenção no Deus da Vida que tem te alimentado com seu pão e sua água. Você, no fundo, sabe que Deus tem te alimentado; mas você não quer se dá contar disso, pois então cessa a sua vitimização, o seu teatrinho de infeliz! Você prefere ir comprar Rivotril na farmácia mais próxima de sua casa, porque você, no fundo, no fundo, tem medo de ser realmente curado e não saber o que faz com toda a vida que você tem pela frente. Você está deprimido, quer a morte, não sente mais forças pra lutar tuas lutas e derrubar um por um os teus inimigos!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Deixa eu te dizer outra coisa! Neste momento o Espírito Santo está te revelando que assim as coisas têm sido na sua vida. Deus está apertando teu coração ai, dentro deste peito, porque ta te dando pão e água que sara verdadeiramente, que cura e liberta, te livrando não só do Rivotril diário, mas desta depressão que te assola. Faça como Elias, acorde, levante e coma e beba do pão e da água que sacia sua fome e mata a sua sede! Deus está te alimentado neste momento com a Sua Palavra e esta está trazendo vida à sua vida, forças à sua fraqueza; fortaleza à sua fragilidade; tempero ao teu destempero; coragem à tua desistência: levante e coma em nome de Jesus!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Poderia ficar por aqui, mas há mais da parte de Deus para nós hoje e como profeta do Senhor não posso me calar! Em segundo lugar, esta passagem nos ensina que não há nada de errado em sentir dor diante das lutas e das calamidades da vida. Que depressão, ao contrário do que muitos “super crentes” dizem, acomete seres humanos, independente de sua fé. Elias era verdadeiramente um homem de Deus! Era eleito do Senhor. Profeta do Senhor. Homem de Deus. Boca de Deus. No entanto, sentiu-se frágil, débil, sem forças, sem vigor, deprimido. Não, não há nada de errado em sentir dor, em chorar, em ficar depressivo diante de tanta coisa difícil da vida! Contudo, a lição não é outra se não: Deus é Deus de amor e bondade, que cuida dos seus, os alimenta, os revigora, os enche de força e fortaleza, para que enfrentem as durezas da existência. A diferença entre nós e Elias é o olhar. Sim, o olhar. Elias viu o cuidado de Deus para com sua vida. Elias tomou uma atitude diante da ação de Deus. Elias escolheu comer e beber o que Deus lhe oferecia e, desta forma, recobrar o ânimo para continuar sua luta! Esta é a grande diferença! Deus te dá hoje o alimento e a água. Aja como Elias, escolha comer e beber o que Deus tem te dado. Tome uma atitude, recobre, retempere tuas forças para continuar teu caminho!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Em terceiro lugar, preste atenção no agir de Deus, porque Ele ainda age como agiu no IX século antes de Cristo: Deus não é mágico! Deus não é moleque! Ele poderia, veja bem, poderia, estalar os dedos e fulminar Jezabel e Acabe. Num estalar de dedos, Deus poderia matar todos os seguidores de Baal, fazer chover fogo do céu, como fizera no Carmelo e acabar de uma vez só com todo o sofrimento de Elias. Num estalar de dedos, Deus poderia resolver todos os problemas de Elias! A pergunta que cabe aqui é: e por que Ele não fez isso? Por que Deus não estala os dedos e acaba com todo o teu sofrimento? Por que Deus não move a mão dá fim às tuas lutas, às tuas perseguições, a tudo o que te faz sofrer? Por que Deus parece que dorme enquanto que você leva as lambadas da vida, as chicotadas da existência que te fazem vergar e tombar enquanto caminha neste mundo?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;A resposta é só uma: Deus não age assim porque Ele não quer fazer de você um eterno ser infantil, pequeno, bobo, idiota; um eterno imbecil que faz beicinho quando sente dor e diz que “perdeu” a fé! Deus não quer saber de você fazendo desafios a Ele: “se o Senhor não mover sua mão, deixo de crer hein!” Deus não quer que você tenha uma fé idiotizada a ponto de se tornar um abestalhado que lida com Ele como lidava os seguidores de Baal: com barganhas sem fim. “Toma Deus o meu dinheiro, mas me dê mais!” “Toma Deus esta oferta especial, mas me dê aquela bênção que tanto busco!” “Toma Deus este meu voto, este meu jejum, mas me dê em troca aquele carro, aquela casa, aquele emprego, aquele homem, aquela mulher, aquele, aquele, aquele... Deus não age assim e se você tem agido assim com Deus, em nome de Jesus, larga isso agora! Isso é paganismo meu irmão! Você não é adorador de Baal! Você é adorador do Eterno Deus, que estava em Cristo reconciliando o mundo consigo mesmo na cruz do Calvário! Você é servo de Deus que é Gracioso, age na graça, pela graça e que não exige barganhas, nem faz negócio com filho de homem! Não! Aprenda de uma vez por todas que Deus é Deus de bondade, de amor, de misericórdia e graça, apesar da nossa natureza mesquinha, rasteira, ignóbil, idiota, que vive barganhando perdão, barganhando amor, barganhando afeto, barganhando amizade, barganhando espiritualidade, barganhando tudo! Deus não entra neste joguinho idiota de toma lá dá cá! Deus é Fiel, apesar de nós...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Por último, ainda que não se esgote aqui tudo o que Deus ensina através dessa passagem, aprenda outra coisa: Deus não age assim, mecanicamente para conosco, porque deseja que vivamos intensamente não mecanicamente, com o pão e a água que Ele nos dá de graça! Não, Deus não quer que você e eu vivamos uma vida mecânica, à base do controle remoto, como robôs! Deus em Cristo nos oferece vida e vida em abundância e viver significa sorrir e chorar, se alegrar e se lamentar, sentir dor e sentir regozijo, se alegrar com nascimentos e se lamentar diante de um sepulcro aberto, dar boas vindas aos nossos bebês e sepultar nossos mortos. Viver e viver em abundância significa passar pelos altos dos montes, surfar nas ondas perfeitas da vida, comer do bom e do melhor, gozar de tudo o que de bom a vida tem a nos oferecer. Contudo, viver e viver em abundância também é passar pelos vales da sombra da morte e na companhia de Deus! Do que mais você precisa se não a certeza de que até no vale da sombra da morte, Ele contigo está? Do que mais você precisa além do pão e da água que Ele te oferece? Do que mais você precisa além da bondade, do amor, da misericórdia, da graça do Senhor? O apóstolo Paulo disse: “a tua graça me basta, Senhor”... porque ele sabia que enquanto ele era fraco, então ele era forte, posto que sua força não residia nele mesmo, mas em Deus, sua Rocha, sua fortaleza, sem maior tesouro?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;E porque que sabendo disso tudo, você está vivendo esta “meia” vida? O poeta escreveu: “quem meio sorri, não sorri/ quem meio se alegra, não se alegra/ quem meio ama, não ama/ quem meio vive, morto está”! Porque você ao invés de ter vida em abundância, prefere viver uma vida mecânica, no automático? Vem a igreja, porque não tem outro lugar pra ir; beija com frieza seu companheiro, companheira, namorado namorada, porque o afeto se tornou mecânico. Já percebeu que você não tem feito amor mas anda simplesmente copulando? Até o ato mais íntimo com seu cônjuge você mecanizou! Há quanto tempo você não sente a alegria de ter feito amor verdadeiro com seu parceiro, com sua parceira? Porque você só vai visitar sua família, sua mãe, pai e irmãos pra cumprir obrigação, uma agenda que no fundo, no fundo você nem quer cumprir? Porque que você mecanizou suas relações fraternas, suas relações de afeto? Porque que ao invés de viver e viver em abundância, você tem escolhido viver uma vida mecânica?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Elias recobrou as forças para caminhar até o Horebe, o Sinai. Deixa eu te dizer: sua família é o teu Horebe; sua relação afetiva é o teu Horebe; seu emprego é o teu Horebe; seus amigos são o teu Horebe; sua igreja é o teu Horebe; Deus te dá pão e água, te alimenta, retempera tuas forças para que você faça inúmeras peregrinações aos “Horebes” da sua vida com intensidade, com amor real, com vida e vida em abundância, não com atitudes mecânicas!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Você leu junto comigo o Evangelho de João, capítulo 6. Você sabe: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu, para que todo o que dele comer não pereça. Eu sou o pão vivo que desceu do céu – disse Jesus -; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne” (Jo 6.50-51). Este é o Pão e a água que Deus nos preparou: Jesus, o pão da vida! Coma deste pão e beba desta água e tenha vida e vida em abundância! Seja assim, em nome de Jesus!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Rev. Márcio Retamero&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-4393538497894030190?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/4393538497894030190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=4393538497894030190&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/4393538497894030190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/4393538497894030190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/09/10-domingo-apos-pentecostes-09082009.html' title='10º Domingo após Pentecostes - 09/08/2009'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Sq75jLZv_DI/AAAAAAAAAzs/7pZhoC7d2vo/s72-c/48ordinarioB19.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-8510400192730867852</id><published>2009-09-14T23:10:00.003-03:00</published><updated>2009-09-14T23:13:55.474-03:00</updated><title type='text'>9º Domingo após Pentecostes - 02/08/2009</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Sq73wNRkAvI/AAAAAAAAAzk/F_plnnrxQpk/s1600-h/47ordinarioB18.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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 &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;João 6.24-35&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Comentário dos textos bíblicos do 9º Domingo após Pentecostes, 02/08/2009.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Esta é a pergunta que a Igreja nos faz hoje através das Escrituras: qual é a sua fome? Você tem fome de que? A natureza humana tem muitas fomes: fome de pão, fome de vida, fome de amor, fome de cultura, fome de afeto, fome de justiça, fome de verdade, forme de auto-realização, fome de vida familiar... Muitas são as nossas fomes!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;A primeira leitura de hoje nos mostra o povo de Israel logo após a libertação do Egito. Estavam eles peregrinando pelo deserto quando começaram a murmurar contra seus líderes Moisés e Arão: estavam com fome. Na verdade, eles culpavam Javé, o Deus Libertador, pela fome que sentiam. Disseram que Ele os levou até o deserto para ali os matar de fome. Até saudades da escravidão, sentiram! Lembravam que no tempo em que eram escravos não faltava pão e carne, então, melhor seria ser escravo e ter o que comer a ser livre sem ter com que se alimentar. Somos capazes de vender nossa liberdade por um pedaço de pão e um bocado de carne! Não é assim ainda hoje?! Desde que nossas necessidades básicas estejam 100% satisfeitas, não nos importa liberdade! O que fazer com a liberdade quando esta não nos dá o que precisamos?! “Sejamos escravos!” pensam muitos!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Contudo, sabemos, e os textos do domingo passado nos provaram que Deus é Deus Libertador. Que Deus se interessa sim em nos saciar a fome. Ele não está de braços cruzados, alheio ao que sentimos, todavia, requer de nós uma decisão e que somente através desta decisão, saciaremos nossa fome.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Israel, o povo da Aliança, saiu do Egito onde era escravo rumo à Terra Prometida que Deus preparou para eles. Entre a escravidão e a liberdade, encontrava-se um deserto – que não é apenas geografia do “lado de fora” do povo, antes, “geografia do lado de dentro” do povo, deserto existencial antes que deserto concreto. Neste deserto existencial, lugar onde nada do que é plantado vigora, Deus mais uma vez nos mostra sua generosidade, seu amor, seu interesse por nós, quando, gratuitamente, nos alimenta e nos sacia a fome.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Diante da saudade do povo da escravidão; diante da ilusão do povo que pensava que lá, na terra da escravidão, tinham pão e carne à vontade, Deus se mobiliza em misericórdia e Graça para alimentar Seu Povo. Envia carne e pão com fartura para que eles saciem sua fome de pão e carne; contudo, exige decisão: não pegarão mais do que o necessário para saciar a fome de cada dia. Tal decisão requer fé: certeza de que amanhã, o mesmo Deus que nos saciou hoje a fome, nos saciará igualmente. Tal decisão requer fé no Deus que verdadeiramente é Libertador e Provedor. Também tal decisão requer uma atitude para além da fé, uma atitude que é difícil de tomar tratando-se de seres humanos: o não acúmulo de bens materiais. Não necessitamos senão do pão de hoje. Não é assim que pedimos na oração que o Senhor nos ensinou: “o pão nosso de cada dia, dá-nos hoje”?! Necessitamos de mais? Ou é o nosso egoísmo e desejo de possuir que nos faz almejarmos além do que realmente necessitamos?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Neste episódio do deserto, o Senhor ensina ao Seu Povo, portanto, ensina a nós que não estamos num deserto físico, geográfico, mas passamos por muitos desertos existenciais em nossa peregrinação rumo à liberdade, que Ele e somente Ele é capaz de nos prover, de nos saciar a fome, de nos fartar. Contudo, exige de nós fé Nele que nos alimentará para hoje tão somente, isso exige de nós não somente a fé de que amanhã Ele fará novamente, nos saciará novamente, mas, também, requer de nós o empenho em não desejarmos além do que Ele está disposto a nos ofertar: é pra hoje somente.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;A pergunta que não se cala diante de tal interpelação que o Senhor nos faz hoje pela Sua Palavra é: abandonaremos-nos nas mãos do Deus que tem nos saciado a fome, dando-nos liberdade para peregrinarmos pelos desertos da vida rumo à liberdade ou permaneceremos nesta luta insana por um pedaço de pão e um bocado de carne, confiando apenas em nossas forças para isso, acumulando para o dia depois de amanhã os bens, tendo neles e tão somente o apoio para o amanhã? Afinal, o que sabemos do amanhã, não é mesmo?!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Quem se decidir por continuar sozinho nesta luta pela sobrevivência – sim, sobrevivência, não vida abundante – precisa ter consigo plena certeza de que está por sua conta e que se hoje te faltar forças para a luta do teu pão, amanhã então, é dia de fome.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Agora, quem se decidir por se abandonar nas mãos Daquele que saciou Israel e também nos tem saciado até aqui, escolherá bem, pois o faz mediante a fé que gera esperança e a esperança não nos engana, antes, nos faz viver abundantemente, descansados Naquele que é Provedor e que deu provas do Seu amor para conosco. Quem viver crendo Nele, ainda que passe pelo deserto será farto de pão e carne, não passará fome, pois sabe que em qualquer circunstância, Ele conosco está e nos alimenta.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;São para esses que escreve Paulo em sua carta aos Efésios: “Eis, pois o que digo e atesto no Senhor: não continueis a viver como vivem os pagãos, cuja inteligência os leva ao nada” (Ef 4.17). Porque nos exorta deste modo o Apóstolo? Porque nos conclama a não vivermos como os pagãos? Porque os pagãos são aqueles que precisam da barganha para ter satisfeitos suas fomes. Os pagãos necessitam de oferecer “coisas” aos ídolos para deles receberem favor. Nada é de graça nesta relação! Não, é uma relação de troca, um toma lá, dá cá que não pára! Que fé há neste tipo de vivência? Nenhuma! Neste tipo de vivência só existe uma relação de troca, um escambo espiritual que se não for sustentado, nos deixa na mão! Os pagãos vivem preocupados em ter hoje o que pode agradar os seus ídolos, porque se lhes falta o que pode agradar os seus ídolos, ficam à mercê, ficam com fome.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Deus não quer que sejamos como os pagãos. Deus não quer que vivamos num escambo com Ele. Aquele que requer atitude de fé nos dá a fé, pois fé é dom gratuito! Ele nos provê a fé e o alimento. Em todo este processo é Dele a iniciativa: foi Ele quem nos libertou apesar de nós; é Ele que nos sacia a fome apesar de nós; é Ele que agindo assim nos leva à fé apesar da nossa incredulidade!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Deus quer que sejamos “homens novos”, que mudemos nossa mentalidade pagã, que nos renovemos a mente para entendermos que somente o “homem novo”, aquele que não vive como os pagãos, mas aqueles que vivem como cristãos, podem ter fé no Salvador que é suficiente para todos nós. O desejo de Deus é que essa transformação se realize completamente até que estejamos à estatura do varão perfeito, Jesus, que não acumulou bens, não andou preocupado somente com sua fome material, mas que acreditou até o fim no Único capaz de nos saciar e de nos prover em todas as coisas. Aquele que nos alcança com bênçãos celestiais todos os dias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Somente o homem novo pode viver assim. Somente mudando nossa mentalidade pagã poderemos acreditar neste Deus Libertador que nos livra da escravidão do escambo e nos sacia toda e qualquer fome!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Este homem novo nasce do encontro com Cristo. Jesus disse a Nicodemos: necessário vos é nascer de novo. Nicodemos, então naquele momento um homem com mentalidade pagã, ainda que parte do povo de Israel, não entendeu. Então o Senhor lhe explicou: é necessário nascer de novo não da carne, nem do sangue (ou seja, um nascimento carnal, humano), antes, é preciso nascer da água e do Espírito (ou seja, um nascimento que passa longe do humano; um nascimento espiritual). Homem algum pode nascer de novo, carnalmente falando. Contudo, todos os seres humanos podem nascer de novo espiritualmente falando, mudar a mente, renovar o interior, contudo, este novo nascimento só ocorre quando ocorre o encontro real com Jesus, que nos renova e nos faz nascer novamente.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Os homens e mulheres que foram saciados pelo pão da multiplicação dos pães, entenderam que Jesus era o Messias, o Salvador, por conta dos sinais materiais do pão que lhes saciou a fome física tão somente. Por isso, por conta do material, não do espiritual, correram atrás de Jesus em Cafarnaum (Jo 6.24). Não estavam ali pelo pão que lhes sacia a fome espiritual, não desejam o novo nascimento, não buscavam o novo nascimento, o ser uma nova criatura. A mentalidade era pagã. O pragmatismo do paganismo os levou correr atrás de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Quando dirigem a Jesus a pergunta: “Rabi, quando é que chegaste aqui?” (vers. 25), não tem de Jesus a resposta que pediam antes a verdade que corriam: “Em verdade, em verdade vos digo, não é porque vistes sinais que me procurais, mas porque comestes pão à saciedade. É necessário que vos empenheis, não para obter esse alimento perecível, mas o alimento que permanece para a vida eterna, o qual o Filho do Homem vos dará, pois foi a Ele que o Pai, que é Deus mesmo, marcou com seu selo” (vers. 26-27). O homem novo não corre atrás do pão que sacia o corpo tão somente, porque ele sabe que até quando dorme Deus lhe sacia a fome. Assim age o velho homem, o da mentalidade pagã, pois sabe que se não oferta o que agrada o ídolo, ficará com fome amanhã. O homem novo se empenha em buscar o pão da vida, que nos sacia a fome eternamente e nos faz viver em abundância.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Jesus diz aos que correram atrás dele pelo pão que só mata a fome física: “a obra de Deus é que creiais naquele que Ele enviou” (vers. 29). Mas eles, fechados no egoísmo e no desejo raso de querer mais pão físico, replicam e pedem de Jesus provas, lembram que no deserto (primeira leitura), Deus deu pão, que saciou a fome física, esquecem que este pão era cotidiano, ou seja, Deus ao dar o pão que saciava somente a fome física, exigiu deles a fé Nele, que amanhã daria novamente pão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Jesus os corrige no entendimento falso: foi Deus, não Moisés, não Aarão que os alimentou. Foi Deus, Seu Pai, que com Graça os alimentou. E o pão de Deus, disse Jesus, é aquele que desceu do céu, o único capaz de saciar a fome real, que não é só física, mas espiritual também, por isso, dá vida, vida verdadeira, não sobrevivência, ao mundo (vers. 33).&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;“Senhor, dá-nos sempre deste pão!”, disseram eles (vers. 34). Uma leitura descontextualizada deste texto nos levaria a crer que tais pessoas entenderam e aderiram a Jesus. Ledo engano! Como não somos os que fazem leituras descontextualizadas das Escrituras, precisamos presta atenção no fecho deste episódio. No versículo 60 deste capítulo, encontramos: “Depois de o terem ouvido, muitos dos seus discípulos começaram a dizer: Essa palavra é dura! Quem pode escutá-Lo?” mais além somos informados: “A partir desse momento, muitos dos seus discípulos se retiraram e deixaram de andar com Ele” (vers. 66). Ou seja, tais pessoas não aceitaram o que Jesus ensinou, repeliram o ensinamento, inclusive, seus discípulos e muitos deixaram de segui-lo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Isso aconteceu porque seres humanos, quando acomodados em seus esquemas de sobrevivência, que exigem deles uma falsa sensação de que no fundo, no fundo são os únicos responsáveis por suas próprias vidas, portanto, são auto-suficientes, não gostam de saber que a vida verdadeira e abundante, se lhes escorre pelos dedos, pois são incapazes – bem como seus ídolos – de proverem essa vida verdadeira.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Seres humanos velhos não querem, não desejam renovar as mentalidades; preferem fincar o pé numa relação de escambo com o ídolo ao invés de se libertarem. Libertação exige entrega, fé, auto-abandono: são auto-suficientes demais para tais atitudes. Liberdade requer a formação de um “novo ser humano”, comprometido com Deus.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;A Palavra de Jesus permanece: “Eu sou o Pão da Vida; aquele que vem a mim não terá fome; aquele que crê em mim jamais terá sede” (vers. 35). O homem velho precisa reconhecer que para ter acesso a este pão que dá a vida e a esta água viva que mata a sede – Jesus – precisa ser uma nova criatura: uma criatura que se coloca nas mãos do Senhor, Deus Libertador, que Nele confia e espera certo de que este é o único pão que realmente necessitamos. Quem Dele comer e beber, jamais terá fome e sede; vida abundante é o que está reservado para todo aquele que Nele crer.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Você tem fome de que? Seja qual for a sua fome, ela somente será saciada no Pão da Vida, Jesus Cristo. Venha e coma Dele! Amém!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Rev. Márcio Retamero&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-8510400192730867852?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/8510400192730867852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=8510400192730867852&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/8510400192730867852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/8510400192730867852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/09/9-domingo-apos-pentecostes-02082009.html' title='9º Domingo após Pentecostes - 02/08/2009'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Sq73wNRkAvI/AAAAAAAAAzk/F_plnnrxQpk/s72-c/47ordinarioB18.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-1540443097997551295</id><published>2009-09-14T19:34:00.002-03:00</published><updated>2009-09-14T19:37:46.625-03:00</updated><title type='text'>8º Domingo após Pentecostes - 26/07/2009</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Sq7FMGGbliI/AAAAAAAAAzc/ajC-UJatnwE/s1600-h/46ordinarioB17.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Comentário dos textos bíblicos do 8º Domingo após Pentecostes, 26/07/2009.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Muitas vezes pensamos, ao olhar ao redor para a realidade do mundo de hoje – fome, guerras, sistemas políticos opressores, homens que assolam comunidades inteiras, falta de paz, negação de direitos, religião opressora – que Deus está tão longe de cada um de nós que não se importa com nossa vida!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;As leituras das Escrituras que somos convidados a fazer neste domingo e nelas meditar, nos garantem que Deus não está alheio ao sofrimento e às necessidades dos seres humanos. Ao contrário! Deus está preocupado em saciar as fomes dos seres humanos! Sim, “fomes”, pois são muitas e diversas os tipos de fome que temos: fome de paz, de pão, de fraternidade e amizade, de amor, de bem estar... As Escrituras nos mostram como Deus age para nos saciar as fomes de cada um de nós.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;A leitura do Segundo Livro dos Reis nos mostra que um homem foi até ao profeta de Deus, Eliseu, para lhe entregar uma oferta generosa: o pão das primícias. A Lei mandava que assim procedesse, contudo, a lei ordenava que tais pães fossem apresentados ao sacerdote que ministrava no Templo. Após serem apresentados diante de Deus, os pães das primícias passavam a pertencer ao sacerdote, que vivia com sua família - &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;como toda a tribo de Levi à qual pertenciam - &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;da generosidade concretizada em ofertas do povo ao Senhor.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Acontece que o contexto político, social, econômico e cultural do tempo de Eliseu não era de acordo com aquilo que o Senhor requer. Estamos no Reino do Norte, chamado Israel, onde ministrava o profeta, sucessor de Elias. Os reis deste período, quando resolveram abrir as fronteiras de Israel aos povos vizinhos, para com isso não apenas expandir seus negócios, mas também seus territórios abriram-se também para uma religião de um povo diferente, que não seguia o Senhor, mas os ídolos. A religião oficial tornou-se uma religião sincrética, uma mistura de adoração ao Senhor e, ao mesmo tempo, adoração aos deuses. Os sacerdotes desta religião sincrética estavam profundamente ligados ao trono, trabalhando para o rei e para o sistema político e econômico que o rei representava. Os sacerdotes, ao invés de trabalharem pelo povo e manterem o povo fiel ao Senhor Deus de Israel, aceitavam e corroboravam com o sincretismo do povo. Os salários deles eram pagos pelo rei e o templo onde serviam, o templo erguido em Samaria, era conhecido não como o templo do Senhor, mas como o templo do rei e do reino.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Além disso, a expansão territorial e a política de alianças com reinos vizinhos – alianças que principalmente visavam o econômico – e que trouxeram para o reino de Israel certa prosperidade econômica e força política, não contemplavam o povo, no sentido máximo da palavra povo. Quero dizer: o povo, não participava dos dividendos econômicos, não enriqueceram com isso, antes, apenas uma elite conseguiu, de fato, poder. Tal elite, não preocupada com o bem estar do povo, egoisticamente comprometida consigo mesmo, apertava o povo cada vez mais nos impostos e no pagamento de dívidas. Os juízes também estavam comprometidos com a injustiça e julgavam com parcialidade as causas, depauperando e negando direitos ao povo. A sociedade do reino do Norte era uma sociedade profundamente corrupta, elitista e injusta.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;É dentro deste quadro que Deus levanta seus profetas como Elias e Eliseu. Homens comprometidos com Deus – o único Deus de Israel – e que representam em nosso contexto, a justiça, a paz, a lei, a religião israelita. Como representantes e mensageiros de Deus, tais homens falam ao povo e aos dirigentes do povo as palavras de Deus: palavras que clamam por metanóia, conversão verdadeira; palavras que ordenam aos dirigentes a justiça e o direito. Palavras acompanhadas de gestos de misericórdia e generosidade, fé e obras.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Por conta desta corrupção da classe sacerdotal, mancomunada com os opressores e sincrética, os homens que reconheciam o nível deplorável de corrupção da religião, mas que, ao mesmo tempo, não queriam deixar de observar a Lei do Senhor, levavam aos profetas de Deus, os verdadeiros representantes da religião pura, as ofertas que a Lei ordenava. Foi assim que este homem saiu de sua terra, Baal-Salisa, para entregar ao homem de Deus, Eliseu, a sua oferta, o pão das primícias.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;O Livro do Levítico, no capitulo 23, versículo 10, diz que o profeta ou o sacerdote, tinha o direito sobre tais pães. Eliseu poderia ter ficado com esses pães e saciar somente a sua fome, seria legítimo. Contudo, a ordem do profeta ao homem que lhe trouxe a oferta é para que este distribua os pães entre as pessoas que ali estavam (mais de cem pessoas), para que não somente ele, mas todos fossem saciados. Diante da ordem do profeta, que neste contexto é Palavra do Senhor, o homem reagiu com incredulidade (representando aqui, em contraponto ao que a fé ordena, nós mesmos, os seres humanos): “Como poderia eu distribuí-los para cem pessoas?” (vers. 43). Eliseu insistiu e então seu servo obedeceu, porque diante da Palavra que vem de Deus a fé nos impele à obediência. Diz o texto: “O servo/ajudante distribuiu os pães em presença do povo. Eles comeram, e ainda houve sobra, de acordo com a palavra do Senhor.” (vers. 44).&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;A Igreja de Jesus, representada no texto de hoje pela comunidade de João (o Evangelho segundo João), viu no relato que lemos no Segundo Livro dos Reis, o modelo narrativo para um milagre realizado por Jesus na Galiléia. Os outros Evangelhos, chamados Sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), também narram tal milagre e este ocupa um lugar central nos quatro Evangelhos por ser o sinal que encerra a atividade de Jesus na Galiléia em palavras e em obras e que exige do povo a adesão a Jesus ou a recusa a Jesus. Decisão da parte do ser humano é o que Deus sempre requer quando age e quando fala.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Conta-nos João que Jesus estava à margem do Mar da Galiléia, também conhecido como Mar de Tiberíades e que grande multidão o acompanhava, porque tinham visto os milagres (sinais) que Jesus estava operando. Jesus, como Moisés, líder de um povo oprimido (não mais o Egito, mas Roma), sobe no monte, não para aprender de Deus, como fez Moisés, mas, para falar as Palavras de Deus, como também fez Moisés depois de ouvi-Lo. Contudo, Jesus, o Filho de Deus, não está apenas preocupado com a alma do povo, com a catequização do povo, com a doutrinação do povo; preocupa-Se também com o corpo do povo. Preocupa-Se em saciar, assim como Deus também se preocupa, a fome do povo. No caso aqui, fome de pão. Fome física.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Disse Jesus a Filipe, um dos “Doze”: “Onde compraremos pães para que tenham o que comer”? (vers. 5). Se na primeira leitura a incredulidade humana ante a Palavra do Senhor que nos leva à fé é representada pelo servo do profeta Eliseu, aqui, no Evangelho, a incredulidade humana é representada pelo apóstolo Filipe: “Duzentos denários de pão não bastariam para que cada um recebesse um pedacinho” (vers. 7). Informa-nos João que havia ali cinco mil “homens”, isso significa que podemos multiplicar muitas vezes o número total de pessoas, pois são contados somente os do sexo masculino. Podemos ler: cinco mil famílias, ou seja, uma quantidade enorme de gente. Filipe, como todo ser humano, só enxerga o que os seus olhos lhes mostram: o limite, a circunstância, o obstáculo. Diz que nem duzentos denários dariam para alimentar tanta gente: para termos uma idéia da quantia significativa de que fala Filipe, um denário é o pagamento da jornada de um dia de trabalho!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Para reforçar o caráter humano que não consegue andar por fé, mas pela vista, pelo o que a circunstância mostra, outro discípulo, André, diz ao Senhor: “Há aí um rapaz que possui cinco pães e dois peixinhos; mas o que é isso para tanta gente”? (vers. 9). André informa ao Senhor que no meio daquela multidão existe um garoto que traz no seu embornal comida, mas que era muito, muito pouco, se o objetivo era alimentar toda a gente. André e Filipe como eu e você só enxergamos o que nos mostram nossos olhos quando deveríamos, ainda que enxergando a realidade, andar por fé.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Jesus toma os cinco pães e os dois peixinhos, dá graças e distribui os alimentos, saciando, desta maneira, a fome do povo. O que aprendemos com este sinal, com este milagre de Jesus?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;A maioria das pessoas que lêem este relato pára aí, exaltando o poder de Jesus em multiplicar pães e peixes. Contudo, estou certo que o “X” da questão não está no poder do Senhor que realiza milagres, mas no que proporcionou o milagre! Diante da incredulidade dos Seus, que andavam por vista, pelas circunstâncias, Jesus toma do que não é Seu materialmente falando, e sacia a fome de uma multidão. Quero com isso dizer que o “âmago”, o “X” do milagre da multiplicação dos pães e dos peixes não está no caráter divino do sinal: Deus que multiplica alimentos; mas reside num garoto, num rapaz, que possuía os cinco pães e os dois peixinhos e os doou para que Deus realizasse o milagre. Sem tais pães e tais peixes do menino, o milagre não teria acontecido. Deus quer nos ensinar algo aqui.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Se foi o alimento que aquele menino trazia consigo que proporcionou o material sobre o qual Deus realizou o milagre, antes, foi a generosidade do menino, ante a solicitação dos discípulos para que ele doasse seu alimento com o objetivo de alimentar pessoas com fome, que realmente proporcionou o milagre! Sim, meus irmãos, Deus age e continua agindo, mas Deus, ao contrário do que Dele imaginamos, não age espetaculosamente, antes, quer que sejamos co-agentes de Sua ação, do Seu milagre. Deus não precisa depender de nós para nada, Ele é o Soberano Deus, mas quer que nós, seres humanos falhos, até mesmo incrédulos diante das circunstâncias, participemos com Ele do milagre.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;O verdadeiro milagre não está em Deus multiplicar pães – Deus pode tudo, meus irmãos, pode até criar do nada, pães! – o verdadeiro milagre aqui é a generosidade deste garoto que não foi egoísta com o que era só dele – como o profeta Eliseu – antes, doou o que lhe pertencia de direito, para que o milagre fosse realizado!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Sabe, meus irmãos, a maioria de nós, ficamos apenas na espetaculosidade do milagre! O que nos encanta é a abertura do mar Vermelho e o fechamento deste engolindo os inimigos do Povo de Deus! O que nos fascina é que cinco pães e dois peixinhos alimentaram cinco mil famílias, no entanto, nos esquecemos que antes do mar abrir, Israel teve que ousar em fé diante do mar fechado e marchar de encontro a este que somente então, abriu-se. Esquecemos-nos da figura deste menino, deste garoto, o dono dos pães e dos peixes que proporcionou o material para o milagre! Quando agimos assim, no fundo somos infantis, pois o que nos chama atenção é o mais óbvio: Deus realiza milagres. Esquecemos do mais importante: para realizar milagres, Deus não abre mão de nós, antes, requer de nós decisão que proporcionará o milagre!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Ter uma fé infantil, focalizada somente no ato milagroso, esquecendo que Deus requer de nós decisão para realizar o milagre, não nos leva a lugar algum! No fundo, até nos paralisa! Sim, quantos de nós sofremos de paralisia espiritual, ou seja, não avançamos, não crescemos na fé, porque preferimos passar o período de nossa vida na infantilidade de uma fé que não requer de nós decisão alguma, deixando tudo para Deus realizar! Assim, se fracassamos, se o milagre que queremos não acontece, culpamos Deus, nos decepcionamos com Deus, enquanto salvamos nossa pele!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Deus deseja, como demonstrou, saciar as nossas fomes: fome de pão, fome de paz, fome de cultura, fome de família, fome de amor, de perdão, de amizade; fome espiritual, fome de alegria; contudo, antes de realizar o milagre de saciar nossas fomes, Deus requer de nós decisão: Ele não fará o milagre sem nós; Ele não é mágico, não é leviano, e sempre requer de nós, não a isenção, mas a nossa participação. Nossa omissão impede milagres.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Antes como agora, Deus é o mesmo! Antes como agora, para que milagres se realizem, Deus requer de nós uma postura como a postura daquele menino que tinha no seu embornal os cinco pães e os dois peixinhos. Deus requer de nós generosidade, ação que proporcionará a realização do milagre.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Você quer saciar a sua fome de pão? Quer ver saciada a sua fome de amor? Quer saciada a sua fome de cultura? Quer saciada a sua fome de amizade, de amor, de perdão, de paz? Proporcione todas essas coisas aos que estão ao teu redor. Seja generoso! Participe não se omita: doe amor, doe pão, doe paz, doe amizade. Oferte perdão, oferte cultura, participe disso! Doe e quanto mais generoso você for, mais milagres acontecerão e você assim como eu e todos ao nosso redor, participaremos dos milagres que nossas ações proporcionarão.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Falamos tanto das fomes do mundo; reclamamos tanto dos poderosos deste mundo e dos sistemas opressores deste mundo; lamentamos tanto sobre nossas fomes; mas a pergunta é: o que estamos fazendo para solucionarmos isso?! Estamos esperando que os céus se abram e como um espetáculo Deus desça de seu trono para nos resolver as demandas? Isso não vai acontecer, pois este não é o modo de Deus agir! Deus nos solicita-nos, chama, requer de nós decisão: participaremos ou não com o que temos e o que somos para que os milagres aconteçam?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Lembra da canção? “Depende de nós, se este mundo ainda tem jeito, apesar do que a gente tem feito, se a vida sobreviverá?” Ivan Lins foi muito “evangélico” nesta canção! É isto exatamente que o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes nos ensina! Depende de nós, de mim e de você!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;Agora, digo que depende de nós e não do mundo inteiro! Nós que cremos no Evangelho, que seguimos a Cristo. Digo que depende de nós os que somos cristãos! Por quê? Porque os valores dos Evangelhos estão em rota de colisão com este mundo. Porque a lógica do mundo não é a lógica do Evangelho. Porque os valores do Evangelho nos ordena a agirmos diferentes do que os valores do mundo ordenam. É isso o que nos ensina o Apóstolo Paulo na Carta aos Efésios, capítulo 4, versículos 1 a 6: temos que viver a nossa vida de acordo com o chamamento que recebemos. Qual chamamento: sermos luz e sal desta terra. Temos que ter humildade – o mundo exige soberba -, temos que ter mansidão – o mundo nos exige destempero, egoísmo, pragmatismo: ser implacável -, temos que ter paciência – o mundo nos exige pressa: pressa em ter, em ter, em ter-, temos que ser suporte em amor: o mundo nos exige viver só para nós e para aqueles que egoisticamente amamos. O mundo nos exige divisão, não unidade, como nos exige o Evangelho.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Por isso tudo, cabe a nós, cristãos, seguidores de Jesus, agirmos em fé, em amor, em generosidade, em amizade, fraternidade, ou seja, agirmos ao contrário do que o mundo nos exige, para que este mundo seja transformado, para que pães sejam multiplicados, para que nossas fomes sejam saciadas. Sim, depende de nós!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Deus nos abençoe e nos faça entender que depende de nós!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Rev. Márcio Retamero&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-1540443097997551295?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/1540443097997551295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=1540443097997551295&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/1540443097997551295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/1540443097997551295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/09/8-domingo-apos-pentecostes-26072009.html' title='8º Domingo após Pentecostes - 26/07/2009'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Sq7FMGGbliI/AAAAAAAAAzc/ajC-UJatnwE/s72-c/46ordinarioB17.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-5078609998581770458</id><published>2009-08-18T12:04:00.003-03:00</published><updated>2009-08-18T12:09:41.166-03:00</updated><title type='text'>7º DOMINGO APÓS PENTECOSTES - 19/07/2009</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SorD0WpqhpI/AAAAAAAAAy8/yLPJhOVdcYE/s1600-h/Ovelhinha_banner+01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371320809793685138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SorD0WpqhpI/AAAAAAAAAy8/yLPJhOVdcYE/s320/Ovelhinha_banner+01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mensagem: Descanso em saber que o Senhor é o meu Pastor&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dr Ricardo Pinheiro, membro e advogado da Comunidade Betel do Rio de Janeiro.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas que considero mais fascinantes na Graça de Deus é a sua natureza por si só paradoxal. Afinal, ela é Graça porque é de graça, porque é favor, ninguém compra nem se torna merecedor dela. Isso a torna extraordinária, mas também, de outro modo, assustadora. E por quê? Porque nos obriga a aprender a caminhar com a certeza de que todas as coisas já foram realizadas, de que tudo se consumou. E “tudo” é “tudo” mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que assusta é justamente não precisar fazer, não precisar dar minha contribuição nessa obra toda! Isso vai de encontro ao apelo de nossa natureza essencialmente ligada aos méritos, ao sistema perverso (posto que é barganha) do toma-lá-dá-cá. Não precisar fazer nada a não ser confiar em absoluta entrega e total confiança, rendido a esta Graça em mim, é, de fato, algo assustador e extraordinário ao mesmo tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, bom que se diga que não é fácil crer que é assim porque não é! Necessário se faz uma caminhada de renúncia, mas, sobretudo, de fé. É por isso mesmo que quem crê entra no descanso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mencionei a questão do toma-lá-dá-cá para exemplificar uma verve que nos toma por natureza. Afinal, aprendemos desde a mais tenra idade que assim as coisas “funcionam”. No campo da religião, conforme já aprendemos aqui em Betel, muita gente acaba preferindo viver (ou sobreviver) na religião porque lá as coisas funcionam dentro desse sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alma da gente é perigosa, é viciante, é desejosa de poder realizar e criar marketing disso. “Eu fiz!”. “Eu tenho participação pelo meu esforço!”. E por aí vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre se enxerga que isso é um aprisionamento que contrasta com a liberdade que só Cristo pode dar. Liberdade pra ser Nele, que é em mim! E não apenas isso, mas que também me chama unicamente a crer e confiar, a entregar meu coração, como diz Provérbios 23,26. Poucos querem o usufruto dessa liberdade, pois, a contrário do que se vê na alma da gente, temos que aprender a ser adultos na experiência da vida e a crer mesmo contra todas as nossas “certezas”. Liberdade em Cristo é pra quem caminha com os pés na verdade – a começar na verdade do seu ser – e se rende, em profunda verdade e confiança, à Graça que nos inspira a viver não mais para nosso prazer (ou mérito), mas sim para Aquele que por nós morreu... O gozado é que tudo isso vai ocorrendo de forma absurdamente natural em nós enquanto vivemos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graça de Deus nos impulsiona a nos auto-enxergarmos. A coisa perpassa pelos corredores mais verdadeiros daquilo que haja em nós e do que sejamos nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente pensa que é alguma coisa, mas fato é que ninguém é coisa alguma. No máximo, estamos sendo Nele. Pois somente Ele é. “De eternidade a eternidade Tu és Deus”, diz o Salmo 90. Ou, como no original, “De eternidade a eternidade, Tu, Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando é que eu sou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Ele é em mim, eu passo a ser. De modo que, viver confiadamente na Graça de Deus é saber que Ele é quem me faz qualquer coisa, seja bem-aventurado, livre, perdoado, salvo, filho em adoção, co-herdeiro com Cristo, mais que vencedor, e por aí vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se “ser Nele” é difícil, pra não ser é fácil! Querem ver? Basta que me esconda em alguma coisa que me convença ou me autojustifique pra continuar fazendo na expectativa de algo em troca. Mesmo que seja uma fobia. E tudo isso porque a alma humana gosta desses autoenganos pra crer que ela pode. Só que a vida passa e a gente não vê resultado que se perpetue como Bem para nossa vida toda; pois, quando muito, o engano ocorre apenas para alguns dias... Fato é que o processo se repete. Os autoenganos vão se instalando como doença e como falta de fé, sorrateiramente... Trata-se de uma agonia que impede que os benefícios da Graça sejam discernidos por mim e por qualquer um de nós como Bem para o meu e para o nosso Hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você deve estar se perguntando: o que isso tem a ver com a mensagem de hoje? Por que, afinal de contas, tudo isso está sendo falado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque pra crer que Jesus é o Bom Pastor, como nos inspira a leitura do Lecionário Litúrgico para o dia, é preciso experimentar que Ele é de fato o meu Bom Pastor, reconhecendo na minha intimidade, nos porões do meu ser, que isso é uma realidade que se constrói apesar de mim! É pra provar a realidade do que é como um dia escreveu Clarice Lispector:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de mim, Ele me amou antes que houvesse mundo! Apesar de mim, sem oferecer nada que lhe seja agradável (porque TODOS PECARAM e destituídos estamos da glória de Deus), Ele me aceitou e me regenerou, e me santificou, e me pôs vestes novas, e anel de identificação de filho no dedo, e houve festa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tudo que é meu é teu!”, disse Jesus. E Ele ainda nos diz hoje: “porque estavas morto, e revivestes, perdido, e foste salvo...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detalhe nisso tudo é que este Bem só é discernido como Bem para mim se eu descansar em Sua Graça. E pra descansar, terei que cessar de desejar fazer, desejar realizar, desejar tornar-me participante. Se é Graça, já não é mais pelas obras que eu intentar realizar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é neste cenário de confiança como Bem que se experimenta que eu convido a todos à leitura do texto desta mensagem, que se encontra no Salmo 23. Hoje, no entanto, o convite para um novo entendimento deste que é pra mim um das mais belas confissões de fé do Antigo Testamento, quiçá de toda a Escritura [LER O TEXTO BÍBLICO].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Senhor é o meu pastor, e nada me faltará!”&lt;br /&gt;Quem não quer poder não mais precisar de coisa alguma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio Fábio diz que o Salmo 23 “mexe com nossas confianças mais infantis, e, por essa razão, nos acalma como se estivéssemos mamando nos peitos de Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a maioria ama o Salmo apesar de achar que ele é irreal. De fato, o Salmo não parece condizer com a Realidade. Parece prometer o que não cumpre.Será que é assim?&lt;br /&gt;Eu creio que a promessa do Salmo do Pastor se cumpre nas vidas daqueles que conheceram o Pastor do Salmo.&lt;br /&gt;Mas como se cumpre ele se a vida parece gritar quase sempre o contrário? O que mais se vê à volta é as pessoas se queixando do tanto que lhes falta!&lt;br /&gt;Ouvir as pessoas, sejam elas cristãs ou não, é sempre um exercício de ouvir carências e necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que isso tudo? Porque o que se apregoa por aí nos “outros evangelhos” é o lamento da necessidade humana que exige ser saciada. São estes “outros evangelhos” que estão em moda, entupindo templos de seres idiotados pela presunção de se acharem dignos de qualquer coisa (por isso pedem e fazem “campanhas” para receberem em troca), estes mesmos que dizem que te amam em Cristo desde que (este “desde que” é o veneno do toma-lá-dá-cá presente na nossa natureza corrompida e viciada na barganha), que te convencem que pra que você faça parte do que se supõe ser a família de fé deles será preciso que você deixe de ser você pra se adequar à fôrma e se tornar um não-você, que confundem “conversão” – que é “metanoia” – como exercício de coreografia, que confundem “santidade” – que é entrega em total confiança à Graça e que se dilata na medida em que conhecemos e prosseguimos em conhecer – com comportamentalismo (de preferência, que seja comportamentalismo no âmbito da moral, pois, para esses “outros evangelhos” que se pregam por aí, pecado é a transgressão comportamental no âmbito da moral, sobretudo se passar pela anatomia das regiões genitais, diria. A barganha vale. O resto vale). A lista de todas as carências humanas não pararia aqui, todos sabemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triste tudo isso, não? Triste perceber que o que fizeram do Evangelho do Bom Pastor é o que não se vê na boca, nem nos frutos oferecidos por estes que se auto-proclamam ovelhas de seus pastos. Muito pelo contrário! O que se apregoa por aí é que a fé deve ser a fé da abastança material em primeiro lugar, da “restituição” das coisas pretensamente roubadas por um inimigo que é fetiche para a manutenção deste “status quo” que perverte e prossegue em perverter mentes e corações, do toma-lá-da-cá, do ser abençoado porque eu me imponho a afirmações e decretos aprendidos, não como discernimento simples que se experimenta no interior, mas porque me disseram que assim dá certo e eu apenas repito numa macaquice que me leva a chamar abismos, como cego guiando cegos para o abismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que digo é simples: “O Senhor é meu pastor e nada me faltará” significa não que não tenhamos mais necessidades nesta existência, mas sim que para aquele para quem o Pastor é Tudo, tudo o mais vira Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Senhor é o meu Pastor, e porque o Senhor é o meu Pastor, confiadamente descanso a ponto de dizer, seguro: nada me faltará!&lt;br /&gt;Quando se encontra o Pastor nada muda, necessariamente, do lado de fora. Tudo, porém, que nos falta fora, é reduzido a Nada em razão do Tudo que se realiza dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso mesmo, a falta de ar, a necessidade de direção, todas as fomes, bem como todas as contradições da existência, sejam elas como o vale da sombra da morte mesmo quando as coisas parecem estar “em ordem”, assim como tudo o mais, dão lugar a pastos verdejantes, a águas tranqüilas... E as sombras da morte são transformadas em vereda de vida pela Companhia interior do Bom Pastor, o mesmo que nos garante que estará conosco todos os dias.&lt;br /&gt;Caio Fábio diz que o chamado do Salmo 23 é para a renúncia dos desejos tirânicos e a entrega à quietude confiante. Assim, bem-aventurado é todo aquele que no espírito pode dizer a si mesmo: “O Senhor é a minha porção e a minha herança.” Ou ainda: “Bem nenhum tenho, senão a Ti somente, ó Senhor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubem Alves, numa de suas brilhantes obras (“Perguntaram-me se acredito em Deus”), escreveu-nos uma crônica não menos brilhante, falando sobre a confiança no Pastor Protetor, intitulada “A TRANQUILIDADE DAS OVELHAS”, que dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As crianças reunidas na tenda do Mestre Benjamin estavam com medo. Mestre Benjamin sentiu o medo nos seus olhos. Foi então que uma delas perguntou: “Mestre Benjamin, há um jeito de não ter medo? Medo é tão ruim.” Mestre Benjamin respondeu: “Há sim...” E ficou quieto. Veio então a outra pergunta: “E qual é esse jeito?” “É muito fácil. É só pensar como as ovelhas pensam...” “Mas como é que vou saber o que as ovelhas estão pensando?” Mestre Benjamin respondeu: “Quando, durante a noite, as ovelhas estão deitadas na pastagem, os lobos estão à espreita. E eles uivam. As ovelhas têm medo. Mas aí, misturado ao uivo dos lobos, elas ouvem a música mansa de uma flauta. É o pastor que cuida delas e não dorme nunca. Ouvindo a música da flauta elas pensam: “Há um Pastor que me protege. Ele me leva aos lugares de grama verde e sabe onde estão as fontes de águas límpidas. Uma brisa fresca refresca a minha alma. Durante o dia ele me pega no colo e me conduz por trilhas amenas. Mesmo quando tenho que passar pelo vale escuro como a morte eu não tenho medo. A sua mão e o seu cajado me tranqüilizam. Enquanto os lobos uivam, ele me dá o que comer. Passa óleo perfumado na minha cabeça para curar as minhas feridas e me dá água fresca para sarar o meu cansaço. Com ele não terei medo, eternamente...” “E os lobos? Eles vão embora? Eles morrem?” “Os lobos continuam a uivar. E continuam a ser perigosos. O Pastor não consegue espantar todos eles. E por vezes eles atacam e matam. Mas as ovelhas, ouvindo a música da flauta do Pastor dormem sem medo, não porque não haja mais perigo, mas a despeito do perigo. (....) Coragem é isso: dormir sem medo a despeito do perigo...” [págs. 71-73]&lt;br /&gt;Que Ele, o Bom Pastor, nos abençoe, apesar de nós. Que seja assim sempre: apesar de nós! Unicamente por Sua maravilhosa Graça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme aprendemos no Espírito da Palavra, bem-aventurados os que a si mesmos se esvaziam, pois esses possuem Tudo, no Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-5078609998581770458?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/5078609998581770458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=5078609998581770458&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/5078609998581770458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/5078609998581770458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/08/7-domingo-apos-pentecostes-19072009.html' title='7º DOMINGO APÓS PENTECOSTES - 19/07/2009'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SorD0WpqhpI/AAAAAAAAAy8/yLPJhOVdcYE/s72-c/Ovelhinha_banner+01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-6198586498490325831</id><published>2009-08-17T15:35:00.001-03:00</published><updated>2009-08-17T15:37:14.949-03:00</updated><title type='text'>CEIA DO SENHOR: COMUNHÃO E EUCARISTIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SomjVAtcGWI/AAAAAAAAAy0/0zZ5zA9TzjQ/s1600-h/OgAAAHVez3044rARPtiOFFQhJRnnDeEKy-bY8VqeqpZPYfUY1YbH-BzNtfd7XN1IUWnyY-dyCYl-HhEo4TaZk-kkwi4Am1T1UB7Y5kLFDWDpMpBZSXyMiZ9i6P0r.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371003611979192674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SomjVAtcGWI/AAAAAAAAAy0/0zZ5zA9TzjQ/s320/OgAAAHVez3044rARPtiOFFQhJRnnDeEKy-bY8VqeqpZPYfUY1YbH-BzNtfd7XN1IUWnyY-dyCYl-HhEo4TaZk-kkwi4Am1T1UB7Y5kLFDWDpMpBZSXyMiZ9i6P0r.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;João 6,24-35 – "O Pão de Deus dá vida ao mundo"!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;CEIA DO SENHOR: COMUNHÃO E EUCARISTIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Rev. Derval Dasilio – Igreja Presbiteriana Unida&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus é o Pão da Vida, lembrança da Eucaristia que deveríamos celebrar em todos os cultos dominicais, dizia Karl Barth, enquanto nos exortava sobre a ausência da Eucaristia. A Igreja apropriou-se indevidamente da Eucaristia, tornou-a sacramento (mysterion), enquanto proclama que a Santa Ceia é sua... e não é! A ceia é do Senhor.O Culto Cristão dominical, no Dia do Senhor (kuriaquê ’emera), na igreja iniciante, incluía a Eucaristia dominical, (J.Moltmann, O Caminho de Jesus Cristo; J.-Ph. Ramseyer, Vocabulário Bíblico: J-J vonAlmenn; Wolfhart Pannenberg; Teologia Sistemática v.3). Além de tudo, não somos generosos no partir do pão, nem somos hospitaleiros na comunhão da mesa, onde se depositam as oferendas para a Ação de Graças (eucaristein). Excluímos até os nossos irmãos. Nossa infidelidade às fontes, do mesmo modo, está à prova. Aponta nossas divisões, enquanto também aprofundamos e acentuamos a desobediência à comunhão e à unidade solicitada na oração do Senhor: "Pai, que eles sejam um, como eu e tu somos um... a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade" (cf.João 17,22-23).Reforçando parte dessa memória, do pão da terra e do pão do céu, queremos relacionar o vinho, que é também da terra, nos significados e na celebração de Ação de Graças pela vida. Com o vinho celebra-se a salvação; o vinho também é fruto da terra ("...Eu sou a videira (plantada no chão dos homens), vós sois os ramos!... se alguém não permanecer em mim, perde-se" [Jo 14,5-6]). Devemos, nessa perspectiva, também relacionar a Eucaristia com a vida dos trabalhadores que produzem o pão e o vinho e que, por causa do sistema injusto, das diferenças profundas em nossa sociedade, acabam, muitas vezes, privados do alimento necessário para se manter a vida. Oportunidades de trabalho e produção de bens essenciais são exortações cabíveis às celebrações pela vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pão verdadeiro, pão real: corpo de Cristo, “carne” e sustento da vida, presença real do Salvador, (Calvino acentuava a presença real do Senhor no partir do pão, e na refeição eucarística: "é o Espírito Santo que garante essa presença"). Os comungantes "...reconheceram o Senhor no partir do pão" (Lc 24,35). Jesus também afirma: “se não comes da minha carne, não tens parte com a minha vida...” (Jo 6,56). Como se deveria dizer, também, na grande oração de Ação de Graças para as oferendas na mesa da comunhão: o pão e o vinho são frutos da terra e do trabalho do homem e da mulher. Tudo isso significa que neles há trabalho incorporado, todo o tempo, do preparo da terra ao preparo do pão. Há muita vida, “carne”, pão e muito suor nesse caminho! A idéia de Jesus é reunir homens e mulheres na unidade, partindo não das idéias, ou do “espírito”, mas da dialética que se completa na prática. Na materialidade e na concretude da vida. A carne e o pão (sarkês=carne=vida; ’artrós=pão=alimento) são parte das contingências e necessidades na caminhada pela missão de Deus na libertação dos homens e das mulheres nesta terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristo quer que esta energia seja colhida e reconhecida no “pão” e no “vinho”. O pão e o vinho nos reconciliam e nos unem na mesa da comunhão. Apesar de todas as nossas diferenças, malgrado a pluralidade que confunde o sentido da unidade, nada pode impedir a unidade do Corpo de Cristo, partido em favor de todos: “Este é o meu corpo, partido em favor de vocês”... símbolo da união e desta aflição e sentimento doloroso do corpo multipartido nas nossas contradições e arrogância exclusiuvista. A carne de Jesus Cristo ferida é o seu corpo esquartejado pelas divisões. E o pão e o vinho significam que podemos realizar a união (symbolo = aquilo que une). O Pão vem da terra, Jesus Cristo nasce na terra. Em Nazaré, nasce a semente do Espírito Santo, e deve passar pela mediação do homem e da mulher que tornam o Cristo de Deus alimento, na terra. Por isso oramos: “O Pão nosso de cada dia nos dá, hoje...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos nós os responsáveis pela distribuição do alimento para a comunhão com o Ressuscitado; o pão que comemos; o corpo do Senhor; o vinho que bebemos – é o sangue do Cristo sacrificado pelos pecados do mundo. Que pecados? Pecados estruturais, feridas abertas da sociedade humana tomada pelas desigualdades e injustiças. O fascínio das conquistas científicas e tecnológicas faz esquecer o mais importante, muitas vezes, ditas como disponíveis para todos. Não há pão para todos. A perversão do consumismo desenfreado, sem dúvida, faz sufocar a palavras dos famintos de pão. Os alimentos indispensáveis para a vida que o mundo deve conhecer, por nosso intermédio, para crer, devem ser lembrados como dádivas para a vida plena. O corpo e o sangue são ofertas do Crucificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria longo sinalizar todas as mediações possíveis, nem é necessário que façamos isso agora. Mas é importante compreender que o “pão” e o “vinho” da comunhão são frutos de relações deficientes, no pecado das divisões que mantemos entre nós, as quais necessitam de reconciliação, porque o pecado nos separa (diabolos). Lembremos quantos estão envolvidos no preparo da terra, no plantar, no colher, no transformar do grão, no transporte do trigo beneficiado, no fabrico da enxada, do arado e do trator, nas mãos que colhem muitas vezes em circunstâncias perigosas ou adversas. Nesse momento se inicia a comunhão e a partilha, enquanto acolhemos a simbologia e as significações da Ceia do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pão simboliza o produto indispensável no labor que leva salvação. Ele, o Senhor, está presente no pão, verdadeiramente, e na comunhão solidária. O Espírito de Deus é quem nos garante: o pão é produto indispensável da vida de todo homem e de toda mulher. Todos necessitamos de pão. Como precisa de mediação, o produto da terra no plantio, na colheita, na debulha, no moer, no feitio, na partilha, é já a “eucaristia” (eukaristein) que nos lembra o empenho da comunhão entre nós, em Ação de Graças solidária para haja trabalho para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembremos ainda, por metáfora, o trabalho anterior dos que extraíram, e fundiram o minério, para fazer enxadas; das matrizes que permitiram a fabricação do arado; das linhas de montagem que produziram o trator que participará da produção do pão; do labor dos operários envolvidos no fabrico dos instrumentos para o trabalho. Lembremos o trabalho posterior dos caminhoneiros que transportam os produtos dos moinhos pelas estradas esburacadas e barrentas do pais. Às vezes debaixo de chuvas implacáveis, outras vezes sob o sol inclemente, na seca. Lembremos dos padeiros que transformam o trigo moído em pão cheiroso, gostoso, que deve estar na mesa de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada semelhante ao que se encontra nas praças de alimentação dos shopping centers, e nos fast foods dos apressados em consumir sem querer saber o que consomem. Não podemos esquecer dos que trabalharam nos campos plantando e colhendo o fruto da terra, nas estradas, transportando o trigo; dos que trabalham nos parques industriais e nas fábricas, transformando o grão em alimento, e levando-o para a distribuição. A Ceia do Senhor nos lembrará todo esse trabalho realizado para que o pão esteja nas mesas que alimentam os homens e as mulheres: todos devem ter pão em sua mesa. Disse Jesus: “Eu sou o pão da vida... Pão que dá vida ao mundo”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-6198586498490325831?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/6198586498490325831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=6198586498490325831&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/6198586498490325831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/6198586498490325831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/08/ceia-do-senhor-comunhao-e-eucaristia.html' title='CEIA DO SENHOR: COMUNHÃO E EUCARISTIA'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SomjVAtcGWI/AAAAAAAAAy0/0zZ5zA9TzjQ/s72-c/OgAAAHVez3044rARPtiOFFQhJRnnDeEKy-bY8VqeqpZPYfUY1YbH-BzNtfd7XN1IUWnyY-dyCYl-HhEo4TaZk-kkwi4Am1T1UB7Y5kLFDWDpMpBZSXyMiZ9i6P0r.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-4320663002482581018</id><published>2009-08-11T12:20:00.003-03:00</published><updated>2009-08-11T12:25:27.888-03:00</updated><title type='text'>Seminário: “Direitos das Mulheres Homoafetivas”</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SoGNIc7wSEI/AAAAAAAAAyc/S-sZoIoeSRc/s1600-h/OgAAAFJeLVF0FWrtOGhy5iDnZMRYLavpxXiBuehDMk13Ui1wSoI4b8zajAOmgJvNk4fMdiOr1EnfMuONfCF-3yOnFI4Am1T1UAmur0nAIYe4lJ2cXKeEtE3_czyp.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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O evento traz uma perspectiva de interação entre movimento social, academia e direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com foco na realidade cotidiana. Os temas que serão abordados serão: Violências X Lei Maria da Penha e Diversidade Parental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Inscrições pela internet de 01 a 15 de agosto de 2009 - seminario@orgulho.org&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-4320663002482581018?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/4320663002482581018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=4320663002482581018&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/4320663002482581018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/4320663002482581018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/08/seminario-direitos-das-mulheres.html' title='Seminário: “Direitos das Mulheres Homoafetivas”'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SoGNIc7wSEI/AAAAAAAAAyc/S-sZoIoeSRc/s72-c/OgAAAFJeLVF0FWrtOGhy5iDnZMRYLavpxXiBuehDMk13Ui1wSoI4b8zajAOmgJvNk4fMdiOr1EnfMuONfCF-3yOnFI4Am1T1UAmur0nAIYe4lJ2cXKeEtE3_czyp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-5526394210410460428</id><published>2009-08-08T12:51:00.000-03:00</published><updated>2009-08-08T12:52:25.891-03:00</updated><title type='text'>Rozângela Justino se enforca em entrevista à VEJA!</title><content type='html'>&lt;!-- inicio REVISTA --&gt;&lt;h5&gt;Entrevista: Rozângela Alves Justino&lt;/h5&gt;            &lt;h1&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Homossexuais podem mudar"&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;            &lt;h2&gt;A psicóloga repreendida pelo conselho federal por anunciar    que muda&lt;br /&gt;   a orientação sexual de gays diz que ela é quem    está sendo discriminada&lt;/h2&gt;            &lt;p class="assinatura"&gt;&lt;img src="http://veja.abril.com.br/_estrutura/img/fio-assinatura.gif" width="300" height="7" /&gt;&lt;br /&gt;              Juliana Linhares&lt;/p&gt;            &lt;table width="620" bgcolor="#eeeeee" border="0" cellpadding="0" cellspacing="15"&gt;                 &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                   &lt;td width="202"&gt;&lt;span class="credito"&gt;Ernani d’Almeida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                      &lt;img src="http://veja.abril.com.br/120809/imagens/entrevista1.jpg" alt="William R. Voss" /&gt;&lt;/td&gt;             &lt;td class="frase" width="373"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;              "Preciso continuar a atender as&lt;br /&gt;              pessoas que voluntariamente desejam&lt;br /&gt;               deixar a atração pelo mesmo sexo"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;               &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;           &lt;br /&gt;           &lt;p class="corpo" align="left"&gt;Aceitar as diferenças e entender as variações                  da sexualidade são traços comuns das sociedades contemporâneas                  civilizadas. A psicóloga Rozângela Alves Justino, 50, faz exatamente                  o contrário. Formada em 1981 pelo Centro Universitário Celso Lisboa,                  do Rio de Janeiro, com especialização em psicologia clínica                  e escolar, ela considera a homossexualidade um transtorno para o qual oferece                  terapia de cura. Na semana passada, foi censurada publicamente pelo Conselho                  Federal de Psicologia (formado, segundo ela, por muitos homossexuais "deliberando                  em causa própria") e impedida de aceitar pacientes em busca do "tratamento".                  Solteira, dedicada à profissão e fiel da Igreja Batista, Rozângela                  diz que ouviu um chamado divino num disco de Chico Buarque e compara a militância                  homossexual ao nazismo. Só se deixa fotografar disfarçada, por                  se sentir ameaçada, e faz uma defesa veemente de suas opiniões.&lt;/p&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;A senhora acha que os homossexuais sofrem de algum distúrbio                  psicológico?&lt;/b&gt; O Conselho Federal de Psicologia não quer que eu                  fale sobre isso. Estou amordaçada, não posso me pronunciar. O                  que posso dizer é que eu acho o mesmo que a Organização                  Mundial de Saúde. Ela fala que existe a orientação sexual                  egodistônica, que é aquela em que a preferência sexual da                  pessoa não está em sintonia com o eu dela. Essa pessoa queria                  que fosse diferente, e a OMS diz que ela pode procurar tratamento para alterar                  sua preferência. A OMS diz que a homossexualidade pode ser um transtorno,                  e eu acredito nisso.&lt;/p&gt;               &lt;table width="250" align="right" border="0" cellpadding="0" cellspacing="12"&gt;                 &lt;tbody&gt;&lt;tr bgcolor="#cccccc"&gt;                   &lt;td width="471"&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://veja.abril.com.br/veja_online_2006/imagens/pix.gif" width="1" height="1" /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td class="frase" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;"Conheço pessoas que&lt;br /&gt;  deixaram as práticas&lt;br /&gt;                  homossexuais. E isso lhes&lt;br /&gt;                   trouxe conforto. Perderam&lt;br /&gt;                  a atração homossexual,&lt;br /&gt;                  que foi se minimizando. Deixaram de sentir o&lt;br /&gt;                  desejo por intermédio&lt;br /&gt;                   da psicoterapia e&lt;br /&gt;                  por outros meios"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr bgcolor="#cccccc"&gt;                   &lt;td width="471"&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://veja.abril.com.br/veja_online_2006/imagens/pix.gif" width="1" height="1" /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;               &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;O que é não estar em sintonia com o seu eu, no caso                  dos homossexuais? &lt;/b&gt;É não estar satisfeito, sentir-se sofrido com                  o estado homossexual. Normalmente, as pessoas que me procuram para alterar a                  orientação sexual homossexual são aquelas que estão                  insatisfeitas. Muitas, depois de uma relação homossexual, sentem-se                  mal consigo mesmas. Elas podem até sentir alguma forma de prazer no ato                  sexual, mas depois ficam incomodadas. Aí vão procurar tratamento.                  Além disso, transtornos sexuais nunca vêm de forma isolada. Muitas                  pessoas que têm sofrimento sexual também têm um transtorno                  obsessivo-compulsivo ou um transtorno de preferência sexual, como o sadomasoquismo,                  em que sentem prazer com uma dor que o outro provoca nelas e que elas provocam                  no outro. A própria pedofilia, o exibicionismo, o voyeurismo podem vir                  atrelados ao homossexualismo. E têm tratamento. Quando utilizamos as técnicas                  para minimizar esses problemas, a questão homossexual fica mínima,                  acaba regredindo. &lt;/p&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;Há estudos que mostram que ser gay não é                escolha, é uma questão constitutiva da sexualidade. A senhora                  acha mesmo possível mudar essa condição? &lt;/b&gt;Cada um faz a                  mudança que deseja na sua vida. Não sou eu a responsável                  pela mudança. Conheço pessoas que deixaram as práticas                  homossexuais. E isso lhes trouxe conforto. Conheço gente que também                  perdeu a atração homossexual. Essa atração foi se                  minimizando ao longo dos anos. Essas pessoas deixaram de sentir o desejo por                  intermédio da psicoterapia e por outros meios também. A motivação                é o principal fator para mudar o que quiser na vida. &lt;/p&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;A senhora é heterossexual?&lt;/b&gt; Sou.&lt;/p&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;Pela sua lógica, seria razoável dizer que, se a                  senhora quisesse virar homossexual, poderia fazê-lo. &lt;/b&gt;Eu não tenho                  essa vivência. O que eu observei ao longo destes vinte anos de trabalho                  foram pessoas que estavam motivadas a deixar a homossexualidade e deixaram.                  Eu conheço gente que mudou a orientação sem nem precisar                  de psicólogo. Elas procuraram grupos de ajuda e amigos e conseguiram                  deixar o comportamento indesejado. Mas, sem dúvida, quem conta com um                  profissional da área de psicologia tem um conforto maior. Eu sempre digo                  que é um mimo você ter um psicólogo para ajudá-lo                  a fazer essa revisão de vida. As pessoas se sentem muito aliviadas. &lt;/p&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;Esse alívio não seria maior se a senhora as ajudasse                  a aceitar sua condição sexual?&lt;/b&gt; Esse discurso está                por aí, mas não faz parte do grupo de pessoas que eu atendo. Normalmente,                  elas vêm com um pedido de mudança de vida.&lt;/p&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;Se um homem entrar no seu consultório e disser que sabe                  que é gay, sente desejo por outros homens, só precisa de ajuda                  para assumir perante a família e os amigos, a senhora vai ajudá-lo?&lt;/b&gt;                Ele não vai me procurar. Eu escolho os pacientes que vou atender de acordo                  com minhas possibilidades. Então, um caso como esse, eu encaminharia                  a outros colegas. &lt;/p&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;Não é cruel achar que os gays têm alguma coisa                  errada?&lt;/b&gt;  O que eu acho cruel é ser uma profissional que quer ajudar                  e ser amordaçada, não poder acolher as pessoas que vêm com                  uma queixa e com um desejo de mudança. Isso é crueldade. Eu estou                  me sentindo discriminada. Há diversos abaixo-assinados de muitas pessoas                  que acham que eu preciso continuar a atender quem voluntariamente deseja deixar                  a atração pelo mesmo sexo. &lt;/p&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;Por que a senhora acha que o Conselho Federal de Psicologia está                errado e a senhora está certa?&lt;/b&gt; Há no conselho muitos homossexuais,                  e eles estão deliberando em causa própria. O conselho não                é do agrado de todos os profissionais. Amanhã ele muda. Eu mesma                  posso me candidatar e ser presidente do Conselho de Psicologia. Além                  disso, esse conselho fez aliança com um movimento politicamente organizado                  que busca a heterodestruição e a desconstrução social                  através do movimento feminista e do movimento pró-homossexualista,                  formados por pessoas que trabalham contra as normas e os valores sociais. &lt;/p&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;Gays existem desde que o mundo é mundo. Aparecem em todas                  as civilizações. Isso não indica que é um comportamento                  inerente a uma parcela da humanidade e não deve ser objeto de preconceito?                  &lt;/b&gt;Olha, eu também estou sendo discriminada. Estou sofrendo preconceito.                  Será que não precisaria haver mais aceitação da                  minha pessoa? Há discriminação contra todos. Em 2002, fiz                  uma pesquisa para verificar as violências que as pessoas costumam sofrer,                  e o segundo maior número de respostas foi para discriminação                  e preconceito. As pessoas são discriminadas porque têm cabelo pixaim,                  porque são negras, porque são gordas. Você nunca foi discriminada?&lt;/p&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;Não como os gays são. &lt;/b&gt;Não? Nunca ninguém                  a chamou de nariguda? De dentuça? De magrela? O que quero dizer é                que as pessoas que estão homossexuais sofrem discriminação                  como todas as outras. Eu tenho trabalhado pelos que estão homossexuais.                  Estar homossexual é um estado. As pessoas são mulheres, são                  homens, e algumas estão homossexuais. &lt;/p&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;Isso não é discriminação contra os                  que são homossexuais e gostam de ser assim?&lt;/b&gt; Isso é                o que você está dizendo, não é o que a ciência                  diz. Não há tratados científicos que digam que eles existem.                  Eu não rotulo as pessoas, não chamo ninguém de neurótico,                  de esquizofrênico. Digo que estão esquizofrênicos, que estão                  depressivos. A homossexualidade é algo que pode passar. Há um                  livro do autor Claudemiro Soares que mostra que muitas pessoas famosas acreditam                  que é possível mudar a sexualidade. Entre eles Marta Suplicy,                  Luiz Mott e até Michel Foucault, todos historicamente ligados à                militância gay.&lt;/p&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;Quantas pessoas a senhora já ajudou a mudar de orientação                  sexual? &lt;/b&gt;Nunca me preocupei com isso. Psicólogo não está                preocupado com números. Eu vou fazer isso a partir de agora. Vou procurar                  a academia novamente. Vou fazer mestrado e doutorado. Até hoje, eu só                me preocupei em acolher pessoas. &lt;/p&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;O que a senhora faria se tivesse um filho gay? &lt;/b&gt;Eu não teria                  um filho homossexual. Eu teria um filho. Eu iria escutá-lo e tentaria                  entender o que aconteceu com ele. Os pais devem orientar os filhos segundo seus                  conceitos. É um direito dos pais. Olha, eu quero dizer que geralmente                  as pessoas que vivenciam a homossexualidade gostam muito de mim. E também                  quero dizer que não sou só eu que defendo essa tese. Apenas estou                  sendo protagonista neste momento da história.&lt;/p&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;A senhora se considera uma visionária?&lt;/b&gt; Não. Eu sou                  uma pessoa comum, talvez a mais simplesinha. Não tenho nenhum desejo                  de ficar famosa. Nunca almejei ir para a mídia, ser artista, ser fotografada. &lt;/p&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;A senhora já declarou que a maior parte dos homossexuais                é assim porque foi abusada na infância. Em que a senhora se baseou?                &lt;/b&gt;É fato que a maioria dos meus pacientes que vivenciam a homossexualidade                  foi abusada, sim. Enquanto nós conversamos aqui, milhares de crianças                  são abusadas sexualmente. Os estudos mostram que os abusos, especialmente                  entre os meninos, são muito comuns. Aquelas brincadeiras entre meninos                  também podem ser consideradas abusos. O que vemos é que o sadomasoquismo                  começa aí, porque o menino acaba se acostumando àquelas                  dores. O homossexualismo também. &lt;/p&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;A senhora é evangélica. Sua religião não                  entra em atrito com sua profissão?&lt;/b&gt; Não. Sou evangélica                  desde 1983. Nos anos 70, aconteceu algo muito estranho na minha vida. Eu comprei                  um disco do Chico Buarque. De um lado estavam as músicas normais dele.                  Do outro, em vez de tocar &lt;i&gt;Carolina&lt;/i&gt;, vinha um chamamento. Eram todas canções                  evangélicas. Falavam da criação de Deus e do chamamento                  da ovelha perdida. Fui tentar trocar o LP e, na loja, vi que todos os discos                  estavam certinhos, menos o meu. Fiquei pensando se Deus estava falando comigo. &lt;/p&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;O espírito cristão não requer que os discriminados                  sejam tratados com maior compreensão ainda? &lt;/b&gt;Se eu não amasse as                  pessoas que estão homossexuais, jamais trabalharia com elas. Até                mesmo os ativistas do movimento pró-homossexualismo reconhecem o meu                  amor por eles. Sempre os tratei muito bem. Sempre os cumprimentei. Na verdade,                  eles me admiram. &lt;/p&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;Por que a senhora se disfarça para ser fotografada? &lt;/b&gt;Um                  dos motivos é que eu não quero entrar no meu prédio e ter                  o porteiro e os vizinhos achando que eu tenho algum problema ligado à                sexualidade. Além disso, quero ser discreta para proteger a privacidade                  dos meus pacientes. Por fim, há ativistas que têm muita raiva de                  mim. Eu recebo vários xingamentos; eles me chamam de velha, feia, demente,                  idiota. Trabalho num clima de medo, clandestinamente, porque sou muito ameaçada.                  Aliás, estou fazendo esta entrevista e nem sei se você não                  está a serviço dos ativistas pró-homossexualimo. Eu estou                  correndo risco. &lt;/p&gt;               &lt;table width="250" align="right" border="0" cellpadding="0" cellspacing="12"&gt;                 &lt;tbody&gt;&lt;tr bgcolor="#cccccc"&gt;                   &lt;td width="471"&gt;&lt;img src="http://veja.abril.com.br/veja_online_2006/imagens/pix.gif" width="1" height="1" /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td class="frase" align="center"&gt;&lt;i&gt;"O ativismo pró-homossexualismo está diretamente ligado ao nazismo. Todos os movimentos de desconstrução social estudam o nazismo, porque compartilham um ideal de domínio político e econômico mundial"&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr bgcolor="#cccccc"&gt;                   &lt;td width="471"&gt;&lt;img src="http://veja.abril.com.br/veja_online_2006/imagens/pix.gif" width="1" height="1" /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;               &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;Que poder exatamente a senhora atribui a esses ativistas pró-homossexualismo?&lt;/b&gt;                O ativismo pró-homossexualismo está diretamente ligado ao nazismo.                  Escrevi um artigo em que mostro que os dois movimentos têm coisas em comum.                  Todos os movimentos de desconstrução social estudaram o nazismo                  profundamente, porque compartilham um ideal de domínio político                  e econômico mundial. As políticas públicas pró-homossexualismo                  querem, por exemplo, criar uma nova raça e eliminar pessoas. Por que                  hoje um ovo de tartaruga vale mais do que um embrião humano? Por que                  se fala tanto em leis para assassinar crianças dentro do ventre da mãe?                  Porque existe uma política de controle de população que                  tem por objetivo eliminar uma parte significativa da nação brasileira.                  Quanto mais práticas de liberação sexual, mais doenças                  sexualmente transmissíveis e mais gente morrendo. Essas políticas                  públicas todas acabam contribuindo para o extermínio da população.                  Essas pessoas que estão homossexuais estão ligadas a todo um poder                  nazista de controle mundial.&lt;/p&gt;               &lt;p class="corpo" align="left"&gt;&lt;b&gt;Não há certo exagero em comparar a militância                  homossexual ao nazismo?&lt;/b&gt; Bom, se você acha que isso pode me prejudicar,                  então tire da entrevista. Mas é a realidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-5526394210410460428?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/5526394210410460428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=5526394210410460428&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/5526394210410460428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/5526394210410460428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/08/rozangela-justino-se-enforca-em.html' title='Rozângela Justino se enforca em entrevista à VEJA!'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-7283309844097574107</id><published>2009-08-07T15:35:00.003-03:00</published><updated>2009-08-07T15:36:56.085-03:00</updated><title type='text'>TERCEIRO ANIVERSÁRIO DA COMUNIDADE BETEL DO RIO DE JANEIRO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Snx0CzPoQwI/AAAAAAAAAyM/Rlnz7daGb1U/s1600-h/Betel_h%C3%A1+3+anos+II.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Snx0CzPoQwI/AAAAAAAAAyM/Rlnz7daGb1U/s320/Betel_h%C3%A1+3+anos+II.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367292447383110402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:36.0pt;  mso-footer-margin:36.0pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;09 de Agosto:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Às 17h30min: palestra com o &lt;b style=""&gt;Advogado Marcelo Turra&lt;/b&gt;. Tema: &lt;b style=""&gt;“União Civil, Homoparentalidade e Criminalização da Homofobia”.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Às 19h: Culto de Ação de Graças pelos Três anos da Comunidade Betel do Rio de Janeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;- Segunda apresentação da Série “Eruditos em Betel” (Música Clássica Sacra), sob a direção do maestro Roberto Salles. Cantor: Tenor Ismael Luz.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Após o culto, confraternização pelo aniversário da igreja, no salão.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-7283309844097574107?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/7283309844097574107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=7283309844097574107&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/7283309844097574107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/7283309844097574107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/08/terceiro-aniversario-da-comunidade.html' title='TERCEIRO ANIVERSÁRIO DA COMUNIDADE BETEL DO RIO DE JANEIRO'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Snx0CzPoQwI/AAAAAAAAAyM/Rlnz7daGb1U/s72-c/Betel_h%C3%A1+3+anos+II.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-1992574011771957468</id><published>2009-08-05T01:35:00.001-03:00</published><updated>2009-08-05T01:37:24.030-03:00</updated><title type='text'>COR MEUM TIBI OFFERO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SnkMZWb2QVI/AAAAAAAAAyE/jfUi0Q5m8Sg/s1600-h/Calvino_brasao500_port.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366334060647301458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 203px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SnkMZWb2QVI/AAAAAAAAAyE/jfUi0Q5m8Sg/s320/Calvino_brasao500_port.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;COR MEUM TIBI OFFERO: os 500 anos de João Calvino&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alderi Souza de Matos*&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 10 de julho de 2009 transcorreu o 5º centenário do nascimento do reformador João Calvino. Em Genebra e ao redor do mundo essa data está sendo comemorada com a realização de inúmeras conferências, exposições e lançamentos de livros. Cinco séculos após seu natalício, Calvino continua sendo um dos homens mais influentes e discutidos da história mundial. Ninguém que escreva sobre religião, teologia, economia e política pode ignorar seu impacto e suas contribuições. Ele foi, ao lado de Martinho Lutero, o líder de maior destaque de um dos movimentos mais marcantes da moderna história ocidental – a Reforma Protestante. Vale a pena conhecer um pouco da sua história, idéias e legado para as gerações futuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trajetória inicial&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;João Calvino nasceu em 10 de julho de 1509 na pequena Noyon, no nordeste da França. Dotado de uma inteligência privilegiada, aos 14 anos deixou sua cidade para estudar na Universidade de Paris. Nessa época estavam em curso o Renascimento e o Humanismo, e ele abraçou os interesses desses movimentos. Dedicou-se ao estudo dos idiomas e dos autores clássicos, bem como da teologia e dos Pais da Igreja. Por algum tempo, realizou estudos jurídicos nas cidades de Orléans e Bourges.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1533 ocorreu um evento singular, embora desconhecido em seus detalhes – a conversão do jovem intelectual à fé evangélica. Calvino conhecia as idéias de Lutero e tinha parentes e amigos que eram adeptos do protestantismo. Todavia, o fator mais decisivo para sua conversão parece ter sido o contato direto com as Escrituras. Seu primeiro texto publicado como adepto da nova fé foi o prefácio de uma tradução francesa do Novo Testamento feita por seu primo Roberto Olivétan. Em 1536, saiu do prelo aquela que se tornaria sua obra mais importante – Instituição da Religião Cristã, popularmente conhecida como Institutas. Era uma espécie de manual para o estudo da Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo ano, a vida de Calvino começou a ficar ligada à cidade suíça de Genebra. Ele passava de viagem por esse lugar quando o reformador local, Guilherme Farel, o convenceu a ficar e ajudá-lo na obra da Reforma. Fazia poucos meses, os cidadãos de Genebra, reunidos em assembléia pública, haviam decidido abraçar o protestantismo. Por dois anos, Calvino trabalhou ao lado do seu amigo ensinando a Palavra de Deus e tentando organizar a igreja reformada. Todavia, os dois líderes entraram em choque com as autoridades civis, que se sentiam no direito de intervir na vida religiosa da cidade, e acabaram expulsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Anos decisivos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a expulsão, Calvino foi para a cidade alemã de Estrasburgo, onde havia uma sólida igreja reformada sob a liderança de Martin Butzer. Este havia sido influenciado pelas idéias do iniciador da reforma na Suíça, o ex-sacerdote Ulrico Zuínglio. Nessa cidade, Calvino teve muitas experiências enriquecedoras: foi pastor de uma pequena igreja de refugiados franceses, lecionou na academia do célebre educador João Sturm e acompanhou Butzer em diversas conferências internacionais. Também escreveu várias obras, entre as quais uma nova edição das Institutas (em latim e em francês) e um comentário da Epístola aos Romanos (o primeiro de uma longa série). Nesse ambiente estimulante, suas idéias amadureceram e seus horizontes se ampliaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em setembro de 1541, a convite das autoridades municipais, Calvino regressou definitivamente para Genebra. A situação moral e religiosa da cidade havia se deteriorado e eles concluíram que precisavam do jovem reformador. Durante 23 anos, ele se dedicou de corpo e alma a um grande número de atividades. Aos domingos expunha as Escrituras, livro após livro, na antiga Catedral de Saint Pierre. Durante a semana, ele e seus colegas faziam preleções bíblicas. Continuou escrevendo amplamente: comentários de quase toda a Bíblia, tratados sobre diversos temas, escritos litúrgicos e confessionais e edições ampliadas das Institutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, recebia visitantes, correspondia-se com um grande número de pessoas, procurava aperfeiçoar a vida da igreja e da comunidade e mantinha um estreito contato com os governantes civis da cidade, nem sempre simpáticos ao seu programa de reformas. No final da vida, inaugurou a Academia de Genebra (1559), inspirada na sua congênere de Estrasburgo e precursora da atual Universidade de Genebra. Morreu no dia 27 de maio de 1564, com quase 55 anos. Em muitas de suas obras se pode ver um símbolo que sintetiza o alvo predominante de sua vida: um coração sobre uma mão aberta tem ao seu redor as palavras latinas: Cor meum tibi offero Domine prompte et sincere – “O meu coração a ti ofereço, ó Senhor, de modo pronto e sincero”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Contribuição permanente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de suas limitações e falhas, reconhecidas por seus simpatizantes, Calvino deixou um legado extremamente valioso em muitos aspectos. Seus contatos pessoais e vasta correspondência promoveram a causa da Reforma em muitas regiões da Europa. Suas idéias tiveram repercussão mais ampla que as de qualquer outro reformador, levando ao surgimento de igrejas protestantes na França, Países Baixos, Leste Europeu e Ilhas Britânicas. Até mesmo o Brasil sentiu os efeitos de suas ações. Na década de 1550, o vice-almirante Nicolas Durand de Villegaignon escreveu a Calvino e à Igreja de Genebra solicitando o envio de reformados para a pequena colônia que havia fundado no Rio de Janeiro – a França Antártica. Os treze “huguenotes” vindos da Europa realizaram o primeiro culto protestante das Américas (10 de março de 1557), procuraram evangelizar os indígenas e produziram um belíssimo documento - A Confissão de Fé da Guanabara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de sua visão estratégica e do seu trabalho diplomático, Calvino deu outras contribuições singulares à igreja e à sociedade. Ele foi, antes de tudo, um homem plenamente devotado ao estudo e exposição cuidadosa das Escrituras. Para tanto, desenvolveu normas salutares de interpretação (método histórico-gramatical), evitando os extremos que via ao seu redor, como a alegorização ou espiritualização do texto bíblico. É por isso que hoje, tanto tempo mais tarde, seus comentários, preleções e sermões continuam sendo publicados e lidos com interesse. O reformador trouxe também aportes significativos ao campo da teologia pastoral, com sua ênfase na educação cristã, no aconselhamento e na disciplina em moldes bíblicos. Seu conceito de um quádruplo ministério (pastores, mestres, presbíteros e diáconos) tem exercido uma influência benéfica sobre muitas igrejas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora controvertido em alguns pontos, o legado mais rico e duradouro de Calvino é a sua reflexão teológica. Partindo da verdade basilar da soberania de Deus sobre toda a realidade e da idéia conexa de que tudo deve ser feito para a glória de Deus (soli Deo gloria), o reformador desenvolveu uma cosmovisão, ou seja, uma concepção abrangente e integrada sobre a vida e o mundo. Se o Deus trino é o Senhor de tudo, então a fé cristã tem implicações para todas as áreas da existência: família, casamento, trabalho, questões sociais, política, cidadania, arte e ciência. Daí as idéias e ações concretas de Calvino em todos esses campos, posteriormente ampliadas por seus herdeiros. Um bom exemplo foi o que aconteceu no âmbito da educação, no qual os calvinistas têm dado uma das mais valiosas contribuições à sociedade, por meio da criação de inúmeras escolas e universidades. O pensamento econômico e social calvinista contribuiu para a consideração de valores e instituições fundamentais do mundo moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conclusão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fenômeno que tem ocorrido nas últimas décadas em muitas igrejas é a redescoberta de Calvino. Não somente um grande número de reformados tem buscado reapropriar-se do seu legado, mas também pessoas e comunidades de outras tradições, inclusive pentecostais. E as razões para isso são claras: o reconhecimento do caráter profundamente bíblico e coerente da teologia calvinista; o fato de ser um sistema doutrinário que dá a Deus o seu legítimo lugar no centro da vida e do culto: a sua solidez testada pelo tempo, em contraste com os modismos teológicos e comportamentais surgidos ao gosto do consumidor. Basta indagar quais os “ismos” que atualmente pululam nos meios evangélicos ainda merecerão a atenção das pessoas daqui a 500 anos, caso o mundo chegue até lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calvino não foi um autor inspirado no mesmo sentido que os autores bíblicos, nem suas idéias são perfeitas e infalíveis. Todavia, ele foi um dos melhores mestres que Deus deu à sua Igreja nos últimos séculos. Como afirmou a autora Thea Van Halsema, concluindo uma biografia do reformador: “As idéias e obras do homem de Genebra continuam poderosamente vivas através dos séculos. Inspiradas pela Palavra viva, elas penetram em todo o mundo cristão. Por intermédio delas o pregador de Saint Pierre tem ensinado e moldado a Igreja de Cristo. Ele tem falado nas vidas de homens e de nações”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;*Alderi Souza de Matos é doutor em história da igreja pela Universidade de Boston e historiador oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil. É autor de A Caminhada Cristã na História e Os Pioneiros Presbiterianos do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** Artigo publicado na Revista Ultimato, Ano XLII, Nº 319, Junho-Agosto 2009.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-1992574011771957468?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/1992574011771957468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=1992574011771957468&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/1992574011771957468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/1992574011771957468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/08/cor-meum-tibi-offero.html' title='COR MEUM TIBI OFFERO'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SnkMZWb2QVI/AAAAAAAAAyE/jfUi0Q5m8Sg/s72-c/Calvino_brasao500_port.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-1083326732184190884</id><published>2009-08-02T05:41:00.002-03:00</published><updated>2009-08-02T05:44:21.160-03:00</updated><title type='text'>6º DOMINGO APÓS PENTECOSTES - 12/07/2009</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SnVR12-kacI/AAAAAAAAAws/69DwavgsYT4/s1600-h/44ordinarioB15.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 243px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SnVR12-kacI/AAAAAAAAAws/69DwavgsYT4/s320/44ordinarioB15.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365284516814678466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O PROJETO DE DEUS: A LIBERTAÇÃO TOTAL DO SER HUMANO &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leituras Bíblicas: Sl 85.8-13 – Am 7. 12-15 – Ef 1.3-14 – Mc 6.7-13&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;          “Escutarei o que Deus, o Senhor, disser, pois falará de paz ao seu povo e aos seus santos; e que jamais caiam em insensatez” (Sl 85.8). Com esta oração, iniciamos o culto de hoje; nela, declaramos que ouviremos o que o Senhor tem a nos dizer, nós, povos do seu rebanho, ovelhas do seu pasto. E quando Deus fala conosco através da sua Palavra, fala de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Tem mensagem mais importante para os nossos dias? Se tem, por favor, me aponte! Existe alguém que nos dias de hoje pode, sinceramente dizer: “não, obrigado, não preciso de paz”?! Eu creio que não! Eu creio que todos nós que aqui estamos, sentados ao redor desta Mesa de Comunhão e deste púlpito, que tem sido para nós, pastos verdejantes e águas de refrigério; eu creio que todos os que aqui se encontram, necessitam sim de paz, pois muitas são as guerras que se travam dentro de nós e fora de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Assim, se hoje você veio aqui em busca de paz, de sossego, de alimento, alegra-te! Pois é de paz que Deus hoje fala com seu povo! Você que tem travado batalhas terríveis do lado de dentro do teu ser e do lado de fora igualmente, tem hoje a chance de descobrir que Deus é aquele que tem um projeto para a sua vida e para a vida de todos os que aqui nos encontramos e o projeto de Deus para nós não é outro senão o projeto de libertação total do nosso ser. Nada escapará, nem um pedacinho nosso ficará de fora, do sopro de vida e de paz que o Senhor hoje soprará nos nossos corações. Mais ainda: sairemos daqui, profetas que somos, com uma missão: a missão de levar a mesma paz que experimentamos aos outros irmãos e irmãs que aqui não se encontram. Como oramos no Salmo 85: “A justiça irá adiante dele (adiante de nós), cujas pegadas ela transforma em caminhos” (Sl 85.13). Ao sairmos daqui para pisarmos o solo da nossa existência, depois de ouvirmos sobre a Paz de Deus para nós e que aquietará o nosso coração e nos libertará dos poderes de morte que nos assolam, lá, lá fora onde caminhamos, abriremos com nossas pegadas caminhos de justiça, para que se realize lá fora o que aqui se realizou dentro de nós: libertação e libertação total, pois este é o projeto de Deus para nós, seus filhos e filhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Deus nos ensina, através da vida do profeta Amós, nossa primeira leitura de hoje, que aqueles que são chamados para viverem neste mundo como profetas, ou seja, todos nós os batizados em Cristo, são aqueles que não se dobram diante dos poderosos que não desejam paz para este mundo, tampouco libertação para a nossa gente, pois lucram com este estado permanente de guerra que existe tanto dentro como fora do coração humano. Deus nos ensina através de Amós que os comprometidos com o Reino de Cristo são aqueles que além de não se dobrarem, não se vendem por preço algum, pois necessitam de serem livres sob o Senhor, ao invés de serem escravos de outros seres humanos, cujo desejo é escravizar e tirar a paz alheia para lucrar. Deus nos ensina através de Amós que somos e devemos permanecer livres de todo o jugo, pois só assim, conseguiremos anunciar o projeto de libertação total que Deus tem para seus filhos e filhas. Os profetas, como Amós, não se deixam amordaçar, nem seguem seus interesses mesquinhos, não fazem de seus umbigos o centro de suas vidas, antes, andam neste mundo com passos tão firmes e seguros, que tais passos se transformam em caminhos de paz e de justiça para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Amós é o profeta da justiça social. É aquele que grita as verdades de Deus que trazem libertação total ao ser humano e quando digo total, isso inclui também a carne, o corpo, o lado de fora do ser humano. Amós exerceu seu ministério profético no chamado reino do Norte, Israel, durante o VII século a.C., quando no trono se assentava Jeroboão II. Era um tempo de paz nas fronteiras de Israel. Era um tempo de paz para os líderes e a elite daquele povo. Tempos de grande prosperidade econômica e financeira, de comércio bem sucedido, de ampliação da indústria, de grande recolhimento de tributos dos povos vizinhos que Israel conseguiu pela força, dominar, quando expandiu sua influência política pra direita e pra esquerda do seu território. Era um tempo de luxo e de grandeza até então desconhecidas do povo do reino do Norte, os ricos estavam cada vez mais ricos e isso se concretizava nas edificações que enfeitavam a paisagem. Contudo, a despeito de toda esta prosperidade e riqueza, a paz era também um artigo de luxo e que estava disponível apenas para a elite, para os donos do poder e do dinheiro. O povo, a ralé, a maioria, sofria sob as botas da opressão do mais forte. Para esses, faltava paz dentro do ser e fora do ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A divisão social era visível e eloqüente: de um lado, ricos cada vez mais ricos. Do outro lado, pobres, cada vez mais pobres. Os preços do básico para a sobrevivência estavam cada dia mais altos, o que trazia dívida para os que não participavam desta imensa fatia de lucro. Os juízes estavam vendidos e desprezavam o pobre, o órfão e a viúva, figuras emblemáticas, que na linguagem do Antigo Testamento encarnam os despossuídos. Aqueles que podiam exercer a justiça disseminavam injustiças. Espoliavam, tiravam proveito, tiravam a propriedade dos mais pobres. Pode haver paz dentro e paz fora quando as coisas assim correm?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Não obstante a injustiça social e paralela a esta situação profundamente desigual, a religião passava por um florescimento como nunca antes! Podemos até mesmo dizer que para os que estavam de fora e que passavam pelas terras do reino do Norte de visita, diriam que naqueles dias a religião de Israel passava por um grande avivamento espiritual. Cânticos maravilhosos, festas magníficas, rituais pomposos, grande quantidade de sacrifícios rituais; contudo, todo esse esplendor e magnificência não encontravam concretização na vida das pessoas. Era apenas rito e culto da cara pra fora. Avivamento de fachada, ritualístico, vão, teatral. Nada tocava o coração, sede das mudanças reais do ser. Só os olhos se enchiam com o esplendor, mas isso passa! E passava de tal forma, que bastava terminar a liturgia do culto para iniciar uma liturgia da vida que não correspondia a espiritualidade que exerciam. Mais ainda: o número cada vez maior de sacrifícios rituais tinham por objetivo “comprar” o favor de Deus e apaziguar o coração que sabia e denunciava as injustiças cometidas por aqueles que podiam ofertar mais. Aquelas pessoas acreditavam que poderiam comprar com bois, carneiros e bodes, o favor, a graça de Deus Ledo engano. Para além, tal culto não era um culto “puro” nem mesmo da cara pra fora, pois era um culto sincrético, influenciado pela religião de Canaã. Baal e Astarte dividiam o altar com o Senhor dos Exércitos, Javé, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó; até um bezerro de escultura introduziram no santuário (Os 10.5/ 1Rs 12.28-29).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        É neste contexto assolador que Deus chama Amós para ser seu profeta no reino do Norte, em Israel. Deus o encontrou no reino vizinho do Sul, em Judá, numa aldeia no meio do deserto, Tecoa ou Técua; não entre os “profetas profissionais”, aqueles que andavam à volta de Elias e Eliseu, mas Deus o chamou para ser profeta quando ele era um simples boiadeiro e cultivador de sicômoros, ou seja, era um homem rude, um homem da terra, um agricultor. Mas quando Deus chama, Ele chama e só uma resposta é a correta: sim. Por isso, Amós sai do deserto, no reino do Sul, para ir entregar a mensagem de Deus no reino do Norte. O homem rude, do deserto, um profeta não profissional, vai aos ricos e bem postos de Israel para entregar uma mensagem de denúncia da parte de Deus: está tudo errado, Israel!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A primeira leitura de hoje nos narra o confronto entre Amós, o profeta de Deus e Amazias, o profeta do trono, aliado ao rei e ao poder, vendido ao sistema, cooptado pelos seus interesses materiais, submetido ao esquema real e nada comprometido com o Senhor Deus de Israel. Amazias era o sacerdote chefe daquele culto pomposo da cara pra fora e ministrava no santuário mais importante para o reino do Norte: Betel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Nós sabemos o que significa Betel, não sabemos? Falamos isso todos os domingos, logo no início dos nossos cultos. Sabemos que Betel significa “Casa de Deus, Porta do Céu”. Este é o nome da nossa Comunidade. E este nome vem daí, deste lugar de revelação de Deus a Jacó, um dos patriarcas de Israel e é daí que vem a importância deste lugar de culto. Se você buscar no livro dos Juízes, por exemplo, saberá que em Betel o povo de Israel se ajuntava para “consultar o Senhor” (Jz 20.18). O mesmo livro diz que ali era o lugar onde o povo chorava diante de Deus (Jz 20.26) e se encontrava com Deus (Jz 21.2). Contudo, este lugar que outrora fora lugar de encontro com Deus, de arrependimento diante de Deus, de ouvir o que Deus tinha a dizer, no nosso contexto, no contexto de Amós, estava completamente vendido e impuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Tudo começou com a divisão do Reino em dois após a morte do Rei Salomão em 932 a.C. Os reis do Norte resolveram então fomentar o culto em Betel, que se situava no norte, para que seus habitantes não tivessem contato físico com os habitantes do reino do Sul, Judá. Para que isso tivesse sucesso, tornaram este culto o mais belo possível aos olhos daqueles que dele participavam. Tudo o que é belo enche os olhos, pois não? Não é assim hoje igualmente? Se tem aqui, lado a lado uma grande catedral, suntuosa, cheia de coisas belas com um magnífico culto, e, ao lado, uma pequena igreja, com paredes nuas, bancos duros e sem pompa e um culto que não é nada belo aos olhos, qual dos dois você freqüentaria? Em qual lugar você acha que o povo acudiria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Betel, no tempo de Amós era o templo do rei, o santuário do regime real do Reino de Israel. Tudo ali era “bancado” pelo rei. Amazias, o chefe dos sacerdotes que assistiam e ministravam em Betel, era o braço religioso deste reino. Seu salário como o salário de todos os outros sacerdotes eram pagos pelo rei. Com isso e por isso, faziam o que o rei e não o Senhor ordenava. Os interesses deles era o interesse do rei. Trono e Religião, poder temporal e poder espiritual assim eram uma só coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        É neste santuário que Deus põe Amós para gritar as injustiças, as maldades, a corrupção que assolava aquela terra a partir daquele lugar de culto. Amós era uma pedra no sapato de Amazias, portanto era uma pedra no sapato de Jeroboão II. Todo profeta que se preze e que seja verdadeiro, na verdade é uma pedra no sapato dos que não são comprometidos com a justiça, com o bem, com o amor, com tudo o que Deus sonha para os seres humanos. Todo profeta verdadeiro não se compromete com aquilo que escraviza e que não traz paz pra dentro e pra fora dos seres humanos, antes, é comprometido com o projeto de Deus que não é outro senão o que liberta radicalmente o ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Se traçarmos um paralelo entre Amazias e Amós, fica fácil em discernir quem era quem: Amazias é o homem da religião oficial cujo salário era pago pelo rei. Amós é o boiadeiro e cultivador de sicômoros, homem do deserto de Judá, homem de agricultura, dedos e mãos calejados no serviço braçal e alma experimentada nas rudezas e nos sofrimentos que só um deserto é capaz de dar ao homem. Amazias trabalhava pelos interesses reais, estava cooptado pelos sistemas que empobrecia, que lucrava com o padecimento de seres humanos, que tirava a paz desses seres humanos. Amós era homem que Deus chamou e empoderou, não tinha salário senão aquilo que as forças de seu corpo lhe davam. Gritava contra o culto pomposo, alienado, midiático, ritualístico. Ecoava pelo templo a voz que se levantava para esfregar na cara de Amazias e de quem ali estivesse para ouvir que Deus tinha se apartado daquele lugar, cujas orações não passavam do teto e cujos cânticos eram estrépitos nos ouvidos do Senhor. Para Amós importava entregar a mensagem libertadora de Deus. Para Amazias importava cuidar dos interesses políticos e econômicos do seu rei e usava a religião, ótimo veículo de adestramento social, para ter sucesso. Nesse quem é quem, quem estava ao lado de Deus e quem estava ao lado dos interesses que tiravam a paz dos súditos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        No confronto, que é o nosso texto, Amazias manda Amós ir embora, voltar à sua terra e ali profetizar e ganhar o seu pão, como se Amós dependesse da profecia para viver. A resposta de Amós faz tremer o chão: “Ora, pois, ouve a palavra do Senhor: Tu dizes: não profetizarás contra Israel, nem falarás contra a casa de Isaque. Portanto, assim diz o Senhor: Tua mulher se prostituirá na cidade, e teus filhos e tuas filhas cairão à espada, e a tua terra será repartida a cordel, e tu morrerás na terra imunda, e Israel, certamente, será levado cativo para fora de sua terra” (Am 7.17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Isso é ser profeta! Isso é ser anunciador do projeto de Deus. O profeta não teme nada e ninguém. O profeta é um ser livre, não comprometido com nada a não ser com o Senhor e com a mensagem do Senhor, ainda que essa mensagem vá de encontro – e sempre é assim – aos interesses dos ricos e dos poderosos que não temem a Deus e que assolam o povo de Deus. O profeta não teme em anunciar a destruição se este é o preço para que haja libertação de fato, através da qual a paz volte a reinar do lado de dentro e do lado de fora do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Ah, amados irmãos e irmãs aprendamos com Amós esta verdade que liberta! Aprendamos que somos nós os “Amós” dos nossos dias, os profetas encarregados de anunciar a mensagem de Deus, doa a quem doer, para que haja libertação de fato e para que haja paz dentro e paz fora de nós. Aprendamos que nós não podemos nos comprometer com esquemas que assolam que descaracterizam que empobrecem os seres humanos, roubando-lhes a paz e escravizando-os, quando de fato o projeto de Deus para toda a gente é uma libertação geral e total! Não façamos desta Betel que nossos pés pisam, não mais em Israel, no reino do Norte, mas na cidade do Rio de Janeiro, um local de culto pomposo, mas sem verdade; um local de ritos e rituais que enchem os olhos, mas que não cai qual semente boa e frutificadora na alma! Não façamos desta Betel um local onde a religião está comprometida com o poder, mas façamos deste lugar onde a espiritualidade só é comprometida com o Senhor, cujo projeto não é outro senão o projeto de libertação do ser humano por inteiro! Haja fogo santo que nos queime a alma neste local, que nos abrase para levarmos fogo santo aos outros; fogo santo que queima tudo o que escraviza e que tira a paz dos seres humanos; fogo santo que nos aquece e que nos faz viver em verdade, pela verdade, levando a verdade que liberta aos demais. Sejam assim, em nome de Jesus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A segunda leitura de hoje, a bela introdução do Apóstolo Paulo na carta aos Efésios, nos conta, nos desvenda o plano de Deus para todo homem e toda mulher; estes foram eleitos para serem separados e irrepreensíveis diante de Deus e dos homens. Estes foram chamados desde antes da fundação do mundo para terem paz do lado de dentro e paz do lado de fora. Estes foram eleitos para serem imagem de Deus, agentes da Graça, seres libertos que levam liberdade e que estabelecem a paz tão almejada, tão cantada, tão sonhada pelos seres humanos. Esta é a nossa mensagem e nosso projeto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        E, se você ainda não se convenceu disso, veja o capítulo de Marcos que hoje lemos. Jesus chama “doze”, que representam com este número simbólico a totalidade do povo de Deus (doze são as tribos de Israel), para através de uma vida ministerial libertar, curar e expulsar os “espíritos imundos” que assolam os homens e que lhes roubam a paz do lado de dentro e do lado de fora. Por isso, porque comprometidos com este projeto de libertação total do ser humano, são chamados para viverem livres e descomprometidos com tudo o que pode adoecer o ser: o amor aos bens e ao dinheiro. Por isso, quando chegam a algum lugar permanecem se são recebidos e saem sacudindo o pó dos pés se não são recebidos. Porque são comprometidos com o projeto libertador de Deus para o ser humano, o único capaz de estabelecer paz para dentro e paz para fora, são enviados “dois a dois”, ou seja, em comunidade, posto que é impossível ser agente da paz e da graça sozinho. Não há paz na solidão. Não há bênção na solidão. Tais vivem em comunidades para que caindo um; o outro o levante. Para quando um adoece; o outro dele cuide. Para que quando um chora; o outro o console. Para que quando um desanime, o outro o levante do desânimo. Para que quando um necessite de oração; o outro por ele ore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Os discípulos de Jesus, tanto os de ontem quanto os de hoje; para os verdadeiramente comprometidos com o poder libertador do Evangelho; não existe outra missão senão a missão de expulsar todos os demônios que oprimem o ser humano: o demônio da miséria, o demônio da falta de amor e compreensão; o demônio da falta de paz; o demônio da escravidão do ser; o demônio do egoísmo e da prepotência; o demônio que descaracteriza, coisifica, empobrece e adoece o ser. Os comprometidos com o estabelecimento do projeto libertador do Senhor que traz paz dentro e fora do ser humano curam os enfermos e os unge com óleo, como o Pastor, que é o Senhor, do salmo 23 faz com os que são do seu rebanho. Curar, expulsar, ungir, seja essa a nossa missão, até Jesus voltar, Comunidade Betel do Rio de Janeiro! Seja assim, para a honra e glória do Senhor nosso Deus! Amém e amém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Rev. Márcio Retamero&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-1083326732184190884?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/1083326732184190884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=1083326732184190884&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/1083326732184190884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/1083326732184190884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/08/6-domingo-apos-pentecostes-12072009.html' title='6º DOMINGO APÓS PENTECOSTES - 12/07/2009'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SnVR12-kacI/AAAAAAAAAws/69DwavgsYT4/s72-c/44ordinarioB15.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-4426778247569433001</id><published>2009-08-02T02:44:00.002-03:00</published><updated>2009-08-02T02:50:21.567-03:00</updated><title type='text'>5º Domingo após Pentecostes - 05/07/2009</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SnUodukg_xI/AAAAAAAAAwk/AL3EA9d_VMg/s1600-h/43ordinarioB14.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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 &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;O que é ser profeta? Como acontece esse chamado e quem é, afinal, chamado para ser profeta? Qual é a mensagem que os profetas pregam e em que implica, no concreto, na realidade, a mensagem? São perguntas que hoje a Igreja nos responde, através das leituras propostas. A realidade cristã que nos cerca, falo acerca da realidade eclesiástica no contexto brasileiro, requer de nós no dia de hoje uma resposta clara e firme acerca deste assunto, pois grande é a atual confusão acerca do ministério profético, do papel do profeta e da mensagem que este deve entregar ao povo. Por fim, creio que o Espírito Santo de Deus neste dia, incendiará nossos corações e nos levantará – como tem levantado até aqui – como profetas dos dias de hoje.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;O que aprendemos através das leituras de hoje? Nós iniciamos este culto de louvor e adoração orando o Salmo 123, uma oração de pedido pelo auxílio divino. Nela, com o Salmista, voltamos os nossos olhos para o Senhor, o Único capaz de nos munir com seu poder e graça a fim de exercermos com segurança o ministério para qual Ele nos chamou. “Como os olhos dos servos estão fitos nas mãos dos seus senhores, e os olhos da serva, na mão de sua senhora, assim os nossos olhos estão fitos no Senhor, nosso Deus, até que se compadeça de nós” (Sl 123.2). Sem o auxílio da graça de Deus, nós não conseguimos sequer ouvir o chamado que nos é feito. Sem o auxílio do poder de Deus, nós não conseguiremos exercer o ministério profético que Ele nos propõe. Sem a sua misericórdia, somos consumidos, pois é através da sua misericórdia que alcançamos o perdão por errarmos também o alvo, todos os dias, ou seja, por pecarmos contra o Senhor e contra a Sua Lei, a Lei do Amor que Jesus nos ensinou e nos ordenou a observar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Portanto, a primeira lição de hoje é esta: o profeta é aquele que não se reconhece digno do exercício do ministério profético. Ele tem consciência de quem ele é diante de Deus – pecador. Como todos os outros seres humanos, os profetas são pecadores. Por isso, ele ora como o Salmista ou como Isaías e como todos os outros profetas que a Bíblia nos apresenta: com humildade diante de Deus, sabendo-se pecador, alvo da graça e da misericórdia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;A leitura do profeta Ezequiel, capítulo 2, nos ensina outras importantes lições. Este capítulo especificamente trata da vocação, do chamado de Ezequiel. Não é gratuitamente que Ezequiel é chamado de “o profeta da esperança”, pois seu chamado, sua vocação profética, acontece, num primeiro momento, num contexto muito difícil para os judeus. Nabucodonosor, em 597 a. C. deportou de Jerusalém para a Babilônia, uma terra estranha, a “nata” da sociedade do reino do Sul, Judá. Quatro anos depois deste terrível acontecimento, Deus se revela a Ezequiel e o chama para exercer, entre os exilados na Babilônia, o seu ministério profético. Até 586 a.C., quando pela segunda vez, Nabucodonosor entra em Jerusalém e arrasa a cidade, levando mais uma vez uma grande parcela daquela sociedade para a Babilônia, para o exílio, temos a primeira fase do ministério de Ezequiel.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Esta primeira fase foi muito dura para Ezequiel. A mensagem que Deus colocou em seus lábios, era uma mensagem que destruía a esperança dos judeus exilados, pois esses achavam que brevemente poderiam regressar ao lar; além disso, esta fase também compreende uma outra mensagem dura, nada fácil de proclamar e mais difícil ainda de ouvir: o exílio aconteceu, porque Judá estava errando o alvo diante de Deus; a infidelidade, desde os líderes do reino de Judá, até o menor entre eles, era enorme; e tal infidelidade ainda estava bem presente entre a parte dos membros da sociedade que ficaram em Judá e que escaparam do exílio. Ezequiel, como profeta, não podia “tapar o sol com a peneira”, era sua obrigação exercer o chamado de Deus e dizer a verdade, “quer ouçam quer não ouçam”. A mensagem não era dele. Ele não era o autor da mensagem, Deus era. Ele era apenas aquele que anuncia, a boca que proclamava algo que vinha da parte de Deus.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Meus irmãos, tantas coisas aprendemos aqui! Vejam que em primeiro lugar, aprendemos que o profeta não é aquele que se levanta e se apresenta diante de Deus e diz: Senhor, a partir de hoje eu quero ser seu profeta! Não! Nenhum profeta nasce da vontade do ser humano. O chamado é de Deus. A iniciativa de chamar pessoas para serem profetas é de Deus, não pode partir de nós. É ele que nos chama e nos diz o que fazer e o que falar. Em segundo lugar, aprendemos que a mensagem que o profeta é chamado para entregar aos seus semelhantes não é do profeta, mas de Deus e por ser de Deus e não do profeta, este não pode somar, tampouco subtrair aquilo que Deus ordena que ele diga ao povo para o qual é dirigido. Doa a quem doer. Nem sempre as palavras que Deus nos dirige são palavras de conforto e de esperança. Nem sempre Deus nos dirige palavras afáveis, mas Ele também nos dirige palavras de repreensão, de exortação, de edificação. Se existe algo para ser consertado, Deus não vai passar por cima disso e deixar as coisas correrem frouxas! Jamais! Deus corrige, ainda que em amor, mas corrige e a correção, orgulhosos que somos, nos fere muitas vezes. Porém, doces são as correções que vem do Senhor. Pois vem em amor. Por último, aprendemos que Deus não chama anjos, não chama extra terrestres, não chama os seres do reino vegetal para exercerem o chamado profético. Deus chama pessoas e isso significa, que Deus escolhe, nas palavras do Apóstolo Paulo, as coisas loucas deste mundo, para confundir os sábios. Deus chama pessoas com suas falhas, com seus pecados, com suas inaptidões, com suas debilidades e fragilidades. Deus chama gente de carne e osso para o exercício profético; gente que ama, que ri, que chora, que sente, muitas vezes, dor e que também está no processo de aprender a amar. Deus não chama super homens e super mulheres; Deus chama pessoas como nós.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Deus chama Ezequiel de “filho do homem”, em algumas traduções, “filho de homem”, e isso ocorre em todo o livro de Ezequiel, noventa e três vezes, para nos lembrar que Ezequiel era gente como a gente. Era um ser humano imperfeito, limitado, frágil, débil, que sentia dor e também se alegrava. A indignidade de ser um pecador como todos os outros e de ser limitado por ser humano, não são impedições para o exercício do chamado profético. Isso é muito importante, pois nos mostra que a autoridade do profeta não vem dele por ser ele quem é – ele é mais um ser humano. A autoridade do profeta vem de Deus que o chama, o vocaciona e o envia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Outro dado muito importante: no texto, Deus diz a Ezequiel que o envia a “um povo rebelde”. Deus chama os judeus de rebeldes porque esses sempre se afastam do seus caminhos e do seu querer, ainda que haja ali, no meio deles, alguém que é a boca de Deus e que lhes mostra o caminho correto em que se deve andar. Para Deus, o importante não é que este povo escute as palavras do profeta, Ele diz claramente: “quer ouçam quer não ouçam”, o mais importante é a mensagem, que deve ser entregue, a despeito dos ouvidos atentos ou desatentos. O profeta é chamado para ser a voz de Deus no meio do povo, não para ser ouvido. Ouvi-lo ou não ouvi-lo, é decisão pessoal de cada membro deste povo. Ouvi-lo acarretará conseqüências e não ouvi-lo também acarretará conseqüências. Este trabalho, o trabalho de convencimento, não é do profeta, mas de Deus, que “endurece quem lhe apraz e usa de misericórdia com quem Ele deseja”. O profeta não vela sobre os efeitos da Palavra. Quem vela pelos efeitos da Palavra é o Senhor da Palavra. O profeta fala.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Aprendemos com tudo isso que Deus nos chama, a cada um de nós que aqui estamos, na Igreja, para sermos profetas. O Batismo tem conseqüências e uma delas é esta: ser testemunha de Cristo enquanto viver. Isso é ser profeta. A mensagem é a mensagem de Jesus, em suma: amai a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo. Não é nosso dever gerenciar isso, velar para que isso aconteça. É nosso dever, enquanto profetas, entregar essa mensagem ao mundo, doa a quem doer. E. se alguém nos acusar dos nossos pecados, saibam que Deus chama seres como nós para entregarmos tal mensagem e ao mesmo tempo, para vivermos esta mensagem. Os cristãos e cristãs devem viver em amor e pelo amor. Suas vidas são os “outdoors” da mensagem divina. Agostinho disse: “evangelizem e se necessário, use as palavras”. Isso significa que a nossa melhor pregação é amar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;O Apóstolo Paulo, escrevendo aos Coríntios sua segunda carta, revela a verdade que aprendemos com Ezequiel: Deus chama seres humanos frágeis para realizar a sua missão. A segunda carta de Paulo aos Coríntios foi escrita numa época de muita perturbação na relação entre o Apóstolo e esta comunidade. Cristãos judeus, que achavam que para ser cristão era preciso fazer a circuncisão e observar a lei de Moisés, como os judeus, eram contrários ao evangelho de pura graça, livre de obras que Paulo pregava entre os não judeus, também chamados de gentios ou pagãos no Novo Testamento.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Esses cristãos judeus, que vieram de Jerusalém, da parte de Tiago, se infiltraram na comunidade de Corinto e pregavam outro evangelho, o evangelho das obras, contrário ao que Paulo pregava. Além disso, desqualificavam Paulo. Diziam que Paulo não era digno de ser chamado de Apóstolo, pois não conhecera Jesus “segundo a carne”, conforme os outros apóstolos. Paulo, na visão desses, não podia ser reconhecido como Apóstolo porque não viu Jesus, não andou com Jesus, não presenciou Jesus realizando os milagres que realizou nem ouviu de Jesus as palavras que Ele pregou. Além disso, Paulo foi perseguidor da Igreja, consentiu no assassinato de Estevão e, ousadamente, anunciava que nada, exceto a fé, podia salvar o ser humano. Isso trouxe divisão e contenda na igreja de Corinto, uns se voltaram contra Paulo e até mesmo o acusavam de não possuir dons carismáticos como a maioria dos membros da comunidade de Corinto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Quando isso chegou aos ouvidos de Paulo, este foi até Corinto e confrontou face a face (como fizera com Pedro) os seus opositores. Tal confronto deixou o Apóstolo Paulo muito mal bem como alguns daquela comunidade. Ele retirou-se para Éfeso e Tito, amigo dele e um hábil diplomata da Igreja do primeiro século, foi a Corinto a fim de tratar a reconciliação entre Paulo e parte daquela comunidade que contra ele estava.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Paulo, entretanto, deixou Éfeso e foi para Trôade e foi nesta cidade que ele e Tito se reencontraram. Tito então deu a notícia alvissareira: os coríntios se arrependeram e queriam a reconciliação. Paulo então pega a “pena” e escreve uma sincera apologia do seu chamado profético e junta também um apelo aos coríntios para que contribuam com a coleta que ele faz em todas as igrejas em favor dos pobres que estão na Igreja de Jerusalém. Esse texto que ele escreveu, é a nossa segunda carta aos coríntios.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;O texto que hoje lemos, extraído da segunda carta aos coríntios, é a terceira parte da carta. Paulo se defende das calúnias. Contudo, o faz em humildade, mas com muita firmeza. Não entra no jogo dos apóstolos judaizantes, em querelas de disputas vãs. Antes, deixa claro que se ele fosse se gloriar em relação aos dons que recebeu e às revelações que recebeu da parte de Deus, poderia se gloriar mais que todos, pois fora elevado “ao terceiro céu”. No entanto, ele prefere falar que, embora receba da parte de Deus gloriosas visões e revelações, um espinho na carne lhe foi dado, um anjo de satanás, para que ele não se tornasse um soberbo, ao contrário, que nisto consistia a misericórdia de Deus para com ele, pois, Deus lhe disse que sua graça lhe bastava e que em sua fraqueza, ele era forte.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Aprendemos aqui, meus irmãos, que na vocação profética, o determinante não é e jamais será o ser humano e as revelações ou as visões ou a falta delas. O determinante é a Graça de Deus. Sem a Graça nada podemos. Pela Graça, ainda que tenhamos espinhos na carne, tudo podemos em Deus, pois então quando estamos fracos, então, somos fortes. Que mensagem!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Esta mensagem contraria muito, na verdade desmascara, o contexto que vivemos atualmente. Eu fico “passado” quando ouço determinadas coisas, mais passado ainda, quando tais coisas que ouço vem da igreja inclusiva. Super crentes, super pastores, santarrões que não pecam. Um discurso que prioriza as obras ao invés de priorizar a Graça. No seminário, aprendi que o pastor deve ser sempre o mais bem vestido, o possuidor do melhor carro estacionado no pátio e o chefe da família perfeita, a mais feliz da igreja. Aprendi que o pastor não pode jamais mostrar fragilidade frente ao seu rebanho. Chorar é sinal de fraqueza. Confessar pecados é estímulo para que o povo também peque. E nisto tudo, o ser vai se destruindo, pois se obriga a viver de aparências e na mentira.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Ora, o que aprendemos com Paulo é que não devemos nos silenciar sobre nossas fraquezas. Elas não são troféus nos quais nos gloriamos, mas são sinais de nossa humanidade e do trabalho da Graça de Deus em nós. Na nossa fraqueza, somos fortes, pois nos basta a Graça para nos suster, jamais, para nos maquiar e nos colocar máscaras de super poderosos em alguma coisa!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Nós gostamos do contrário, não é verdade? Principalmente nós, seres humanos da pós-modernidade. Gostamos dos espetáculos, dos shows da fé, dos cenários magníficos, dos templos de mármore, dos púlpitos que reluzem e do pastor com o terno bem cortado, se possível, assinado por Armani. Gostamos dos jogos de luz na hora do louvor, da fala ensaiada, dos gestos meticulosos e bem ensaiados. Gostamos da música de fundo, bem melosa, para melindrar bastante e fazer chorar. Gostamos do cara com cara de vencedor, campeão... Damos valor aos prestígios sociais, ao poder, a beleza, a riqueza. Exemplo para nós é aquele que é bem sucedido, não verdade? Pois então, durma com este barulho, meu irmão: os homens que Deus elege, são homens frágeis e débeis; são homens que trazem em seus corpos os espinhos na carne, porque eles precisam aprender que não é na força deles que reside algo; não é na aparência deles que a mensagem é legitimada; mas é na fraqueza deles que se nos revela o poder, a misericórdia e a Graça de Deus. É isso o que aprendemos aqui.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;A consciência disso faz o profeta lançar fora todo o orgulho; faz com que ele não se fie nas suas qualidades pessoais; o ensina que a Graça é mais importante que tudo e que é ela que lhe sustém e que legitima a mensagem que entrega aos seres humanos. O profeta é aquele que sabe que em tudo ele depende de Deus e que ele não sobrevive sem o auxílio da Graça de Deus. Não há lugar pro orgulho e para espetáculos na missão, na obra de Deus. O profeta é aquele que, como Paulo, lida até mesmo com oposição dentro de sua própria comunidade e sai vitorioso dessas oposições não mostrando suas credenciais, seus diplomas, seus ternos bem cortados, mas pela humildade em reconhecer-se frágil, mas forte pela Graça. Sim, existe e sempre existirá os opositores dos profetas e é bom que eles estejam bem próximos; é bom que eles comam junto com os profetas, tome lugar na mesma mesa, pois nisto também se revela a misericórdia, como que para ensinar aos soberbos como procede entre um povo rebelde um homem de Deus.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;O centro da vida de Paulo é Jesus Cristo. Como o centro da vida de Ezequiel era o Senhor. Com isso eu aprendo que o centro da vida do profeta, do profeta de hoje, não é a sua igreja, não é a sua conta bancária, não é nada que é palpável e quantificável. Não! O centro da vida do profeta verdadeiro é Cristo Jesus. Só Jesus. Ele é totalmente dependente da Graça, não se mascara, pois se fia na misericórdia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;O Evangelho de Marcos, no capítulo 6, corrobora, “assina embaixo” de tudo o que até aqui dissemos. Jesus está na sua aldeia, entre a gente que o viu crescer e se desenvolver. Nazaré era uma aldeia sem nenhuma importância para a história dos hebreus. O Antigo Testamento não cita esta aldeia. Flávio Josefo e os rabinos idem. No entanto, é na desprezível aldeia de Nazaré (desprezível para os homens mas importante para Deus que a escolheu para ser o lar de Jesus durante a maior parte de sua vida) que vive a família de Jesus e que o próprio viveu grande parte de sua vida aqui na terra.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Não devemos jamais, meus irmãos, desprezar o que visivelmente se mostra desprezível, sob pena de não enxergarmos a ação de Deus naquilo que aos olhos falhos dos homens, é desprezível. Nazaré nada tinha de especial aos olhos humanos, para Deus, Nazaré era a aldeia que veria Jesus, o Filho Unigênito, crescer e se desenvolver.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Pois bem, Jesus entra em Nazaré num dia de sábado. Vai para a sinagoga, lê as Escrituras e abre a sua boca para ensinar. O ensino é maravilhoso e tem autoridade. Uma autoridade diferente da autoridade até então conhecida do povo de Nazaré, a autoridade dos escribas e dos fariseus da localidade. Tal ensino maravilhoso traz estupefação e escândalo. Os ouvintes não podem admitir que aquele que lhes falava com tão propriedade e sabedoria acerca das coisas de Deus, era aquele menino, filho de Maria, cujos irmãos e irmãs todos ali conhecem! Desdenharam Jesus de tal maneira, que a incredulidade tomou conta dos corações deles, de forma que Jesus não pode fazer ali os sinais que fazia por onde passava, pois a fé ali era escassa.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Era escassa porque havia desprezo pelo mensageiro, pelo profeta. Quem ele pensa que é? Pensavam alguns, na verdade, a maioria. Então quer dizer que este que nós conhecemos desde muito se arvora em profeta? Jesus foi desprezado e humilhado em sua própria terra!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Os profetas do Velho Testamento anunciaram que seria assim, que Ele seria desprezado e humilhado. Que ele seria rejeitado por quem deveria acolhe-lo com alegria. E tudo isso por conta de sua aparência, nada formosa, nada aprazível, nada estimulante aos olhos dos habitantes de Nazaré. Por conta da aparência, desprezaram a mensagem e não puderam ser alcançados pela Graça.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Você tem focado sua atenção na mensagem ou no mensageiro? Sua maior preocupação é a aparência daquele que contigo fala acerca de Deus ou na mensagem que ele te traz da parte de Deus?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Não nos enganemos mais, irmãos! Somos nós, seres humanos, que damos importância para as aparências. Deus não. Deus vê o coração e para Ele é isso o que somente importa! Por isso, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os soberbos e os que se ligam nas aparências das coisas. Por isso o povo de Nazaré não foi plenamente abençoado, aquele Jesus, para eles, não passava de um carpinteiro, filho de Maria, cuja família nada tinha de especial, ao contrário, era “comum”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Que o Espírito Santo marque com fogo essas verdades em nossos corações no dia de hoje. Que jamais nos esquecemos que todos nós, os batizados em Jesus, somos os chamados ao exercício do ministério profético. Que jamais abandonemos a verdade, a despeito dos modismos que passam, que o Senhor chama pessoas comuns, até mesmo as mais desprezíveis aparentemente, para este ministério. Que o Senhor nos ilumine o entendimento para que sejamos capazes de discernirmos sua vontade e sua palavra que nos vem daqueles que nada têm de especial, mas que são plenos da Graça em suas fraquezas e, por isso, são fortes. Que o Senhor nos faça enxergar que a iniciativa do chamado não é jamais do ser humano, mas Dele mesmo, que em Sua soberania nos chama e nos põe de pé. Que não desistamos jamais da mensagem, que não é nossa, mas Dele, ainda que não nos dêem ouvidos, pois o que importa é entregarmos a única mensagem capaz de nos salvar e de nos melhorar, e assim, o mundo a nossa volta. Que o Senhor nos abençoe e nos levante como profetas nessa geração tão ligada no aparente, que passa, enquanto se esquece e se perde, no transitório. Seja assim entre nós, em nome de Jesus! Amém!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Rev. Márcio Retamero&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-4426778247569433001?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/4426778247569433001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=4426778247569433001&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/4426778247569433001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/4426778247569433001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/08/5-domingo-apos-pentecostes-05072009.html' title='5º Domingo após Pentecostes - 05/07/2009'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SnUodukg_xI/AAAAAAAAAwk/AL3EA9d_VMg/s72-c/43ordinarioB14.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-5673886116343363457</id><published>2009-08-01T23:05:00.005-03:00</published><updated>2009-08-01T23:08:52.705-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SnT0e7-k_2I/AAAAAAAAAwc/Q4hbbzpu-38/s1600-h/psicologa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 190px; height: 220px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SnT0e7-k_2I/AAAAAAAAAwc/Q4hbbzpu-38/s320/psicologa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365181868438519650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Meu povo,&lt;br /&gt;Compartilho com vocês o belo texto-análise, da autoria do Ricardo  Pinheiro, advogado da Comunidade Betel do Rio de Janeiro, sobre o dia de ontem e  a decisão do Conselho Federal de Psicologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, leiam com atenção  e reverberem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rev Márcio  Retamero&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;www.betelrj.com&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;wbr&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;31 de julho de 2009: um dia histórico  para mudar a todos nós –&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Repensando o desamor a partir da justiça feita no  caso de censura pública da&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;psicóloga Rozangela Justino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quantum  mutatus ab illo!". "Quão mudado está do que antes fora!".&lt;br /&gt;Trata-se de uma  expressão que Vergílio coloca nos lábios de Enéias, o&lt;br /&gt;herói protegido pelos  deuses e sobre o qual repousa o futuro da raça&lt;br /&gt;troiana, quando viu, em  sonhos, a Heitor coberto de feridas (Eneida, II,&lt;br /&gt;274). Escolhi a expressão  porque, a princípio, resume um pouco do que li&lt;br /&gt;na defesa da senhora Rozangela  Justino, psicóloga evangélica que&lt;br /&gt;utilizava o exercício de sua profissão para  perverter a verdade do ser dos&lt;br /&gt;seus pacientes conforme suas convicções de  ordem religiosa, trazendo&lt;br /&gt;desinstabilidade emocional, confusão e perturbação  de ordem psíquica&lt;br /&gt;pela falsa promessa de cura da orientação sexual de alguns  (sendo esses&lt;br /&gt;"alguns" todos homossexuais)&lt;wbr&gt;, condicionando a identidade a  patologias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando que os versos de Vergílio podem ser  interpretados a todos&lt;br /&gt;os que depois de algum tempo se mostram diferentes do  que eram antes,&lt;br /&gt;foi exatamente assim que o texto de sua petição junto ao  Judiciário&lt;br /&gt;Federal tentava dissecar. Disse e repito, tentava. Isto porque a  defesa da&lt;br /&gt;psicóloga, contrariando o que ela mesma diz nos ambientes que lhe  dão&lt;br /&gt;ouvidos (refiro-me aos seus confrades religiosos fundamentalistas,  quer&lt;br /&gt;nos seus púlpitos, quer nos diversos sítios mantidos na internet  por&lt;br /&gt;aqueles grupos de intolerância)&lt;wbr&gt;, quando precisou mostrar  sustentação&lt;br /&gt;técnica para o que diz nos meandros do discurso religioso o  fez&lt;br /&gt;assegurando que "não visa, em sua atuação profissional, promover  a&lt;br /&gt;cura da homossexualidade em si, mas tão-somente cuidar dos&lt;br /&gt;transtornos  dela advindos". Não nos enganemos, o recuo era&lt;br /&gt;estratégico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quão  supostamente "mudada" estava a psicóloga! Chegou a ponto de&lt;br /&gt;dizer que não  mais ela, e sim que era voluntariamente procurada por&lt;br /&gt;homossexuais querendo  ser heterossexuais, que não fazia propaganda de&lt;br /&gt;suposta cura, que não  impingia suas convicções religiosas no tratamento&lt;br /&gt;e, mais, que sequer cria em  cura, mas apenas em "transtornos advindos&lt;br /&gt;da homossexualidade"  (sic)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é necessário ser como os nobres de Beréia (em alusão ao texto  de&lt;br /&gt;Atos dos Apóstolos 17,11, ao aponta-los como prudentes  questionadores&lt;br /&gt;de qualquer verdade) para examinar que o que dizia não  retratava os&lt;br /&gt;fatos sobejamente provados. Não havia mudança alguma, ao menos  não a&lt;br /&gt;mudança que faz raiar a luz da verdade. Num julgamento sério, como  era&lt;br /&gt;de se esperar, as provas falaram mais alto! O eco dos túmulos  de&lt;br /&gt;centenas e centenas de homossexuais assassinados neste país por  conta&lt;br /&gt;de atos nascidos do ódio, gestado a partir da intolerância, deve  ter&lt;br /&gt;alcançado os ouvidos da Justiça! Falo assim pensando não apenas  nos&lt;br /&gt;ares de reflexão que o caso em si levanta, mas sobretudo nos embriões  de&lt;br /&gt;todo o discurso de intolerância: o desamor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São posicionamentos de  desamor como os da senhora Justino, que,&lt;br /&gt;paradoxalmente dizendo-se cristã, à  luz do ensino do Cristo, não ama os&lt;br /&gt;homossexuais (lembrando o fundamento das  palavras de Jesus quando&lt;br /&gt;afirma que "pelos frutos se conhecerão" os que se  dizem seguidores de&lt;br /&gt;seu amor), antes fomenta os frutos amargos do  preconceito, da&lt;br /&gt;intolerância e da estigmatização dos seus filhos numa  sociedade que tanto&lt;br /&gt;clama por paz, respeito e igualdade de direitos, acabam  por desconstruir o&lt;br /&gt;sonho democrático de uma Nação mais justa e fraterna, na  qual ninguém&lt;br /&gt;pode ser considerado mais ou menos, melhor ou pior, em razão do  que&lt;br /&gt;seja na verdade do seu ser!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa que poderia contar com um ás na  manga, sua defesa tentou impedir&lt;br /&gt;o que ela mesma sabia tratar-se de um risco  de enorme gravidade, sua&lt;br /&gt;condenação no Conselho Federal de Psicologia (tal  como já havia ocorrido&lt;br /&gt;no Conselho Regional da 5ª Região, com sede no Rio de  Janeiro).&lt;br /&gt;Impetrou o mandado de segurança individual na Justiça Federal  (Proc. Nº&lt;br /&gt;2009.34.00.024326-&lt;wbr&gt;5) a fim de impedir o julgamento  argumentando que&lt;br /&gt;as resoluções ou quaisquer normas do Conselho Federal não  teriam&lt;br /&gt;competência técnica jurídica para limitar ou censurar o  exercício&lt;br /&gt;profissional de alguém que, em tese, não feriu a nenhum de  seus&lt;br /&gt;preceitos, afirmando, outrossim, que a Resolução 01/99 do  mesmo&lt;br /&gt;Conselho Federal de Psicologia não poderia violar princípio de  natureza&lt;br /&gt;constitucional que lhe assegurava a liberdade no exercício  profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, pelo licença aos austeros para me permitir ao  exercício da liberdade&lt;br /&gt;literária no uso da expressão mais em voga na  coloquialidade advinda das&lt;br /&gt;ruas. Mais uma vez, a senhora Justino não logrou  êxito! Are baba, a&lt;br /&gt;Justiça se fez Justiça no caso em tela nessa terra  brasilis! Afirmo&lt;br /&gt;categoricamente que os benefícios dessa decisão foram de  extrema&lt;br /&gt;importância (o que se poderá ver ao longo do teor da decisão judicial  que&lt;br /&gt;transcreverei a seguir). O julgamento no CFP pode então  ocorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Documentos foram lidos. Defesa manifestou-se. A legalidade dos  atos e&lt;br /&gt;sua legitimidade estavam presentes. Os conselheiros votaram na  estrita&lt;br /&gt;observância da lei. Certo que ali não se tratava da extensão de  nenhum&lt;br /&gt;púlpito religioso, ou, pior, ainda, de nenhum anfiteatro grego  para&lt;br /&gt;apresentação de máscaras ou disfarces da verdade (como o que  tentou&lt;br /&gt;fazer, mas apenas tentou, na peça processual garantindo que nada  tinha&lt;br /&gt;contra os homossexuais, que sequer os curava, etc e tal), foi-lhe  imposta&lt;br /&gt;a manutenção, por unanimidade, da decisão de censura pública a  que&lt;br /&gt;tinha sido condenada no Conselho Regional de Psicologia da 5ª  Região&lt;br /&gt;(RJ). Destarte o respeito que qualquer indivíduo mereça ter, embora  não&lt;br /&gt;se tenha visto o mesmo no teor dos discursos de púlpito da  senhora&lt;br /&gt;Justino (em alusão aos termos "mordaça gay" e "ditadura gay"  usados&lt;br /&gt;diversas vezes), bom que se reafirme: hoje, mais do que nunca,  a&lt;br /&gt;verdade é que a senhora Rozangela Justino foi condenada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não  entrarei em delongas técnicas, até porque não tenho a intenção de&lt;br /&gt;produzir  nenhum documento de valor jurídico ante ao caso; antes, ao&lt;br /&gt;contrário, além de  deixar claras as intenções da defesa da psicóloga que&lt;br /&gt;hoje, 31 de julho de  2009, teve sua pena de censura pública mantida e&lt;br /&gt;fixada pelo colegiado de  seus pares que compõem a Plenária Ética do CFP,&lt;br /&gt;desejo reafirmar que existe  um estado democrático de Direito neste país&lt;br /&gt;constitucionalmente laico e livre  dos cabrestos ideológicos de qualquer&lt;br /&gt;natureza. Res, non verba, ou seja,  realidade, e não apenas palavras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A sociedade será notificada de que a  psicóloga recebe censura pública por&lt;br /&gt;oferecer tratamento e indicar que a  orientação sexual de caráter&lt;br /&gt;homoafetivo seria um distúrbio, uma doença",  afirmou o presidente do&lt;br /&gt;CFP, Humberto Verona, em entrevista, logo após o  julgamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, como operador do Direito, não me passam  despercebidos a&lt;br /&gt;coesão e a competência de sua Exª, Drª. Emilia Maria Velano,  substituta&lt;br /&gt;da 15ª vara cível federal da Seção Judiciária do Distrito Federal.  Falando&lt;br /&gt;sobre a legalidade da norma técnica – leia-se Resolução 01/99 –  que&lt;br /&gt;serviria para amparar o julgamento no Conselho Federal de  Psicologia,&lt;br /&gt;disse que a defesa da psicóloga "não logrou êxito em demonstrar  que&lt;br /&gt;a decisão proferida pelo Conselho Federal de Psicologia, no&lt;br /&gt;processo  administrativo em destaque, tenha afrontado texto&lt;br /&gt;constitucional ou  infraconstitucional&lt;wbr&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Resolução atacada visa  preservar o direito à orientação sexual,&lt;br /&gt;que não pode ser taxada de  "transtorno" ou "doença". Ao&lt;br /&gt;contrário do que a impetrante alega a CID 10  [NOTA MINHA: sigla&lt;br /&gt;para `Classificação Internacional de Doenças'] não  considera o&lt;br /&gt;homossexualismo um transtorno. (...) Os demais  transtornos&lt;br /&gt;citados na petição inicial também não são  homossexualismo&lt;br /&gt;(transexualismo e transtornos de identidade sexual na  infância),&lt;br /&gt;como bem sabe a impetrante. Dessa forma a conduta  praticada&lt;br /&gt;pela impetrante (dar tratamento a homossexuais para que  se&lt;br /&gt;transformem em heterossexuais) não encontra acolhida, nem na&lt;br /&gt;CID-10,  nem entre os profissionais de psicologia, que têm se&lt;br /&gt;manifestado francamente  contra tal tratamento (...)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brilhante a competência jurídica e a  atenção dada pela Magistrada Federal&lt;br /&gt;diante de todo o exposto pela defesa da  psicóloga Rozangela Justino, ante&lt;br /&gt;o qual sobressalta aos olhos de qualquer  um, por mais rasa que seja a&lt;br /&gt;leitura, tratar-se de ardil ao macular a  competência técnica do próprio&lt;br /&gt;Conselho que lhe representa e, pior ainda,  lançar para o "munus jurídico"&lt;br /&gt;argumentos de interpretação religiosa ortodoxa  baseados nos auspícios da&lt;br /&gt;moral (vistas pelas lentes da hermenêutica  fundamentalista)&lt;wbr&gt;. Por isso&lt;br /&gt;mesmo, salutar que se transcreva aos leigos a  observação fixa e isenta&lt;br /&gt;(leia-se laica) da Magistrada para tal fato, como,  aliás, deveria ser,&lt;br /&gt;sobretudo quando caracterizou a defesa como tentativa de  ridicularizar um&lt;br /&gt;segmento importante desta nação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"De fato, resta  claro pela transcrição de parte da defesa escrita da&lt;br /&gt;impetrante (processo  administrativo) o julgamento moral do&lt;br /&gt;homossexualismo, na medida em que  utiliza a expressão&lt;br /&gt;"movimento pró-homossexualismo"&lt;wbr&gt;. (...) A impetrante,  também,&lt;br /&gt;mescla psicologia e religião ao dissertar sobre psicologia, além  de&lt;br /&gt;ridicularizar o homossexualismo, o que resta evidenciado quando&lt;br /&gt;afirma  que "pessoas deixaram diversos comportamentos, inclusive&lt;br /&gt;os "gays/ lésbicas  que na linguagem bíblica eram chamados de&lt;br /&gt;efeminados e sodomitas, dentre os  últimos também poderiam&lt;br /&gt;estar os pedófilos" (...) Além disso há referência à  "conversão dos&lt;br /&gt;infiéis" (fls.84)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, ressalto com louvor a  seriedade com que a Magistrada conduziu&lt;br /&gt;sua decisão, rechaçando o dever da  Psicologia, quando conclui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...) O Conselho Federal de Psicologia tem a  obrigação de reprimir&lt;br /&gt;esse comportamento, principalmente no que concerne  ao&lt;br /&gt;tratamento de homossexuais em consultórios de psicologia, como&lt;br /&gt;se  fossem doentes sujeitos a transtornos. (...) Assim, não&lt;br /&gt;vislumbro, por ora,  qualquer ilegalidade na decisão  administrativa&lt;br /&gt;ventilada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizando, lembro que Vergílio escreveu  Eneida, a obra da qual extraí&lt;br /&gt;alguns versos no início deste artigo, no auge  do Principado de Augusto&lt;br /&gt;(século I a.C.), após as guerras civis, quando  reinava a Pax Romana e os&lt;br /&gt;poetas dedicavam-se ao otium contemplativo, uma  vida longe de&lt;br /&gt;inquietudes e dos negotia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era, portanto, o momento de  nascer uma grande epopéia nacional, que&lt;br /&gt;cantasse os feitos gloriosos dos  romanos e que, ao mesmo tempo,&lt;br /&gt;corroborasse com a política augustana de  retorno do homem ao campo e&lt;br /&gt;de resgate de antigos valores. Nasce, então, a  Eneida. Vergílio, na&lt;br /&gt;realidade, compartilhava dos ideais de Augusto, por  isso, foi considerado o&lt;br /&gt;poeta maior das glórias romanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje,  percebemos que as importantes decisões tomadas no histórico 31 de&lt;br /&gt;julho de  2009, tanto no Judiciário quanto no âmbito administrativo (no&lt;br /&gt;CFP), marcam  simbolicamente o momento para aprendermos com a&lt;br /&gt;História a revisitarmos o  nosso ideal de Paz, não a Romana, mas a&lt;br /&gt;tupiniquim, propagada na literatura  modernista de Oswald de Andrade nos&lt;br /&gt;idos de 1922, que leva na cor bronzeada  por este sol a beleza que toda&lt;br /&gt;boa mudança evoca. Mudar pra valores cada vez  melhores e que&lt;br /&gt;contemplem, portanto, a união entre os semelhantes. Mudar  como&lt;br /&gt;"conversão" de dentro pra fora. Mudar como exercício do  repensamento&lt;br /&gt;do que até aqui se feriu (em palavras e falsas promessas  baseadas numa&lt;br /&gt;visão diminutiva da religião que não religa, mas divide os  homens). Mudar&lt;br /&gt;a ponto de não mais se reconhecer nos discursos ditos no seio  da&lt;br /&gt;ignorância, outro fruto produzido pelo desamor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O herói Enéias é  conhecido, especialmente, pela sua pietas, palavra&lt;br /&gt;muitas vezes erroneamente  traduzida por piedade, que nada tem em&lt;br /&gt;comum com nosso conceito cristão. A  pietas para os romanos consistia na&lt;br /&gt;obediência irrestrita aos superiores,  pais, governantes, etc., ainda que&lt;br /&gt;para isso fosse necessário abdicar de algo  considerado importante ou&lt;br /&gt;prazeroso. Tudo pelo bem maior, o de todos. Seja  assim na construção de&lt;br /&gt;um país livre de preconceitos. E que cada um possa, no  exercício do amor,&lt;br /&gt;que acolhe e respeita, ainda que o alvo seja o ser  diferente, rever os&lt;br /&gt;limites de sua verdade quando esta ousar erradicar o  direito da verdade&lt;br /&gt;do semelhante coexistir. Tudo, insisto, pelo bem de  todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ricardo Pinheiro, advogado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rio de Janeiro, na noite do inverno  de 31 de julho de 2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-5673886116343363457?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/5673886116343363457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=5673886116343363457&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/5673886116343363457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/5673886116343363457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/08/meu-povo-compartilho-com-voces-o-belo.html' title=''/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SnT0e7-k_2I/AAAAAAAAAwc/Q4hbbzpu-38/s72-c/psicologa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-2683850284666941636</id><published>2009-07-22T02:45:00.001-03:00</published><updated>2009-07-22T02:47:01.933-03:00</updated><title type='text'>CARTA AO POVO DA PARAÍBA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SmanzQJ1_QI/AAAAAAAAAvk/jj49PHU5pS4/s1600-h/Paraiba.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 224px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SmanzQJ1_QI/AAAAAAAAAvk/jj49PHU5pS4/s320/Paraiba.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361156905382575362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nego!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reverendo Márcio Retamero*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          “Nego” é a palavra aplicada sobre o fundo vermelho da bandeira do grande estado da Paraíba. É a conjugação do verbo “negar”, na primeira pessoa do singular no presente do indicativo. O verbo lá está porque João Pessoa negou apoio ao presidente Washington Luís, “o paulista de Macaé”, que indicou em 1929, Júlio Prestes à sucessão presidencial, desencadeando o que passou à História do Brasil como “A Crise Sucessória de 1930”. O resultado, todos os brasileiros bem informados sabem qual foi: João Pessoa foi ceifado, assassinado, por João Dantas; Washington Luís foi deposto do cargo presidencial e Getúlio Vargas empossado Presidente da República Federativa do Brasil, em 3 de novembro de 1930, episódio que passou à nossa História como a “Revolução” de 1930.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          As páginas da história do nosso país estão cheias de feitos do povo paraibano e de sua contribuição para fazer do nosso país um lugar melhor para seus cidadãos. Para além da cultura, forte, marcante, rica e diversa, a Paraíba é amada pelos seus belos cenários, destino de milhões de turistas ao longo do ano. A hospitalidade e simpatia de seu povo são reconhecidas internacionalmente. Nós, brasileiros, nos orgulhamos deste grande estado da nossa Federação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Contudo, a Paraíba sofre hoje o que muitos dos nossos estados sofrem no campo político há mais de duas eleições: o crescente número de evangélicos eleitos para ocuparem postos no Legislativo e no Executivo. Nada contra a participação de evangélicos no poder político de nossa nação, ainda mais por constituírem uma expressiva parcela dela, portanto, merecem sim ter seus representantes no poder constituído. O que pessoalmente me entristece e me faz protestar como cidadão brasileiro e cristão, é quando vejo algumas ações de políticos evangélicos que afrontam, desrespeita e quebra a nossa Carta Magna, a Constituição da nossa República, de 1988, conhecida como “A Constituição Cidadã”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          No dia 15 de julho de 2009, o portal de notícias na internet, o G1, noticiou: “Lei obrigará deputados da Paraíba a “refletir” sobre a Bíblia antes das sessões”. O autor da lei é o deputado Nivaldo Manoel (PPS), integrante da igreja evangélica Assembléia de Deus. A justificativa dele para a importância desta lei anti-constitucional, afronta as regras do jogo político, pois estabelece o proselitismo religioso numa Casa de Leis. Disse o nobre deputado: “Às vezes são sessões acirradas, muito violentas, com muitas discussões pesadas. Então, acredito que a palavra de Deus possa melhorar um pouco os problemas que existem aqui no plenário”. Essa não é a primeira proposta do nobre deputado visando promover sua fé pessoal naquela Casa de Leis, antes, conseguiu aprovar outro projeto que obriga a Assembléia Legislativa da Paraíba a iniciar suas sessões de trabalho em nome de Deus com a leitura de um versículo da Bíblia. A atual lei vai além, pois obriga uma pregação evangélica, feita por ele mesmo, na abertura de cada sessão. Segundo o próprio deputado, serão sete minutos de pregação em cada sessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Projetos de lei similares ao aprovado na Paraíba estão em trâmite em vários estados da nossa Federação; alguns já se encontram aprovados, inclusive. Tais leis são inconstitucionais, pois o Estado brasileiro é laico. Isso significa que o nosso Estado não professa uma fé religiosa, além disso, o artigo 19, I, da nossa Constituição, diz: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes, relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Nem sempre foi assim no Brasil! A Constituição outorgada em 1824 estabelecia a religião católica como a religião oficial do Império e isso perdurou até a chegada da República em 1890. Além disso, somente católicos eram elegíveis para o Congresso, conforme obrigava a Constituição. Uma das bandeiras políticas dos evangélicos nesta época era a luta pelo estabelecimento do princípio da laicidade do Estado na Constituição do Brasil. A vitória veio com a República, e desde então, o Brasil nunca deixou de ser um Estado Laico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Causa-me espanto e grande temor, e deveria causar em todos que entendem a importância da laicidade do Estado, leis como a recentemente aprovada na Paraíba, por dois motivos bem claros: primeiro, porque fere, desobedece e macula a Constituição em vigor, que proíbe o estabelecimento e a subvenção de religiões ou práticas religiosas em todos os níveis da nossa organização federal; segundo, porque se cada vereador, deputado ou senador resolver submeter aos plenários de suas respectivas Casas de Leis projetos similares ao da Paraíba, com sucesso, estabeleceremos uma verdadeira “babel” de religiões no início de casa sessão de trabalho em nossas Câmaras. Esta é a porta que leis como essa está abrindo, pois pra sermos justos e não ferirmos outro princípio constitucional brasileiro, o direito à igualdade, então todas as religiões deveriam ser contempladas com o mesmo direito. Portanto, leis como essa desobedecem duplamente a Constituição brasileira, pois estabelecem a desigualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Se é permitido a leitura e a pregação/reflexão da Bíblia na abertura das sessões na Assembléia Legislativa da Paraíba, então, que seja também permitido aos kardecistas a leitura do Evangelho segundo Allan Kardec; aos budistas uma reflexão segundo seus princípios; aos candomblecistas seus cânticos aos orixás e manifestações mediúnicas; aos católicos romanos a recitação do rosário; aos satanistas a leitura do “livro negro” e aos praticantes de magia negra um despacho bem característico da sua fé. Caso a igualdade de oportunidades não aconteça, os nobres deputados da Paraíba estão quebrando o decoro parlamentar, pois até onde eu tenho ciência, não podem desobedecer a Constituição do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Leis como essa é um retrocesso para os ideais democráticos que aprendemos, depois de duas décadas de ditadura, de infame memória, abraçar e propagar. Leis que eleva o cristianismo ao patamar antes ocupado somente pela Igreja Católica Romana, quebra a igualdade que a nossa Constituição estabelece além de estimular o assalto à máquina estatal de outras ideologias religiosas, sob pena de descumprir a Constituição. É um absurdo e uma vergonha ululante que em 2009 uma Assembléia Legislativa de um estado da nossa Federação descumpra dessa maneira a nossa Carta Magna. Deveriam ser os primeiros a observar e a salvaguardar nossa Constituição, não rasgá-la como agora fazem. Causa-me espanto enquanto cidadão, a aprovação unânime de coisa tão esdrúxula!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Os políticos evangélicos precisam aprender, pois provam que nada sabem da História do Brasil. Precisam lembrar que antes da República, como as coisas funcionavam entre nós. Precisam trazer à memória as perseguições que sofreram por serem evangélicos, tendo templos queimados, pastores surrados, bíblias rasgadas e todas as demais mazelas sofridas pelo povo evangélico brasileiro naquele contexto histórico. Assim, aprenderão que perigo é redigir e aprovar leis que trazem desigualdade de direitos e oportunidades; aprenderão o quão equivocado tem sido – e inútil ao ideal democrático que preservamos e propagamos – a atuação dos políticos evangélicos brasileiros quando passam por cima da nossa Constituição e elegem a Bíblia como paradigma maior para regrar a vida dos cidadãos do Brasil, uma vez que tais cidadãos não têm na Bíblia sua regra de fé e prática como eles professam. Isso é obrigar as consciências, algo que os evangélicos sofrem em outros lugares onde são perseguidos por serem evangélicos. Parece vingança! Criticam tanto em seus jornais, revistas e programas de rádio e televisão os fundamentalistas islâmicos, que proíbem por lei a disseminação do cristianismo em seus países e aqui, no Brasil, fazem como eles, aprovando leis que estabelecem a desigualdade religiosa? Protestam tanto contra os comunistas chineses que impõem seus princípios ateístas à população e aqui impõem seus princípios cristãos à nossa nação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Senhoras e senhores deputados evangélicos do Brasil, aprendam, de uma vez por todas, o princípio da própria religião que vocês dizem professar: não façam com o outro o que vocês não gostariam que fizessem com vocês! Respeitem a liberdade religiosa, garantida pela nossa Constituição. Respeitem as consciências das pessoas que não desejam e não quer a Bíblia como regra de fé e vida. Aprendam com a História do nosso país e lembrem-se da lição que ela nos dá quando neste país a Igreja Católica Romana era a religião oficial do Estado. Lutem por um Estado de fato Laico, democrático, visando o bem da nossa nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Escrevo a vocês como irmão no Senhor que sou; como pastor, como tataraneto de evangélicos; respeitem nossa História, lutem pelos princípios que lutamos desde que no Brasil nos estabelecemos: um deles é a laicidade do Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Governador Jose Targino Maranhão, o senhor tem o poder e o dever de vetar tal lei! Faça isso, em nome da democracia e não temas as possíveis retaliações do povo evangélico paraibano, eles entenderão mais cedo ou mais tarde, que o Brasil é um Estado laico e que este princípio também rege o grande estado da Paraíba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Povo paraibano proteste contra esta lei! Evoquem o “Nego” da sua bandeira e neguem qualquer tentativa, de qualquer religião, de se estabelecer desta maneira no estado. Lutem por um Brasil igualitário, fraterno, livre, democrático. Honrem a nossa Constituição e façam valer os princípios ali elencados. Neguem seus votos e exerçam sua cidadania contra políticos que procedem desta maneira; políticos que não respeitam nossa Constituição, ainda que eles usem a Bíblia para lhes convencer. Como brasileiros, devemos honrar nossa pátria exigindo dos nossos políticos a igualdade, a liberdade e a fraternidade para todos os seres humanos de nossa nação, sem exceção! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Márcio Retamero é teólogo e historiador, mestre em História Moderna pela UFF/RJ e pastor da Comunidade Betel do Rio de Janeiro. E-mail: revretamero@betelrj.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-2683850284666941636?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/2683850284666941636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=2683850284666941636&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/2683850284666941636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/2683850284666941636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/07/carta-ao-povo-da-paraiba.html' title='CARTA AO POVO DA PARAÍBA'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SmanzQJ1_QI/AAAAAAAAAvk/jj49PHU5pS4/s72-c/Paraiba.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-2844369434482711086</id><published>2009-07-04T18:07:00.002-03:00</published><updated>2009-07-04T18:13:31.343-03:00</updated><title type='text'>4º DOMINGO APÓS PENTECOSTES – 28/06/2009</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Sk_FII0KI6I/AAAAAAAAAuw/aaXjuQ68vFs/s1600-h/OgAAADGjjSDf019Ps5_wOAIBgKS2oVkwA2roACvnyoufMG-QgXsgELkttfOuUiD5lrdJoD17FFf46R0e1onANUpHWgoAm1T1UEKuUDTBEjMdLu6GhGUn6lHMQcgY.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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 &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;É significativo que hoje, 28 de Junho de 2009, Dia Mundial do Orgulho LGBT, a Igreja recomenda as leituras acima elencadas para a celebração e meditação no culto dominical. Sim, é significativo porque tais leituras nos levam a refletirmos acerca de pensamentos e atitudes que devemos ter nesta vida, diante dos desafios que ela nos impõe. Especialmente para as lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, a vida impõe, através das pessoas que convivemos em sociedade, desafios tais, que por vezes até desesperamos! Carregamos o fardo do preconceito, da homofobia, da exclusão social em todos os segmentos. Carregamos o peso dos julgamentos, dos dedos que nos apontam, das línguas más que nos assolam e das mãos que nos assassinam. Carregamos o pesado fardo da diferença, quando o mundo quer impor a plasticidade, uma linha de produção de seres completamente “iguais”, como se isso fosse possível, num mundo onde o próprio Criador optou pela diversidade em todas a Sua criação. Diante de tais lutas, dilemas, fardos e desafios, ecoa forte em nossas mentes e corações no dia de hoje, a voz de Cristo Jesus, dizendo: Não temas, crê somente!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;O Salmo 30 é oração de ação de graças, feita por alguém que tem experimentado as dores e as lutas da vida, e delas tem saído vitoriosamente, com mais vigor, com mais coragem, com mais disposição de viver. Grato a Deus pelos livramentos, pelas vitórias na luta, não esquece que sobre sua vida esteve a poderosa mão do Senhor, protegendo, consolando, livrando. É uma oração que pode ser feita por todos os LGBTs que passaram por situações de ódio contra eles. É oração de todas as vítimas que se livraram da morte: os sobreviventes de ataques físicos e psíquicos; os filhos e filhas expulsos dos seus lares por seus pais homofóbicos, tendo que recorrer à misericórdia de seus amigos e amigas para terem novamente abrigo seguro, um teto; as vítimas dos golpes “boa noite cinderela”, que experimentaram o que é ser refém à mercê da maldade que só seres humanos são capazes de fazer; enfim, é oração de ação de graças de todos os sobreviventes de uma sociedade violenta, excludente, homofóbica, intransigente, intolerante, não compreensiva com a diversidade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Infelizmente, Marcelo Campos Barros, vítima da homofobia, assassinado por mãos intolerantes, não pode mais fazer essa oração de ação de graças do Salmo 30! Como ele, milhares de vítimas LGBTs ao redor do mundo, que desceram à sepultura vitimadas pelos homofóbicos, não podem mais orar o Salmo 30. Por isso, cabe a nós, os sobreviventes, a denúncia, a pressão para que estes crimes sejam solucionados e seus assassinos presos, julgados e condenados, para que conheçam a justiça. Eles não podem mais clamar por justiça, se encontram do outro lado da vida. Nós, que estamos do lado de cá, e que podemos orar com força e vigor o Salmo 30, devemos também levantar as nossas vozes contra os que nos escolheram como alvos dos crimes que cometem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Nós podemos - principalmente os experimentados na violência que assola a comunidade LGBT, dizer com o Salmista: “Eu te exaltarei, Senhor, porque me livraste, e não deste a vitória a meus inimigos”. “Mudaste meu luto em dança, desataste-me o pano de saco e me cingiste de festa”. E foi exatamente isso que Ele, em sua misericórdia e bondade conosco fez, quando nos visita com sua alegria, com sua força, com sua coragem, com seu destemor! Nós temos experimentado a realidade do verso 5, pois muitas vezes, cientes das notícias dos inúmeros assassinatos, das inúmeras maldades que cometem contra nossa gente, choramos, “ao anoitecer”; porém, a alegria logo nos vem pela manhã, não porque esquecemos os companheiros que ficaram no chão, atrás de nós, mas porque nos levantamos para que outros não sejam vítimas dos que nos odeiam. A alegria vem, e junto com ela, a coragem, a força, a tenacidade em clamar por justiça, em lutar por mundo melhor, mais justo e igualitário, curado da homofobia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;A leitura do Antigo Testamento, retirada do livro chamado “Lamentações de Jeremias”, também é significativo e relevante para nós, povo LGBT do Brasil, suas lutas, suas reivindicações ao poder público, notadamente o Senado e a Câmara dos Deputados. O poeta, autor deste Livro das Lamentações, sabemos hoje que não é Jeremias, mas este nome é dado ao escrito para lhe conferir autoridade, e no fundo, não nos importa muito o verdadeiro autor deste lindo poema de luto, porque o que nos faz refletir de verdade e depois disso, tomar atitudes diante da vida, é o conteúdo do poema reflexivo, verdadeira boa semente que ao encontrar um coração de solo fértil, produzirá, certamente, muitos frutos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;O contexto histórico do livro das Lamentações são os acontecimentos em torno do ano de 586 a.C., quando Jerusalém foi invadida e assolada pelas forças do exército da Babilônia, cujo rei era Nabucodonosor. Quem quiser conhecer melhor a história, leia o final do Segundo Livro dos Reis, os capítulos 39 e 52 de Jeremias e a visão que o profeta Ezequiel teve, narrada no capítulo 9 de seu livro. Jerusalém era considerada inexpugnável pelos seus habitantes. Impossível, pensavam eles, que um dia essa cidade caísse nas mãos dos inimigos que habitavam em redor. O Templo, para eles inviolável, e que também servia-lhes de fortaleza, jamais seria derrubado ou seria palco de atos impuros. Mas todas essas certezas caíram uma a uma diante da assolação promovida pela Babilônia. As conseqüências da assolação eram vistas por toda parte: fome e sede, assaltos, matanças, saques e incêndios; por fim, o exílio forçado das elites que comandavam.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;O Livro das Lamentações não convida o povo assolado, as vítimas apenas para chorar. O choro não deve e não pode ser infrutífero. O choro deve trazer sementes que frutificarão em ações concretas. O choro também não pode trazer o sentimento sempre perigoso da vingança; não! O choro precisa nos fazer refletir os porquês dos fatos que nos assolam; a hora de chorar é também hora de pensar. O poeta autor do nosso texto chora e pensa; grita e reflete. O autor reflete no que tornou possível tamanha assolação: será que Deus teria “retirado a sua mão protetora”? Será o inimigo que é mais forte e mais poderoso e que veio com ímpeto e acabou conquistando? Ou será que as atitudes daquele povo abriram as portas de par e par para que a assolação entrasse?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;O grande teólogo Luís Alonso Schökel, chama este lindo poema de “o abecê” do pranto, porque na engenhosidade muito inteligente de seu autor, que usa as letras do alfabeto hebraico no início de cada frase, não findando seu lamento enquanto não findar as possibilidades do signo da língua que lhe dá discurso. Este “abecê” do pranto é convite ao luto frutífero.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;As mortes das vítimas LGBTs, como Marcelo Campos Barros e todos os outros que morreram pelas mãos assassinas da homofobia, também devem, como o Livro das Lamentações, nos convidarem ao luto. Mas não ao luto que paralisa, que não faz pensar, nem dizer, nem ter atitude alguma! Jamais! O convite ao luto que essas mortes nos chamam, é convite ao luto que chora, e ao mesmo tempo pensa, reflete. É convite para chorar mas igualmente, para agir. O que nos faz, LGBTs brasileiros, “cidades fáceis de invasão” inimiga? O que nos torna presas fáceis de assassinos sedentos? Temos culpa nisso tudo ou Deus ou os assassinos? Muitas são as respostas desses questionamentos e cada um deve refletir sobre isso. Contudo, sabemos que a homofobia é a causa de todas essas mazelas. Sabemos que este é um câncer social que deve ser completamente extirpado do nosso meio. Sabemos quem fez nascer, quem promove, quem dissemina, quem alimenta e nutre a homofobia e, desgraçadamente, sabemos que os fundamentalistas que usam as Escrituras, são os grandes responsáveis por tudo isso! Sabemos que a classe política, principalmente o poder legislativo brasileiro, permanece omisso diante de tantas vítimas; sabemos que a Frente Parlamentar Evangélica, indigna deste nome, atrapalha, emperra, luta contra e vence infelizmente, as batalhas que temos travado na Câmara Federal. Sabemos que as pregações eclesiásticas dão mais força aos nossos opositores, aos nossos assassinos, torturadores e algozes. Sabemos de tudo isso e o convite que o Livro das Lamentações hoje nos faz, é chorar e vestir luto pelas nossas vítimas, mas também nos levantar e agir, não antes sem refletir.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Temos que agir! Temos que lutar e trabalhar para que o câncer da homofobia seja extirpado! Temos que nos engajar, nos envolver, nos intrometer. Temos que levantar nossas vozes e colocar nossas mentes e nossos corpos nesta luta! Temos que apoiar o Movimento Homossexual Brasileiro, as ONGs que promovem os Direitos Humanos, os políticos sensíveis à nossa causa, os líderes da militância LGBT! Temos que fazer a nossa parte, nos unindo, militando, chegando junto e realizando. Temos que nos envolver no processo de educação do nosso povo, de contribuir para a formação de opinião, de disseminar reflexões que ajudem na promoção de um Brasil sem homofobia. E a pergunta que não quer calar em minha boca é: o que você tem feito neste sentido? Tem chorado as nossas vítimas? Amém, eu também tenho! Mas o que de concreto este choro tem te levado a fazer? Ou você só chora e fica aí, paralisado, fingindo que nada disso é da tua conta, que nada disso te diz respeito e que só chora porque seu emocionalismo é por demais à flor da pele?!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Choro sem sementes de ação só servem para deixar a cara inchada e é desgraçadamente infrutífero! “Ponha a boca no pó; talvez ainda haja esperança!”&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Se não aprendemos nada com o sofrimento; se nada fazemos diante da assolação senão chorar; estará morta, em pouco tempo, a esperança que deve ser nossa bússola, nosso norte!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;O Apóstolo Paulo na Segunda Carta aos Coríntios, especificamente no trecho que lemos hoje (8.7-15), nos convida à generosidade. Como cristãos e cristãs nosso exemplo maior é Jesus Cristo, que se fez homem e se encarnou; quem não usurpou o fato de ser Deus, antes, tornou-se ser humano, para nos ensinar que o único caminho que promove felicidade, paz, honra, justiça e igualdade é o caminho que nos leva a ofertar algo. O assunto em pauta neste trecho da Carta é o mesmo do trecho que encontramos na Primeira Carta, no capítulo 16. Paulo convida os cristãos e cristãs de Corinto a recolherem ofertas para os cristãos e cristãs de Jerusalém, porque eles são necessitados; porque eles precisam da generosidade dos seus irmãos e irmãs de luta e fé; porque sem recursos materiais todo ser humano sofre e toda causa não se sustenta apenas de palavrórios e discursos. A ação é sempre o convite feito pela reflexão: “Completai, agora, a obra começada, para que, assim como revelastes prontidão no querer, assim a leveis a termo, segundo as vossas posses” (2Co 8.11).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Não há lugar para egoísmos no combate ao mal que nos assola! É preciso generosidade. A homofobia, para ser eficazmente combatida, é preciso do envolvimento material de todos nós. São poucos, muito poucos os benfeitores dessa causa no Brasil. Geralmente sai dos cofres públicos os recursos financeiros para o combate à homofobia. Não vejo mal nisso, antes, vejo prática salutar que assim seja! Contudo, não podemos deixar nas mãos do governo apenas, porque hoje o governo que ai está é favorável à nossa luta, ou pelo menos abre a mão para nos ajudar; mas e amanhã, será assim? O próximo presidente do Brasil pensará como o atual nesta questão? As empresas que têm financiado algumas ações, quando mudarem a atual diretoria, pensarão como os diretores de hoje? Assim, não devemos esperar sempre que os recursos caiam do céu ou dos bolsos do governo e dos empresários. Não vejo pessoas físicas se engajarem neste sentido em nossa luta e chegou a hora de mudar isso!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Nos EUA, a filantropia é comum. Guardando as especificidades que nos separam da cultura americana, devemos igualmente nos mover para que assim também seja entre nós; a desculpa que “essa não é nossa cultura”, faz uma tênue cortina de fumaça sobre o nosso descompromisso financeiro com a causa LGBT. Digo tênue pois esse descompromisso é cada dia mais visível e grande será a queda se, findando os atuais investimentos financeiros que agora temos, nossa causa morrer por falta de recursos materiais. Leio na mídia a respeito do “Pink Money” e embora reconheça o quanto de mito tem isso, também vejo que podemos mudar o foco dos nossos investimentos em prol da luta maior.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Todos nós podemos e devemos contribuir financeiramente com a nossa causa! Todos devemos somar, ainda que seja 1 Real! E, se você pode se comprometer com mais, deve fazê-lo para o bem de sua gente. Pare de fazer cortina de fumaça sobre seu descompromisso e aja em favor do seu povo! Ninguém é tão pobre que nada possa ofertar! Ninguém é tão rico que possa se omitir, se escondendo atrás de seu monte de dinheiro. A esses eu digo o que disse o autor de Provérbios: “quem confia nas riquezas cairá, mas os justos reverdecerão como a folhagem” (Pv 11.28).&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Finalmente, a lição que hoje o trecho lido dos Evangelhos nos dá, é a lição que devemos transmitir, principalmente aos que nos opõem, usando as Escrituras para promoverem a homofobia e o fundamentalismo religioso.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Todos os atos de Jesus, segundo os Evangelhos, foram atos de inclusão. Foram atos que promoveram igualdade e justiça. Foram atos que tiveram seu início e seu fim no amor, para promover a vida e não a morte.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;No trecho do Evangelho segundo São Marcos, hoje lido, temos dois quadros: o primeiro, de um pai desesperado diante de sua filha sem vida; o segundo, uma mulher, rejeitada, excluída, sofredora, vítima da Lei, pária, alvo de intolerância, de perseguição, de misoginia; uma mulher e um homem que encontraram na ação e não nas palavras somente de Jesus, o caminho de vida e de vida abundante.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Jairo era um homem importante, “um dos principais da Sinagoga”, nas palavras de São Marcos. Diante da agonia de sua filha adolescente (o texto nos diz que ela tinha doze anos), impotente, ele sai da sua alta posição naquela sociedade tão estratificada para prostrar-se aos pés de um andarilho taumaturgo que prega o amor, Jesus Cristo. Certamente ele já tinha ouvido falar do jovem Galileu que era capaz de fazer milagres e correu ao seu encontro, implorando, que Ele faça alguma coisa para salvar sua filha, objeto de seu amor sem medida. “Jesus foi com ele”, segundo o texto, e, “grande multidão o seguia, comprimindo-o”. No meio desta multidão, uma outra filha de Deus, aflita, doente, vítima da exclusão social, alvo da maldade humana e refém – como nós LGBTs – da Lei que não a favorecia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Esta mulher, anônima como muitas mulheres das Escrituras, marca do patriarcado da época, sofria havia doze anos com uma hemorragia, um fluxo sanguíneo que não cessava; tinha feito de tudo, procurou os melhores médicos, gastou o que tinha e o que não tinha e nada a curava, antes, ia de mal a pior. Sua enfermidade fazia dela um “não ser”, pois obrigava a não ter contato com ninguém, inclusive amorosamente. Segundo a Lei em vigor, ela era uma impura – como somos, os LGBTs, considerados impuros pelos donos da religião, os secretários de Deus – e sua impureza tornava-a uma “intocável”. Dizia a letra assassina da Lei: “Também a mulher, quando manar fluxo de sangue, por muitos dias fora do tempo da sua menstruação ou quando tiver fluxo do sangue por mais tempo do que o costumado, todos os dias do fluxo será imunda, como nos dias da sua menstruação” (Lv 15.25). Para esta mulher, viver em sociedade era algo praticamente impossível! Era uma “ninguém”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Ela também tinha ouvido falar do jovem Galileu andarilho do bem, que promovia através de suas ações, a vida. Ele, depois de tudo o que ela viveu; depois de todo padecimento nas mãos dos médicos; depois de todos os seus recursos materiais gastos, viu Nele a sua última chance. Escondida, como todas as vítimas sociais dos dias de hoje, sob o anonimato e certamente temendo que alguém a descobrisse ali, transmitindo “impureza” com sua enfermidade a todos; ela ousou e tomou um ato de coragem; ela agiu e tocou nas vestes do jovem Galileu. “Quem me tocou nas vestes?” – perguntou Jesus. Os discípulos não acreditaram na pergunta! “Vês a multidão que te aperta e dizes: quem me tocou?” O toque da pária, da mulher enferma, da vítima social da Lei, foi um toque diferente. Foi um toque que partiu do desespero de um ser que já não suportava mais a exclusão da qual era vítima. Ela sofria e sofria profundamente!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Diante do que ouviu, ela novamente tomou coragem e saiu do anonimato, porque é isto que faz o amor, a compreensão, o toque que cura: nos tira do anonimato e traz luz à nossa existência, nos enche de orgulho e nos torna seres, agentes, protagonistas e não vítimas da nossa história! Ao tocar nas vestes de Jesus, a enfermidade que a fazia sofrer em todos os sentidos, teve fim; teve fim porque o amor cura. “Então a mulher, veio, prostrou-se diante dele e declarou-lhe toda a verdade”. Porque somente na verdade pode existir vida. Somente na verdade opera o poder de Deus. É na verdade e com a verdade que Deus trabalha. A verdade daquela mulher era que poucos minutos antes deste toque, era uma impura, uma excluída, uma não ser. Agora, a verdade dela era bem diferente; sua verdade agora era alguém que podia ser, que não mais estava excluída, antes, incluída. A verdade agora era que ela, alvo da lei que oprimia, que tirava dela a dignidade de ser, agora era liberta.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;“Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal”, disse Jesus. A ação que aquela mulher praticou fez com que ela encontrasse o poder que a tiraria do anonimato, que a libertaria da Lei, que a curasse e que trouxe dignidade verdadeira a ela. Aquela ação de coragem fez com que de excluída ela passasse a inclusa. Temos muito o que aprender com a “mulher hemorroíssa”! Como ela, nós somos considerados impuros pela religião. Como ela, somos vítimas da Lei que não nos contempla e que nos atira numa exclusão social desgraçada! Como ela, somos alvos de ações, de palavras que nos tiram a dignidade. Como ela, somos alvo do ódio alheio, da incompreensão de quem não nos entende porque não busca entendimento. E talvez como ela, você tem gasto todos os seus recursos para ser aceito e sair das sombras da exclusão, ainda que fingindo ser quem você não é; vivendo uma mentira que só te desumaniza, te fere e te faz um não ser!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Deixa eu te dizer uma coisa: tome coragem! Tome coragem e faça com esta mulher anônima! Aja em teu favor, saia da vitimização, busque o que pode te incluir e te dar dignidade! Faça algo!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Aos religiosos que excluem o povo LGBT: está aqui, senhores fundamentalistas, o que Jesus fez quando esteve aqui: incluiu os considerados impuros pela religião! Agiu, ao contrário de vocês, pelo amor e com amor; tomem vergonha na cara e façam como Ele fez ou deixem de pousar como cristãos, porque de cristãos, vocês só tem isso mesmo, um rótulo, cujo conteúdo não corresponde à marca que traz!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Mas este sermão estaria incompleto se eu deixasse de falar sobre o primeiro quadro do texto do Evangelho de hoje: Jairo e sua filha. Enquanto Jesus falava com a mulher que tinha acabado de incluir, chega a notícia que destroçou Jairo: sua filha, antes agonizante, morreu! Jesus, ao ouvir a notícia, disse a Jairo: não temas, crê somente! (Mc 5.36b). E porque acreditou, recebeu novamente sua filha com vida!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;A mesma palavra, o mesmo convite à fé é nos feito hoje: não temas, crê somente! Esta é a atitude que devemos ter diante de tantos desafios que temos que enfrentar. É a atitude que devemos ter diante dos obstáculos que colocam em nosso caminhar. É a única atitude que devemos ter antes da ação, porque fé nos convida a ação, não nos permite que fiquemos paralisados, sem nada fazer. Fé é convite ao engajamento, ao enfrentamento dos problemas. Neste dia do Orgulho Mundial LGBT, ouçamos o convite do Espírito: não temas, creia! Assim fazendo, assim agindo, seremos mais que vencedores! Que assim seja! Amém!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-2844369434482711086?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/2844369434482711086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=2844369434482711086&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/2844369434482711086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/2844369434482711086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/07/4-domingo-apos-pentecostes-28062009.html' title='4º DOMINGO APÓS PENTECOSTES – 28/06/2009'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Sk_FII0KI6I/AAAAAAAAAuw/aaXjuQ68vFs/s72-c/OgAAADGjjSDf019Ps5_wOAIBgKS2oVkwA2roACvnyoufMG-QgXsgELkttfOuUiD5lrdJoD17FFf46R0e1onANUpHWgoAm1T1UEKuUDTBEjMdLu6GhGUn6lHMQcgY.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-4923934585227601099</id><published>2009-07-02T16:20:00.001-03:00</published><updated>2009-07-02T16:22:08.472-03:00</updated><title type='text'>Reconhecimento Pastoral</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Sk0IrwiDuMI/AAAAAAAAAuo/S1nkOR0jHYM/s1600-h/brinde_iab_02-medium.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 126px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Sk0IrwiDuMI/AAAAAAAAAuo/S1nkOR0jHYM/s320/brinde_iab_02-medium.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353945079868537026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O IAT- Instituto Anglicano de Teologia "Dom Barry Frank Peachey", na figura de seu Deão Acadêmico, Dom ++ Ricardo Lorite de Lima, Arcebispo Primaz Metropolitano da Igreja Anglicana do Brasil, e de seu Magnífico Reitor, Dom++Ydenir Prudenciano Machado, Arcebispo Coadjutor Metropolitano da Igreja Anglicana do Brasil, aprovou no dia 20 de Junho de 2009, o título de Doutor Honorário em Teologia e Divindade aos nossos irmãos Rev. Márcio Retamero (Betel, Rio) e Rev. Cristiano Valério (ICM, São Paulo), pelo maravilhoso trabalho de inclusão que vêm realizando junto à Igreja de Cristo. A proposta foi encaminhada por Dom + Peterson Salomão e Alves, Bispo Missionário do Vale do Paraíba e Rio de Janeiro (IAB) e Coordenador Nacional da Pastoral Anglicana do Ecumenismo, Inclusividade e Diálogo Inter-religoso, contando com a aprovação unâmine de todos os membros da câmara episcopal da referida igreja, mantenedora do intsituto. Parabéns aos novos Doutores !!!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;++Revmo Dom Ricardo Lorite de Lima / ++The Most Rev'd Ricardo Lorite de Lima&lt;br /&gt;Arcebispo Primaz Metropolitano da Igreja Anglicana do Brasil /  Metropolitan Archbishop Primate of  Anglican Church of Brazil&lt;br /&gt;Comunhão das Igrejas Episcopais Evangélicas / The Communion of Evangelical Episcopal Churches&lt;/p&gt; &lt;p&gt;  &lt;a href="http://www.igrejaanglicana.com/" title="www.igrejaanglicana.com"&gt;www.igrejaanglicana.com&lt;/a&gt;  / &lt;a href="http://www.theceec.org/" title="www.theceec.org"&gt;www.theceec.org&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-4923934585227601099?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/4923934585227601099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=4923934585227601099&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/4923934585227601099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/4923934585227601099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/07/reconhecimento-pastoral.html' title='Reconhecimento Pastoral'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Sk0IrwiDuMI/AAAAAAAAAuo/S1nkOR0jHYM/s72-c/brinde_iab_02-medium.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-6624807055366704338</id><published>2009-06-30T04:21:00.002-03:00</published><updated>2009-06-30T04:26:49.867-03:00</updated><title type='text'>3º Domingo após Pentecostes - 21/06/2009</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Skm9UIyQcmI/AAAAAAAAAug/NBdpKdpbi_o/s1600-h/40ordinarioB12.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353017785759855202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Skm9UIyQcmI/AAAAAAAAAug/NBdpKdpbi_o/s320/40ordinarioB12.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;AS TEMPESTADES DA VIDA E A SOBERANIA DE DEUS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Leituras Bíblicas: Sl 107.1-3,23-32 - Jó 38.1-11 - 2Co 6.1-13 - Mc 4.35-41&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Você já encontrou alguém que não tenha passado, nesta vida, por provas e tribulações? Você conhece alguém que não passou por uma grande tempestade na vida? Eu não conheço! Todos os que conheço passaram ou passam, neste momento, por momentos de provas e tribulações. Gente que tem muito dinheiro e gente que não tem nenhum. Na verdade, se há algo que nivela os seres humanos enquanto vivem, é o fato de que nesta vida, todos passam por tempestades existenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos se enganam, achando que o dinheiro, que a suficiência financeira é salvo conduto de tribulação e tempestade. Certamente que o dinheiro nos ajuda a não passar por privações nesta vida, que o dinheiro nos dá oportunidades grandes para realizarmos coisas que sem ele, não dá pra realizar. Contudo, longe está da verdade a falsa impressão de que o dinheiro nos salva de tribulações na existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós estamos cientes das tribulações pelas quais tem passado o nosso Vice-Presidente José Alencar. Um homem rico, que conquistou muito materialmente. Sua dor, sua doença e sua luta pela sobrevivência são públicas. José Alencar luta contra o câncer já algum tempo; sabemos que tem entrado e saído dos hospitais. Como ele, milhares de pessoas com suficiência financeira ao redor do mundo sofre neste momento, simplesmente porque o dinheiro, que pode comprar muito, não compra tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos autores cristãos, ao longo da História, pensaram e escreveram sobre o sofrimento humano à luz das Escrituras. Muitos poetas escreveram sobre o assunto. Muitos cantores deram voz às letras de compositores que compuseram lindas canções sobre as tribulações, as tempestades, as águas turbulentas do mar da vida. Posso citar centenas de exemplos na literatura, na música, nas artes plásticas, que tratam da questão sempre presente: por que sofremos? Por que passamos por águas tumultuadas nesta vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o livro das Escrituras mais emblemático na questão do sofrimento e que marca muitos leitores da Bíblia é o livro de Jó, nossa primeira leitura neste domingo. Todos conhecemos o mito: Jó, diz o autor, era um homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal. Mas isso não foi o bastante para o livrar de provações, de tribulações, de tempestades na vida! Jó orava, prestava culto a Deus, intercedia pelos seus filhos e filhas e, essencialmente, era bom. Gosto do pormenor: “desviava-se do mal”, ou seja, era um homem que buscava andar corretamente. As veredas que Jó tinha abaixo de seus pés, os caminhos traçados pelos passos de Jó, eram caminhos de justiça, paz, amor, alegria: Jó desviava-se do mal. Contudo, exceto Jesus, é o personagem nas Escrituras que mais sofre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moldura da tela da vida de Jó, não é uma moldura feia. A vida de Jó em tela passa por angústias e provações. Passa por um grande mar encapelado; teve um momento nisso tudo que ele amaldiçoou o dia em que nasceu. Deplorou o dia em que seus olhos viram a luz. Jó se desesperou diante de seu próprio sofrimento, duplicado pelas acusações de pecado oculto que lhe faziam seus “amigos da onça”. Até sua mulher, um dia disse: amaldiçoa teu Deus e morre! Ele a chamou de louca e disse que Deus tinha um objetivo naquilo tudo e que se ele recebeu das mãos dadivosas do Senhor as bênçãos; da mesma mão, receberia também as provações. Mas este é o miolo da vida de Jó, não foi o início da sua vida. O início da vida de Jó era um início promissor, de abundância, de alegria, de fartura, de coisas boas, de saúde, de poder econômico, de abundância de filhos e filhas. Quando o sofrimento chegou, quando as águas de sua vida encapelaram-se, Jó já tinha conhecimento do lado feliz. O fim de Jó, segundo o autor, foi duplamente melhor que o início; diz o autor que ele recebeu tudo em dobro das mãos de Deus. Contudo, a maioria dos leitores se apegam ao miolo da vida, porque é neste miolo que realmente encontramos exemplo para nossas vidas; é neste ínterim, entre abundância e duplamente abundância que reside os grandes ensinamentos para as vidas dos leitores das Escrituras. E por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque talvez você e eu não tenhamos tido ainda em nossas vidas a abundância do início de Jó, tampouco a dupla abundância do fim de Jó. Mas, certamente eu e você conhecemos bem a dor, as provações, as privações, os mares encapelados da vida. O que aprendemos com Jó e especificamente, o que aprendemos com a passagem que lemos hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A passagem que lemos hoje está lá no fim do livro. É o início do fim do sofrimento de Jó. É a voz de Deus que ecoa em seus ouvidos, depois de muitos urros soltados por Jó. Gosto muito de me ater ao pormenor do texto: Deus falou com Jó do meio de um redemoinho! Vocês já viram um redemoinho? Já viram? Talvez não! Mas com certeza vocês já estiveram no meio de vários nesta vida, não é? Pois então, foi neste contexto da vida de Jó que Deus com ele fala; e não fala para lhes prestar contas, nem mesmo responde as perguntas profundamente existenciais que Jó faz durante o miolo de sua vida de sofrimento. Não! O Senhor não dá explicações alguma pra Jó, tão somente o Senhor faz um longo discurso e o objeto deste discurso não é sobre a bondade de Jó, nem sobre as veredas que os pés de Jó traçaram durante sua caminhada nesta terra; nem um elogio sequer sai da boca de Deus neste discurso. Deus fala e quando fala, fala de algo que desgraçadamente só sabemos na teoria! Deus fala sobre a sua soberania!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus mostra a Jó que Ele é Deus! “Acaso, anularás tu, de fato, o meu juízo? Ou me condenarás para te justificares?” (Jo 40.8). Diante disso, diante do Todo Poderoso, do Soberano Senhor de tudo o que existe, fica pequenino o ser humano Jó! Deus lhe mostra que desde as coisas mais selvagens às que só dizem respeito aos seres humanos é Ele e não o ser humano, que tem absoluto controle de tudo o que existe! Diante de tal verdade, Jó tem somente uma resposta: “Bem sei que tudo podes!” Ah, meus irmãos, está ai uma definição que, ainda tênue, ainda incompleta, arranha o que Deus é: Ele tudo pode! Tudo pode e “nenhum de seus planos pode ser frustrado!” Ele é! Simples assim! Ele pode! Ele é Deus e nós não temos, de fato, idéia do que é ser Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que a atual teologia pregada nos púlpitos do nosso país está centrada no ser humano ao invés de estar centrada em Deus. Eu sei que, desgraçadamente, temos mais antropologia que teologia nas pregações atuais. Eu sei que até mesmo o ato de culto é um ato egocêntrico, centrado no ser humano, a ponto de alguns dizerem: hummm que culto “chato”! Oba, que culto bom! Nossa, que culto morno! A partir do que classificam assim? A partir de si mesmos: se arrepiou, o culto foi maravilhoso; se não arrepiou, se não soltou um glória a Deus, o culto foi morno, frio, gélido! Então, essas pessoas cultuam não a Deus, antes, cultuam o que a liturgia faz ou deixa de fazer com suas emoções!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da majestade, da soberania, de tudo o que Deus é – e olha que não apreendemos, de fato, o que Deus é – resta-nos o mesmo que restou a Jó: “Sou indigno: que te responderia eu? Ponho a mão na boca”. Diante da majestade gloriosa do Senhor, que nos fala no meio dos redemoinhos de nossas vidas, só nos resta chegar à mesma conclusão: depende sou, Senhor, de Ti! O Rei Salomão disse que outras palavras, mas com a mesma essência, em ato de culto: “quem sou eu, Senhor? E quem é o meu povo para que algo te ofereçamos? Pois tudo vem de Ti e, da Tua Mão, to damos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus irmãos e irmãs em Cristo, nós precisamos, como Isaías proclamou, nós precisamos ir à Lei e ao Testemunho novamente! Precisamos fazer o mesmo caminho percorrido por Lutero e Calvino. Precisamos voltar às fontes. Precisamos re-significar Deus e re-aprender Dele. Precisamos ser como Jó! Deus, como declarou Karl Barth, é o Totalmente Outro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense na sua vida! Olhe hoje para trás e veja se Deus, lá atrás, também não falou contigo nos meios dos redemoinhos da sua vida! Pense e perceba que Ele falou sim, você talvez não tenha ouvido porque estava por demais centrado em si mesmo para ouvi-Lo, e por isso, a única coisa que você conseguia ouvir eram seus gemidos e lamentos. A única coisa que conseguia ouvir, eram as acusações dos teus amigos da onça! Mas volte hoje às tempestuosas passagens da sua vida; visite novamente os períodos de angústias e tribulações e abra teus ouvidos e ouça o que o Senhor, lá atrás, te disse! Não tenho dúvidas, Ele te disse: Eu sou Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, meus irmãos! Não fosse a misericórdia, teríamos perecido! Não fosse a Graça Escandalosa do Senhor, teríamos nos afogado nos mares desta vida! Ainda que não tenhamos escutado o Senhor nos dizer “Eu sou Deus!” nosso coração Nele descansou e passamos o vale de lágrimas e aqui chegamos! Mas talvez, você esteja passando hoje novamente pelo vale de sombra; pode ser que você neste momento esteja no que você considera a pior fase de sua vida; pode ser que neste momento, você esteja no meio do encapelado mar da tua vida e as ondas estejam te sufocando! Pode ser que você neste momento só consiga escutar o barulho das ondas, o falatório louco dos que te cercam; talvez até mesmo alguém, como a mulher de Jó, tenha dito a você no atual contexto: amaldiçoa teu Deus e morre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, Deus hoje, pela Sua Palavra que é viva, está te dizendo: Eu sou Deus em tua vida como fui Deus na vida do meu servo Jó e é aqui mesmo, desde este redemoinho existencial, que falo hoje contigo! “Humilhai-vos, pois, sob a poderosa Mão de Deus, para que a seu tempo, Ele vos exalte!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e ele os livrou das suas tribulações” (Sl 107.28). Davi precisou lembrar ao povo do seu tempo as grandiosas obras que Deus tinha feito no meio do deserto quando seus antepassados atravessavam aquele período árido e seco de suas existências. Davi precisou lembrar ao povo: olhem para trás, vejam o que Deus fez, pois o que Ele fez lá, Ele continua fazendo hoje! Davi trouxe à memória de sua gente o que podia lhes dar esperanças: Deus ainda é Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Apóstolo Paulo precisou de fazer o mesmo com a Igreja de Corinto em sua segunda epístola àquela comunidade, conforme nossa segunda leitura. Paulo precisou lembrar-lhes que não podemos receber em vão o que de graça e pela Graça recebemos de Deus. Precisou lembrar-lhes que o tempo de Deus é sempre hoje e que o minuto de Deus é sempre agora. Lembrou-lhes que ele mesmo, embora ministro do Evangelho, embora vaso de honra, instrumento de Deus, passou por águas tumultuosas em sua vida: “na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns...” (2Co 6.4-5). Paulo cita os paradoxos da vida em Deus. Paradoxos que nos impele pra frente, que nos faz crescer, que nos leva pra mais perto da soberana vocação e pede: dilatai-vos. Abrem-se! Sejam abertos vossos corações e vossos olhos; sejam abertos vossos entendimentos para saber que nos paradoxos da existência, seja na alegria, na abundância, na glória; seja nos sofrimentos, nas provações, nas angústias e nas tempestades; é que Deus se revela como Deus e nos ensina que Ele é Soberano: não menos que isso! Não temais, pequenino rebanho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por acaso não é isso mesmo que aprendemos na passagem do Evangelho de hoje? O que nos relata o final do capítulo 4 de Marcos? Relata-nos que Jesus estava à beira do Mar da Galiléia e fez um convite aos seus discípulos: “passemos para a outra margem”. A multidão, que não o largava mais, não se conteve e seguiram o barco: “e outros barcos o seguiam”. Os discípulos e a multidão que o seguia não sabiam, mas entre uma margem e outra, haveria uma tempestade. Entre uma margem e outra de suas vidas, eles conheceriam o pavor, o medo, a fragilidade que os constituía, a angústia e o sentimento de incapacidade diante de uma tempestade que balançou sobremaneira os seus barcos, até ali, para eles, lugar seguro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é, que nesta vida, somos convidados o tempo todo para “passarmos a outras margens”. Nosso barco, lugar que consideramos seguros, já fizeram travessias calmas e seguras. Contudo, entre uma margem e outra, também acontece tempestades que, se não fosse o Senhor, teria virado nossos barcos e seríamos afogados pelas altas ondas que assolavam ou que assolam, nossos barquinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim com eles naquele dia: aquela travessia tantas vezes percorrida por dever de ofício para alguns (eram pescadores ou eram pessoas da Galiléia), naquele dia, foi uma travessia difícil, desesperadora! A tempestade era demais! Ventos batiam contra seus barcos; ondas ameaçavam seus barcos; as águas já entravam! Enquanto isso, o que fazia Jesus? Dormia sobre o travesseiro (Mc 5.38). Não é assim que você também percebe neste momento de tempestade da sua vida? A tempestade cai forte sobre seu barco; ventos e ondas balançam seu barco; ta fazendo água dentro do seu barco; você completamente desesperado, está vendo Jesus dormindo sobre o travesseiro. Você chama e ele não age. Você clama e parece que ele continua, bem sossegado, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos não agüentaram! Acordaram-no aos gritos: “Mestre, não te importa que pereçamos?” Você não está nem ai se essas águas tumultuosas nos afoguem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça a mesma coisa hoje! Isso! Você que está passando por esta tempestade, irritado com o sono de Jesus no teu barco, faça a mesma coisa! Grite! Clame! Questione! Levanta a tua voz e diga pra ele: não te importa que eu pereça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho dúvidas que você vai passar pelo mesmo que os discípulos passaram naquele dia; você verá o Senhor se levantar e ordenar ao vento e ao mar da tua vida: “Acalma-te, emudece!” E grande bonança se fará! Mas esteja preparado para o mesmo assombro que acometeu os discípulos: quem é este que até o vento e o mar obedecem?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se te revelará a soberania de Deus! O convite que Ele te fez para passar à outra margem tinha a certeza Nele da tempestade que te assolaria, mas, de igual modo, tinha a certeza Nele de que Ele é Deus e Soberano Deus e que você não sucumbiria à mais esta tempestade em sua vida porque Ele está no teu barco, ainda que dormindo! O convite para passar à outra margem é convite para crescer, para se auto-conhecer, conhecer seus limites, sua fragilidade, sua impotência diante de tantas coisas nesta vida; contudo, não é um convite que te levará para o abismo, para a morte por afogamento, mas é um convite para a salvação Nele, para o reconhecimento de sua soberania e poder, para que você deixe de ser presunçoso, auto-suficiente, altivo e, me perdoe, bobo, achando que pode alguma coisa! Nossa suficiência está no Senhor e a Ele pertence!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul Simon escreveu e Elvis Presley tornou famosa a canção “Bridge Over Troubled Water” (Ponte Sobre Águas Turbulentas), um clássico da música gospel. Eu quero te convidar a meditar nas verdadeiras palavras desta velha canção. É um convite à fé; é um convite a crer e a conhecer a soberania de Deus. Sim! Há tempestades em nossas vidas e, se você não passou por nenhuma delas, não tenha dúvidas que ainda passará. Ouso dizer que, se você não passou por tempestades nesta vida, é porque você está paralisado; você não está caminhando e não tem escutado o convite: passe à outra margem. Mas, se você tem caminhado, aceitou o convite e foi surpreendido pela tempestade, preste atenção nesta letra! Deixe que ela se instale em você e creia na soberania de Deus! Assim seja! Amém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Bridge Over Troubled Water (tradução)&lt;br /&gt;Elvis Presley&lt;br /&gt;Composição: Paul Simon&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Ponte Sobre Águas Turbulentas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quando você está enfraquecida, sentindo-se pequena&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quando as lágrimas estiverem em seus olhos&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu enxugarei todas elas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Estou ao seu lado, quando os tempos se tornarem tempestuosos&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E os amigos simplesmente não podem ser encontrados&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Como uma ponte sobre águas turbulentas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu me estenderei Oh, como uma ponte sobre águas turbulentas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu me estenderei&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quando você está pra baixo e desligada,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quando você está nas ruas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quando a noite cair, de forma tão dura,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu te confortarei&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu assumirei sua parte, quando a escuridão vier&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E a dor está toda ao redor...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Sim, como uma ponte sobre águas turbulentas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu me deitarei&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Oh, como uma ponte sobre águas turbulentas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu me deitarei&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Navegue, garota prateada,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Navegue o seu caminho&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Seu tempo de brilhar chegou&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Todos os seus sonhos estão a caminho&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Veja como eles brilham&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Oh, se você precisar de um amigo&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu estou navegando bem atrás de você&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Sim, como uma ponte sobre águas turbulentas,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu aliviarei sua mente&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Como uma ponte sobre águas turbulentas,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu aliviarei sua mente....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rev. Márcio Retamero&lt;br /&gt;Pastor da Igreja&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-6624807055366704338?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/6624807055366704338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=6624807055366704338&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/6624807055366704338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/6624807055366704338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/06/3-domingo-apos-pentecostes-21062009.html' title='3º Domingo após Pentecostes - 21/06/2009'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Skm9UIyQcmI/AAAAAAAAAug/NBdpKdpbi_o/s72-c/40ordinarioB12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-4403000006068042244</id><published>2009-06-16T16:23:00.002-03:00</published><updated>2009-06-16T16:25:42.745-03:00</updated><title type='text'>2º Domingo após Pentecostes - 14/06/2009</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SjfxsAqn30I/AAAAAAAAAuQ/9qDA5kw_7u0/s1600-h/bible_by_candlelight.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348008820921065282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SjfxsAqn30I/AAAAAAAAAuQ/9qDA5kw_7u0/s320/bible_by_candlelight.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Leituras Bíblicas: Ez 17.22-24 – 2Co 5.6-17 – Mc 4.26-34&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O INCLUSIVO REINO DE DEUS CRESCERÁ!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomamos neste domingo, o Tempo Comum, segundo o calendário da Igreja. Ao contrário do que pensam muitos, o Tempo Comum não é um período “sem graça” [isso jamais acontecerá na Igreja onde a Graça se faz sempre presente], mas é o período em que paramos para meditarmos na Era da Igreja ou na Era do Espírito, por isso também o chamamos, na verdade, preferimos o termo “após Pentecostes”. A cor verde, usada nas estolas pastorais, simboliza a esperança do cristão e da cristã. Esperança do estabelecimento do Reino do Senhor que já chegou, embora muitas vezes imperceptível. Cabe à Igreja, que vive na Era do Espírito, “após Pentecostes”, não apenas disseminar, semear as sementes do Reino de Deus, mas também, torná-lo visível pelo seu caminhar aqui na terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As leituras que hoje fazemos nas Escrituras falam-nos a respeito do Reino de Deus [Ez 17.22-24 e Mc 4.26-34] e da conduta dos seres humanos que são súditos deste Reino [2Co 5.6-17]. Nosso propósito ao meditarmos nessas leituras, é buscar a compreensão do que é o Reino, o que o constitui e como é este Reino, bem como entender como vivem os que fazem parte deste Reino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura, retirada do livro do Profeta Ezequiel, narra-nos numa parábola, o que o Senhor fará a respeito do seu Reino. É preciso lembrar, para melhor entender, que Ezequiel é aquele profeta que vive no contexto do exílio, na Babilônia. Recebe seu ministério em terra estranha, no exílio, para exortar, consolar e edificar tanto o povo de Deus que se encontra nesta triste condição, afastados de sua pátria, como também o povo que permaneceu em Jerusalém e em todo o território do Reino de Judá. A parábola do cedro exorta o povo de Deus subjugado pela Babilônia a crer no Senhor Soberano, que usa até mesmo os reveses da vida para ajudar seu povo a converter-se dos seus péssimos caminhos. No meio da dor, da angústia e da saudade da terra natal, Deus os chama à esperança: o exílio não é e nem pode ser o fim; Ele dará um novo começo; suscitará descendência ao rei Joaquim e restabelecerá o Trono de Davi. Tudo isto acontecerá não pelo merecimento do povo, mas pela Sua Graça e Soberania. De um broto novo, o cedro será o mais forte, o mais formoso, o maior de todos os cedros; tão grande que abrigará “pássaros de todo tipo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos limitados dos seres humanos não conseguem enxergar este belo trabalho que Deus anuncia que fará pela boca do seu profeta. O contexto, a realidade que os circunda é dura demais para crerem que isso realmente acontecerá. Certamente muitos tomaram Ezequiel por doido. Faz mais de uma década que eles estavam no exílio, Jerusalém, a Cidade Santa, encontra-se arrasada; seus muros derribados; assolação na terra prometida é o cenário. Não é possível, humanamente falando, uma restauração. Jamais o rei da Babilônia nos deixará voltar, pensam possivelmente, a maioria dos ouvintes/leitores de Ezequiel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A confiança exige enxergar além do que nossos olhos enxergam. Fé é a certeza das coisas que não vemos. Crer na Soberania de Deus, que reverte situações calamitosas em situações de felicidade, é confiar que o que para nós é impossível, é possível para Deus. A vida, a partir de Deus, nasce até mesmo onde não há chances de sobrevivência. Ele não é somente o Autor, mas é o Doador da Vida. E aqui aprendemos uma importante lição: é na Soberania de Deus, na total convicção que Ele rege este mundo com poder, é que deve ser dirigida a atenção daqueles e daquelas que Nele acreditam, não nas circunstâncias imediatas. Essas, se ruins, se na verdade, péssimas, onde nada enxergamos além da calamidade que assola, estão debaixo da Poderosa Mão do Senhor que tudo sustém! Ele derruba as árvores hoje altas e eleva as árvores hoje mirradas, pequenas demais para que alguém deposite algum crédito nelas. Ele corta e abate a árvore que Ele quiser e faz de uma arvorezinha um grande cedro. E assim é o Seu Reino: nada lhe escapa às mãos! O Reino de Deus, portanto, é a completa Soberania de Deus, Seu controle, Sua obra em nossa realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Reino de Deus não depende do ser humano para se estabelecer e não é a vontade humana, o esforço próprio, que faz com que alguém se torne cidadão neste Reino. O Reino de Deus independe do trabalho humano, pois é Deus quem o semeia, o aduba, cuida da semente plantada e a faz crescer e dar frutos [Mc 4.26-29]. O Reino de Deus, o total domínio de Deus, o exercício de Sua Soberania, se dependesse dos seres humanos, não se estabeleceria, pois nós não gostamos de nos imaginar dependentes e à mercê do comando de outrem, ainda que seja de Deus. E disso temos certeza, ainda que alguns digam que não. A heresia arminiana nasceu daí: do medo do ser humano de ser controlado por Deus, por isso, dizem eles, obras são importantes; por isso dizem eles que cabe ao ser humano a escolha de aceitar ou rejeitar a salvação dada por Deus em Cristo; por isso eles dizem que santidade é esforço próprio; por isso eles colocam o ser humano como cooperador de Deus como se isso fosse possível! Não e não! Deus é Soberano e isso por si só já diz que em suas mãos está o controle de todas as coisas; nada lhe escapa! Sua vontade sempre é cumprida e nada e ninguém pode opor-lhe. O Reino de Deus, seu controle absoluto, seu domínio entre nós foi atestado pelo próprio Jesus, quando nos declarou: quem de vocês pode aumentar sua estatura ou fazer nascer cabelo em vossa cabeça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cristãos necessitam hoje – e necessitam demais – de reaprenderem sobre a Soberania de Deus! Pregações pervertidas que usurpam a glória de Deus não é raro, antes, costumeiro, em muitas igrejas! É ensinado em muitos lugares que nossos esforços nos fazem santos; que nossas boas obras nos ajudam a ganhar pontos no céu e nos torna merecedores da Graça de Deus. É ensinado em muitas igrejas que “depende de nós” o estabelecimento do Reino e confundem isso com evangelização! Não! O Reino de Deus já estabelecido foi, pois não é possível que Aquele que criou não governe e mantenha em sua santa providência o mundo! É por livre e espontânea vontade que Deus quis de nós depender na pregação do Evangelho, pois se Ele o contrário decidisse, assim seria, pois quem somos nós? “Erva, que hoje está e amanhã, morre!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Reino de Deus, ainda que para muitos, imperceptível como um grão de mostarda [Mc 4.30-32], quando se mostra em sua força e poder torna-se grande e altaneiro a ponto de dobrar a altivez humana que se pretende controlador do mínimo que seja neste mundo! Não! Quem controla é Deus! O Reino de Deus é plantado em nosso coração duro como uma pequena semente, mas ela cresce e se torna tão grande que é total em nossas vidas. No início não percebemos o crescimento do entendimento da Soberania de Deus em nossas vidas, mas aos poucos, tal entendimento vai tomando conta de nossas percepções então entramos no descanso preparado para nós: Deus está no controle!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este entendimento exige de nós o abandono de toda pretensão humana; exige de nós o abandono de todo desejo de controlarmos o que quer que seja sobre nossas vidas. Exige de nós um novo caminhar sobre a terra, uma nova conduta, uma nova visão da realidade que nos cerca, uma nova postura em relação às muitas ansiedades que carregamos como entulho em nossas vidas! O entendimento do domínio de Deus, de Seu Reino em nós e no mundo no qual habitamos, exige de nós não o conhecimento histórico da pessoa de Jesus, que o Apóstolo Paulo chama de “conhecimento segundo a carne” [2Co 5.16] porque este conhecimento não traz certeza na alma de que Jesus é Senhor; mas exige que O conheçamos como Senhor e todo senhor que se preze, controla, governa e mantém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, quando entendemos tudo isso e quando esta certeza se instala no nosso coração, tudo em nossa vida se faz novo! Nascemos novamente! Nos tornamos “novas criaturas”; e a conseqüência disso é o completo abandono dos caminhos nos quais andávamos: caminhos de neuroses, caminhos de frustrações em tentativas malogradas de um mínimo de controle que seja sobre as coisas; caminhos de auto-engano numa mentira chamada “auto-suficiência”; caminhos de ansiedade que nos adoece quando os fatos se nos impõem e nos mostram o quão frágeis somos e que super-heróis é fruto de ficção, não realidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cura para todo esse lixo que nos pesa e amarga e muitas vezes adoece nossas vidas é conhecer Jesus, não segundo a carne, mas segundo o Espírito que nos revela que Ele é o Rei, o Senhor, o Único e o Suficiente Salvador em nossas vidas. Com isso, recebemos a boa semente do Reino que nos mostra que somos dependentes de Deus e que nada podemos fazer sem sua presença em nós. E isso nos traz descanso, paz, alegria, contentamento, coração grato e cura! Novas criaturas em Cristo: assim são os cidadãos do Reino! Seja assim entre nós e em nós! Amém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rev Márcio Retamero&lt;br /&gt;Pastor da Igreja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-4403000006068042244?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/4403000006068042244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=4403000006068042244&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/4403000006068042244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/4403000006068042244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/06/2-domingo-apos-pentecostes-14062009.html' title='2º Domingo após Pentecostes - 14/06/2009'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SjfxsAqn30I/AAAAAAAAAuQ/9qDA5kw_7u0/s72-c/bible_by_candlelight.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-4533112606231419749</id><published>2009-06-08T12:07:00.002-03:00</published><updated>2009-06-08T12:08:47.791-03:00</updated><title type='text'>Domingo da Trindade - 7/06/2009</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Si0pegHillI/AAAAAAAAAuI/pcxleep9s1k/s1600-h/325px-Tripod-of-Life_Holy-Trinity_svg.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344973936753022546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 308px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Si0pegHillI/AAAAAAAAAuI/pcxleep9s1k/s320/325px-Tripod-of-Life_Holy-Trinity_svg.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Leituras Bíblicas: Is 6.1-8 – Rm 8.12-17 – Jo 3.1-17&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Igreja de Jesus convida seu povo, neste domingo, para meditarmos no mistério da Trindade e aprendermos lições importantes para o nosso dia-a-dia cristão enquanto aqui caminhamos. Não é um convite para “decifrarmos” o mistério de Deus que se revela em Três Pessoas, embora seja, ao mesmo tempo, Uno. Vale aqui lembrar Karl Barth, que definiu Deus como sendo o “Totalmente Outro”, portanto, indecifrável, misterioso, recôndito; todavia este Deus quis se revelar em Cristo Jesus. Este Deus também é Deus relacional e se dá a conhecer através de Seu Filho, enviado ao mundo não para que o mundo fosse julgado por Ele, antes, para que o mundo fosse salvo. O convite do Profeta está posto a todos quantos ouvirem o chamado: conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quantas pessoas há na Divindade”? Esta é a pergunta de número nove no Catecismo Maior de Westminster, instrumento de ensino ao povo de Deus Reformado. Resposta: “Há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; estas três pessoas são um só Deus verdadeiro e eterno, da mesma substância, iguais em poder e glória, embora distintas pelas suas propriedades pessoais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora as Escrituras não façam menção à palavra Trindade, é nela que encontramos a revelação de Deus como um Ser Trino e ao mesmo tempo, Uno. Doutrina fundadora da cristandade, a Trindade é fruto do pensamento de seres humanos que aliaram à reflexão teológica a filosofia. Não foi sem muito debate, cisão e contendas que a doutrina trinitária se estabeleceu entre nós. Ainda hoje persiste entre trinitarianos e unitaristas cristãos o fosso que nos separam e é lamentável que seja assim ainda nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que a chamada Teologia Sistemática especula sobre Deus e que ela não O contém nem O pode conter! Teologia alguma, porque produção humana dará conta da totalidade de Deus ou dará conta de explicar Deus. Mas é igualmente fato, que o que Deus quis revelar aos seres humanos, revelou através do testemunho de seres humanos que com Ele tiveram uma relação, um caminhar. São estes testemunhos que as Escrituras revelam e eles nos revelam um Deus que se manifestou trinitariamente: em Deus Pai, em Deus Filho e em Deus Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O profeta Isaías, nossa primeira leitura, dá testemunho que este Deus não é um Deus limitado em Sua criação; que este Deus não apenas criou o mundo e o largou á própria sorte, mas que este Deus cuida de Sua criação, a mantém, a governa, a sustenta e a conduz em Suas Mãos. A prova cabal é o convite de Deus dirigido ao profeta: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” (Is 6.8b). Aqui, Deus revelou que usaria seres humanos para lembrar aos seus semelhantes que Deus é o criador, que Ele não pode ser esquecido e que se importa com o caminhar da humanidade sobre a terra. Embora auto-suficiente, Ele se digna a se servir de seres humanos para manter uma relação com a humanidade. A humanidade não está entregue à sua própria sorte; não está esquecida, embora se esqueça de quem a criou. A humanidade não está sozinha! Não! O Deus que a criou, a mantém, a sustém, e quer ter um relacionamento pessoal com seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou certo que existem neste mundo, pessoas que se esqueceram de Deus; que não se importam com Ele e que não faz a mínima diferença para elas se Ele existe ou não; se cuida de nós ou não; se quer manter conosco uma relação ou não. Sei que existe um outro tipo de ser humano que, embora reconheça a existência de Deus através da majestade de Sua criação; este “belo teatro”, nas palavras de João Calvino, palco que ele nos concedeu para nele vivermos; prefere viver alheia a Deus; não se importa com Ele; não deseja viver Nele e para Ele e leva sua vida gostosamente gozando da criação, sem ao menos agradecer a Deus por todas as coisas. Geralmente pessoas assim, só lembram de Deus na hora do aperto, na hora da tribulação e do medo. Então recorrem a Ele geralmente para reclamarem. “Por que isto está acontecendo comigo?” “O que eu fiz para merecer isto?” e não se dão conta que até o momento da tribulação, viviam gozando o que a doutrina reformada chama de Graça Comum: Deus faz nascer o sol e cair a chuva sobre bons e maus. São para estas pessoas que Deus envia seres humanos como Isaías, profetas, para lembrar-lhes que Ele não apenas criou-as, mas deseja ser Deus e Pai na vida delas. Algumas escutam, outras, pouco se lhes dá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo, igualmente, que os profetas de Deus são enviados a um outro tipo de ser humano: aqueles que estão cientes de sua paternidade; aqueles que conhecem tudo sobre o que as Escrituras Dele revelam; aqueles que até mesmo freqüentam as Casas de Oração e Culto; que lêem cotidianamente a Escritura; até mesmo oram e alguns até mesmo estão nos púlpitos ensinando e explicando as Escrituras; mas que, não obstante a tudo isso, também dão lugar aos ídolos desta vida! Assim fazendo, erram o alvo proposto, que visa ao relacionamento pessoal com Ele: Escuta, ó Israel, O Senhor teu Deus é o Único Deus. Ame-o, pois, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com todas as tuas forças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas pessoas colocam ao lado do Senhor, no altar da adoração que elas tem em suas almas e corações, ídolos, sejam de pau e pedra, sejam ideológicos, sejam humanos: as imagens e esculturas; o dinheiro; o poder; a inveja; a casa; o carro; o emprego; a Igreja ou denominação (sim! Porque a igreja ou denominação não são Deus! São apenas e tão somente meios que nos levam a Cristo, único modo de chegarmos ao Pai); a família; o namorado (a); a esposa (a); pai e mãe. Quando colocamos no altar do coração, que deve ser somente para Deus, coisas, pessoas, ideologias, nós não damos glória somente a Deus! Pessoas são importantes; coisas são importantes; ideologias são importantes, mas todas essas coisas não podem tomar o centro da existência, que deve ser Deus.Ele quer ser tudo em todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos (segunda leitura), nos indica como deve ser a nossa relação com o Senhor Uno e Trino. Não somos chamados para sermos escravos do Senhor. Não somos chamados para sermos empregados do Senhor. Não somos chamados para sermos marionetes nas mãos do Senhor. Não somos chamados para sermos joguetes nas mãos do Senhor! Não! “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos FILHOS e FILHAS de Deus. Ora, se somos filhos e filhas, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados” (Rm 8.16-17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus, Deus revelado, a face de Deus, falando com os seus disse: não vos chamo servos, mas amigos! Porque o servo não sabe absolutamente nada do Senhor. É uma relação de dominação, hierárquica, contratual. Salário é pagamento por serviços prestados. Bênçãos são dons da Graça Infinita de Deus. Servos tem uma relação de não intimidade com o seu senhor. Eles não conhecem intimamente o seu senhor. Não sabe o que vai na mente do seu senhor. Não sabem se aquela relação de dominação será longa ou curta cronologicamente. O que Paulo ensina aqui neste capítulo da Carta aos Romanos, é a extensão da chamada Parábola do Filho Pródigo. Pai, na Antiguidade era patrão. E esta era a relação que o filho mais velho tinha com seu pai, uma relação de servo e senhor. Ele em tudo obedecia ao pai, o servia, para ele trabalhava. Era uma relação de escambo; recebia em troca pelo seu trabalho pão, casa e “roupa lavada”. Assim era também a relação daquele pai com o filho mais moço; até que um dia, cansado de tudo, o filho pediu os seus direitos trabalhistas: pegou sua herança e foi à vida. Caiu no mundo e, literalmente, caiu! Arrependido, não ficou no remorso, voltou ao lar paterno, então e somente então, conheceu uma outra dimensão da relação com o pai. Este, escandalosamente saiu correndo ao seu encontro, o abraço e beijou, colocou-lhe anel no dedo, roupa nova no corpo, sandálias nos pés e ofereceu-lhe um banquete! O mais velho, doido de ódio e inveja, por ter sido fiel até aquele dia e jamais ter conhecido essa dimensão possível do relacionamento com seu pai, não se alegrou, não festejou, preferiu manter-se afastado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Jesus ensinou com esta parábola, lembremos que seus interlocutores eram os fariseus, que mantinham um relacionamento com Deus, mas não um relacionamento correto com Deus, o que Jesus quis ensinar foi: Deus é Pai e vocês são filhos; não um patrão mas pai verdadeiramente! E dá a escolha a eles: o que vocês querem ser: filhos ou empregados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que escandalizava muito os judeus que conviveram com Jesus era o modo como Jesus se dirigia a Deus em suas orações. Ele O chamava Abba! Papaizinho! Por que se escandalizavam? Porque mantinham com Deus uma relação de empregados e senhor. Porque não mantinham com Deus uma relação de filhos e filhas: terna, amorosa, desinteressada, incondicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Paulo ensina aos Romanos é o que Jesus ensinou aos seus: não somos servos, não somos escravos, somos filhos e filhas. Por isso, nossa relação com Deus não é e jamais deve ser uma relação de escambo; uma relação de troca de serviços; uma relação baseada no interesse material; uma relação condicional; uma relação de toma lá dá cá; uma relação movida por medo de ser um dia demitido da situação! Não! O Espírito Santo testifica com o nosso espírito que somos filhos e filhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns teólogos, em tempos não muito distantes do nosso, “psicologizaram” a relação ser humano versus Deus. Alguns pregadores, entusiasmados com os tempos politicamente corretos, seguiram tais opiniões. Essas, dizem que nós, pregadores e teólogos devemos, ao nos referirmos ao Senhor, chamá-lo de Pai e Mãe. E até mesmo não reforçar a imagem de Deus em nossos textos e sermões como o de um pai, posto que a relação paterna dos homens com seus filhos e filhas, muitas vezes traumáticas; muitas vezes doloridas; muitas vezes adoecidas acabaria levando Deus para longe de seus filhos e filhas, uma vez que O identificamos como pai. Me perdoem os politicamente corretos, mas isso para mim é psicologia muito da barata! Querem chamar Deus de mãe? Chamem-no, contudo, não o façam como um contra-ponto à figura paterna, muitas vezes distorcidas por nossas relações humanas! Chamem-no mãe por ter uma relação de filho e mãe com Ele verdadeiramente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nossos pais não tiveram uma relação verdadeira de pai conosco, isso não deve ser projetado em Deus porque Deus não é homem! Se nossos pais mantêm uma relação de senhores e escravos conosco, não significa que Deus assim é. Uma relação assim necessita cura; necessita restauração; precisa de Deus e da revelação Dele enquanto Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como filhos e filhas, Paulo nos ensina nesta carta que não devemos andar neste mundo constrangidos de existirmos conforme a carne, porque viver segundo a carne é viver caminhando para a morte, porque este é o fim de toda carne. Como filhos e filhas, somos chamados a vivermos pelo Espírito e é aí que reside vida e vida em abundância! O que é viver segundo a carne? É viver visando tão somente o que a carne necessita e o que a carne produz. O que a carne necessita? Necessita de pão, de teto, de roupa, de remédio, de dinheiro, de trabalho, necessita de coisas que a manterão; sim, porque se esta carne não se satisfaz com tais coisas, apodrece, fede, morre. Viver segundo a carne é passar a existência toda mirando as coisas da carne: a sobrevivência, o egoísmo, os próprios interesses, a contrapartida, a troca. Pode-se viver na carne sem amor! Quantos você conhece que assim não vivem? Pode-se viver na carne sozinho! Quantos assim não vivem? Pode-se viver na carne sem relacionamentos humanos. Quantos assim não vivem?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, não é este tipo de vida que somos nós, cristãos, chamados a viver. Não! Somos chamados a uma vida segundo o Espírito. Nossa relação de filhos e filhas com Deus que se revela Pai, nos chama a viver pelo amor. Pelo amor próprio e pelo amor aos outros. Acima disso, pelo amor a Deus. Uma relação de amor, deve ser uma relação que não visa seus próprios interesses, que não se torna soberba, nem arde em ciúmes, nem mente, nem se escraviza, nem vive de escambo. Uma relação de amor é uma relação doadora, gratuita; não de troca! Não é um escambo pois amor não é moeda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que a maioria das nossas relações humanas, inclusive com nossos cônjuges e namorados são relações doentias assim como são doentias nossas relações com amigos, com a família, com os irmãos e irmãs da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos de nós vivem segundo a carne! Mantemos relações de escambo o tempo todo! Trocamos afeto, não doamos afeto! Amamos em troca, não amamos incondicionalmente! Só damos em troca o que em troca recebemos. Ardemos de ciúmes, projetando no outro o nosso desejo tirano de possuí-lo como se ele coisa, objeto fosse ou escravo! Escravizamos nossos amigos, nossos companheiros e companheiras; os dominamos! Queremos o controle e só damos o que recebemos! E, por vivermos assim, na doença do ser, do existir, projetamos isso para Deus, que ao invés de nos chamar de escravos, nos chama filhos e filhas! Projetamos essas mazelas que somos capazes de produzir para a nossa relação com Deus então começamos a ter uma relação de troca com Deus como se isso fosse possível! O que você pensa que pode dar em troca Àquele que te criou, que te mantém? O que você pensa que pode dar em troca Àquele que te sustém e que te é fiel ainda quando você é infiel? O que você pensa que pode dar em troca Àquele que faz nascer o sol e cair a chuva sobre bons e maus? Ao dono do ouro e da prata, ao Senhor, o Eterno, o Totalmente Outro, que não vive segundo a nossa carne mas vive em si mesmo tem domínio, poder, glória e majestade? Quem és tu, ó barro para dar ao Oleiro visando receber em troca alguma coisa?! Deus é Deus Gracioso! Deus é Graça: ama de graça, doa de graça, abençoa de graça! Graça! Palavra tão incompreensível para nós porque vivemos segundo a carne e não segundo o Espírito! Graça! Palavra incompreensível para nós porque necessitamos do escambo e das migalhas que este escambo pode nos dar! Graça! Palavra incompreensível para nós porque estamos doentes e necessitamos de cura! Estamos mortos em nós mesmos ainda que respirando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, Jesus disse a Nicodemos: necessário vos é nascer novamente! Nicodemos, fariseu; na verdade, “um dos principais dos judeus”, segundo João que nos relata este encontro; que vivia uma relação adoecida com Deus; que vivia uma relação de escravo, de assalariado; que achava que poderia receber bênçãos em troca do seu trabalho como observador fiel da lei mosaica; este Nicodemos, que representa cada um e cada uma de nós; não compreendeu o que Jesus estava tentando lhe ensinar, assim como nós não compreendermos: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?” (Jo 3.4). A razão de Nicodemos estava embotada; sua mente, cauterizada; suas percepções e capacidade de compreensão, adoecida; pois estava tão imerso naquela relação de troca, naquele escambo, naquele toma lá dá cá com Deus que não percebia que o semelhante mal que ao lado dele caminhava, também recebia sol e chuva em sua lavoura; que também recebia saúde; que também tinha família, casa, bens!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja, perceba como tudo isso nos confirma a primeira leitura que fizemos no livro de Isaías! Veja como Deus necessitou no tempo de Isaías e necessita ainda hoje dos seus profetas! Como a maioria das pessoas vivem, nos dias de hoje, uma relação com Deus? Como os falsos mestres, os falsos profetas, os metidos a secretários da Trindade pregam acerca de Deus? Como os templos que vivem abarrotados de gente ensinam como devemos nos relacionar com Deus? Na base da troca! Na base do escambo! Na base do toma lá dá cá! Dê o dízimo e serás abençoado com bens materiais! Dê o que você tiver na carteira, passe aqui nesta gruta da bênção ou compre este óleo ungido; adquira o sangue do “cordeiro”, a rosa ungida, o cajado abençoado e então e somente então você verá as bênçãos de Deus! Relação de troca: pague e pegue. Dê e receba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Necessário vos é nascer de novo”, povo de entendimento embotado! Necessário vos é nascer de novo, líderes, pastores e pastoras, que fazem de Deus um mercador de bênçãos! Necessário vos é nascer de novo, Nicodemos! “Mas como?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo. O vento sopra onde quer (sobre bons e maus; sobre fiéis e infiéis), ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito” (Jo 3.5-8). Louvado seja Deus pela Sua Palavra e seus ensinamentos! Como é lindo e como traz vida aos que mortos estão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascer da água e do Espírito, ou seja, buscar uma existência pautada numa nova natureza! A natureza nos faz viver pela carne, mas todos os que vivem na carne, vivem segundo os ditames da carne! Os que nascem de novo em Cristo e tomam para si uma nova natureza, segundo Cristo e que Ele chama “da água e do espírito” vivem a realidade de filhos e filhas na existência. Conhecem o verdadeiro e único amor: incondicional, livre, gratuito! Quem vive assim, sob nova natureza, sabe que Deus é o “ruah”, o “pneuma”, o vento que sopra onde quer, como quer, na direção que quer até mesmo na direção dos infiéis. Quem toma para si essa nova natureza proposta pelo Senhor que se revelou Pai, Filho e Espírito Santo, age conforme Ele age, conforme o Vento: é livre posto que não se apega a coisas, à materialidade das coisas; como livre, trata com liberdade os outros, não os escraviza e reconhece no outro liberdade igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como você tem vivido meu irmão? Como você tem vivido minha irmã: segundo a carne ou segundo o Espírito? Você é feliz? Tens feito felizes os que te cercam ou os trata da forma que os que vivem segundo a carne te tratam? Você não está cansado, não está estafado por viver assim, trabalhando como um escravo mal pago? Você não está cansado de viver na base do escambo com Deus e com teu próximo? Sabe por que você vive nessa insatisfação? Porque troca, escambo, relação de dominação, escravidão, não satisfaz ninguém! Viver segundo a carne, não satisfaz ninguém! Hoje, ouça a voz do Senhor Uno e Trino que te convida a nascer de novo! A viver segundo uma nova natureza: uma nova criatura! Um novo modo de vida! Um novo olhar sobre a vida! Um novo caminhar sobre a terra! O convite é para vivermos conforme a Trindade, que é comunidade, que convivem em harmonia, equilíbrio e amor. Estás cansado?! Ouça a voz do Espírito de Deus testificando com o teu espírito que você é filho e filha e viva conforme vive um filho e uma filha! Vinde a mim, diz o Senhor Jesus, todos vós que estais cansados e aflitos e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, que é jugo de liberdade, e aprendei de mim, que não escravizo, que não dou em troca o que recebo, mas sou manso e humilde de coração! Encontrem em mim, diz o Senhor, descanso e alívio para a sua alma cansada e aflita! Ouça o convite e se entregue ao Senhor no dia de hoje! Viva uma nova natureza e então conheça a verdadeira felicidade! Amém!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-4533112606231419749?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/4533112606231419749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=4533112606231419749&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/4533112606231419749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/4533112606231419749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/06/domingo-da-trindade-7062009.html' title='Domingo da Trindade - 7/06/2009'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Si0pegHillI/AAAAAAAAAuI/pcxleep9s1k/s72-c/325px-Tripod-of-Life_Holy-Trinity_svg.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-7187446263313001481</id><published>2009-06-08T12:03:00.003-03:00</published><updated>2009-06-08T12:10:48.715-03:00</updated><title type='text'>MORDAÇA GAY?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Si0o4Ff608I/AAAAAAAAAuA/5LLbUp04D00/s1600-h/430372.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344973276772488130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 182px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Si0o4Ff608I/AAAAAAAAAuA/5LLbUp04D00/s320/430372.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A Liberdade de Expressão, os Evangélicos Fundamentalistas e o PCL 122&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Hoje, mais do que nunca, as pessoas têm certeza de possuir Liberdade absoluta; todavia, elas trouxeram sua liberdade até nós e a depositaram humildemente a nossos pés”.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Grande Inquisitor, de Dostoievski.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 30 de maio de 2009, o jornal “O Estado de São Paulo”, conhecido como “Estadão”, trouxe a matéria intitulada “Sem alterações, Senado não aprova lei anti-homofobia”. A avaliação contida na chamada é da Senadora Fátima Cleide (PT-RO), relatora do PLC 122 no Congresso Nacional. A razão da provável não aprovação do texto original do PCL 122 no Senado Federal é a posição contrária da chamada “bancada evangélica” ao PLC 122, que na visão deles, instauraria uma “ditadura gay” no país. Foram eles que apelidaram o PLC 122 de “Mordaça Gay”, usando tal equivocado apelido para mobilizar a população brasileira contra o PLC 122.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os parlamentares evangélicos fundamentalistas, o PLC 122, criminaliza a opinião deles de que a homossexualidade é um pecado contra Deus, segundo as Escrituras Cristãs. A senadora Fátima Cleide, diz que já existe um acordo no sentido de retirar do texto o tema. Os parlamentares evangélicos estão contra o Art. 20 proposto pelo PCL 122 que altera a Lei 7.716/1999. Diz o Artigo 20: “Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero: Parágrafo 5º: o disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de *ordem moral, ética, filosófica ou psicológica*”. Mas este não é o único artigo que encontra resistência entre os evangélicos fundamentalistas; outros, que determinam a não-discriminação por troca de afeto entre iguais em local público, também é motivo de discordância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso que fique claro que o substitutivo que eles, os parlamentares evangélicos fundamentalistas proporão (liderados por Marcelo Crivella e Magno Malta), não alterará somente o artigo 20 acima transcrito, mas outros de igual modo. Sobrará muito pouco do texto original, caso o substitutivo deles vença a disputa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os evangélicos fundamentalistas e seus representantes no Congresso Nacional, dizem que o PLC 122 fere o que eles chamam de “liberdade de expressão”, criando uma categoria “intocável” de cidadãos, segundo discurso do Pastor Silas Malafaia, influente pregador evangélico brasileiro, um dos maiores opositores ao avanço dos direitos civis LGBT, dentre outros, como Rev. Guilhermino Cunha (presbiteriano) e Nilson do Amaral Fanini (batista).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe aqui a reflexão: o que é, numa democracia, liberdade de expressão? É o direito de dizer, de manifestar, nos diversos módulos de linguagem, o que quiser, sem respeitar o direito do outro? Numa democracia, vale dizer o que pensa, seja lá o que for que pensa, a respeito do cidadão alheio? Isso não se parece mais como pressuposto de uma ditadura, onde um só ou uma minoria tem o poder de regular a vida alheia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crer, como muitos, que uma democracia é uma sociedade livre, onde vale tudo, é um equívoco! Jamais existirá algo parecido: uma liberdade geral e total, onde é possível dizer e se comportar socialmente como convém a cada um. Democracia verdadeira se instala quando liberdades e não-liberdades fazem parte do chamado pacto social. “A Democracia exige que as “Liberdades civis” sejam protegidas por direitos legalmente definidos e por deveres a eles correspondentes, que acabam implicando **limitações da Liberdade**” (Felix E. Oppenheim – verbete “Liberdade”, Dicionário de Política, BOBBIO e outros, UNB 2002, 12ª edição).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso evangélico fundamentalista de que a aprovação do projeto original do PLC 122 fere a “liberdade de expressão” é um falso discurso, portanto! Liberdade de expressão, numa democracia, não é sair por ai dizendo o que tem na cabeça a respeito de tudo e todos; ao contrário, numa democracia de fato, a liberdade de expressão é seguida da responsabilidade social. Aliás, é limitada por ela! Liberdade de expressão não é passaporte seguro para destilarmos os preconceitos que temos e eles são muitos! Liberdade de expressão não permite que um cidadão humilhe outro, o constranja, o intimide, fira a consciência alheia, o exponha ao vexame ou incite, pelo discurso, preconceito, ódio, exclusão, discriminação ou qualquer coisa que se parece com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se eles, os evangélicos fundamentalistas, dizem que não procedem assim em relação aos LGBTs estão mentindo e aí sim, pecando, segundo o que eles pregam, contra Deus. Pois o próprio Silas Malafaia, realiza este tipo de discurso, quando compara, em suas pregações, os LGBTs com os viciados em drogas, ladrões e profissionais do sexo. Não foi nem uma nem duas vezes que eu mesmo já ouvi na TV e em DVD, ele dizendo: “se o viciado em drogas deixa de ser viciado em drogas; se um ladrão deixa de roubar; se uma prostituta deixa de se prostituir; um homossexual pode deixar o homossexualismo (sic)”. É este tipo de discurso que eles querem preservar. Isto é liberdade de expressão? Onde? Só aqui mesmo em nosso país, cuja legislação não avança no sentido de proteger a liberdade social e o direito civil da população LGBT!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pregações como essa alimentam a homofobia; incitam ao preconceito e ao ódio, por mais piedosa que seja as declarações eivadas de cinismo desses pregadores que dizem: “amamos o pecador e abominamos o pecado”, como se fosse possível separar ação de agente! Pregações como essa estão por trás de cada mão que assassina; de cada agressão verbal; de cada agressão física; de cada vexame; de cada suicídio; de cada pai e mãe que expulsam seus filhos e filhas de casa porque são gays.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garantir o direito desses senhores continuarem a dizer coisas como diz Silas Malafaia e seus pares em relação aos homossexuais, fere o ideal democrático. Fere a minha liberdade de ser, uma vez que faz parte de mim ser homossexual. Fere a minha dignidade humana, que deve ser garantida pelas leis do meu país, já que o meu país declara-se um país democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles chamam o PLC 122 de “mordaça gay” porque querem garantir o “direito” deles de amordaçar quem não segue suas opiniões. Quem tem usado mordaça e durante séculos neste país, somos nós, os LGBTs. Temos usado mordaça quando não podemos acionar criminalmente ou no âmbito do Direito Cível ou Trabalhista quando somos atacados, humilhados, vilipendiados, por discursos religiosos de pastores fundamentalistas como Silas Malafaia ou por opiniões como de Júlio Severo. Somos amordaçados quando o empregador inventa alguma coisa que vai implicar numa demissão sumária, quando na verdade ele está demitindo porque o cidadão é homossexual. Somos amordaçados quando através de textos, sites, programas de rádio e televisão cuja assistência conta com milhões de brasileiros e brasileiras, somos comparados com traficantes de drogas, viciados e ladrões. Somos amordaçados quando nos matam; quando tiramos nossas vidas num ato de desespero diante de tanta discriminação e preconceito. Somos amordaçados quando nos atacam fisicamente por sermos homossexuais ou quando aos berros nos xingam pelos lugares. Somos amordaçados, enfim, quando substitutivos ao PLC 122 é proposto com grande margem de sucesso de aprovação, por quem acha que a Constituição Brasileira deve seguir uma determinada leitura – jamais a única – das Escrituras Cristãs, que é exatamente o que os parlamentares fundamentalistas estão fazendo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se for aprovado o substitutivo proposto por Marcelo Crivella e Magno Malta, estaremos realizando o pesadelo fictício de Dostoievski, narrado na grande obra “Os Irmãos Karamazov” cujo trecho ilustra o início deste artigo: depositaremos aos pés dos grandes inquisidores evangélicos fundamentalistas, a nossa liberdade. Pesadelo maior que esse pra uma democracia é difícil de encontrar concorrente. A Democracia que se pretende verdadeira, não maquiada, pressupõe liberdade igual para todos os cidadãos; não mais liberdade para alguns. Atualmente, nós, o povo LGBT do Brasil, não fomos alcançados pelos raios do sol da liberdade que cantamos em nosso Hino Nacional. Estamos amordaçados há séculos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Reverendo Márcio Retamero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Pastor da Comunidade Betel do Rio de Janeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.betelrj.com/"&gt;&lt;strong&gt;www.betelrj.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-7187446263313001481?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/7187446263313001481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=7187446263313001481&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/7187446263313001481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/7187446263313001481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/06/mordca-gay.html' title='MORDAÇA GAY?'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Si0o4Ff608I/AAAAAAAAAuA/5LLbUp04D00/s72-c/430372.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-5281321487217732001</id><published>2009-06-02T08:19:00.004-03:00</published><updated>2009-06-08T12:10:09.821-03:00</updated><title type='text'>Domingo de Pentecostes - 31/05/2009</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SiUOyN9jOvI/AAAAAAAAAt4/ulz3JB1kbI8/s1600-h/33pentecostesC.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342692788849031922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 231px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SiUOyN9jOvI/AAAAAAAAAt4/ulz3JB1kbI8/s320/33pentecostesC.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pentecostes: o fim de Babel!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Leituras Bíblicas: Gênesis 11.1-9 e At 2.1-21&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As Escrituras narram que após o dilúvio, Deus ordenou ao ser humano que se espalhasse pela terra: “Abençoou Deus a Noé e a seus filhos e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra” (Gn 9.1). Os seres humanos não obedeceram, antes, peregrinaram até um lugar chamado Sinar e lá construíram uma torre, símbolo de sua soberba. A torre seria um sinal de grandeza, além de um marco que evitaria o espalhar-se sobre a terra.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que o ser humano não fez; realizou, então, o Senhor, que em resposta à desobediência humana, confundiu ali as línguas e os espalhou pela terra. Doravante, um não entenderia o outro; a comunicação tornou-se algo muito difícil; cisão, separação, não-entendimento, incompreensão, foi o resultado da confusão das línguas. “Babel” vem do hebraico balal, significa “confundir”.&lt;br /&gt;A arqueologia, desde o final do século XIX tem encontrado vestígios de várias torres nas terras que antes eram conhecidas como Mesopotâmia (entre o rio Tigre e o Eufrates), atual território do Iraque. Algumas das torres encontradas não estavam completas, possuindo apenas alguns andares. Chamadas de “zigurates” pelos mesopotâmios, estas torres eram uma espécie de templos, em cujos topos cultuavam aos seus deuses. A chamada filologia comparada dá conta que era mesmo uma só língua a do gênero humano, depois “confundida”, separada em vários tipos. Para o autor do Gênesis, a confusão tinha uma raiz profunda que ainda permanece em muitos corações humanos: a soberba.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Babel significa a ruptura da unidade. Antes, todos se entendiam, agora não mais. Babel trouxe a falta de entendimento, que gerou preconceitos de toda ordem. Babel espalhou a incompreensão, a intolerância, a não comunicação entre os seres humanos, que divididos, ergueram barreiras entre si. Babel persiste hoje entre os seres humanos, quando estes colocam-se sob a proteção das barreiras que eles mesmos erguem. Babel jamais foi o projeto de Deus mas é fruto desse nosso desejo de sermos mais importantes que os demais; melhores que os demais; únicos e importantes! Babel é um véu espesso que impede o amor de uns pelos outros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desgraçadamente, nossos locais de culto são como os “zigurates” da Mesopotâmia depois de Babel. Embora proclamemos que somos todos filhos de Deus em Cristo Jesus, não há entendimento mútuo; não há cooperação; não há uma só língua; instalou-se a incompreensão, o preconceito, a intolerância, a soberba, a falsa percepção de sermos melhores que os outros, o desejo ser o “máximo”. Nossas comunidades de fé erguem barreiras denominacionais, placas, usando-as como escudos uns contra os outros. Praticamos a “pescaria de aquário”, também conhecido como proselitismo, sem o menor pingo de vergonha na cara; chamamos os outros que já estão integrados em outras comunidades de fé para se integrarem nas nossas, porque as nossas são as “melhores”. Desgraçadamente, o que é prática useira entre os religiosos da Lei, tornou-se também a prática entre as igrejas inclusivas e eu lamento muito o atual estado das coisas entre nós!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tenho percebido uma competição empresarial entre as igrejas inclusivas que é algo que não pode vir de Deus, porque vem daquele sentimento de se tornar célebre como os construtores de Babel. Ao invés de ideal eclesiástico temos tido ideal empresarial, porque só quem concorre pode propagandear que é o melhor, o maior, o mais ungido, o novo início, como se todos os demais não trabalhassem na mesma causa! Quando nos auto-intitulamos com adjetivos hiperbólicos, o que fazemos é o contrário do que declaramos, pois assim fazendo não estamos trabalhando pela inclusão, mas pela exclusão, já que “eu sou o melhor”, logo, o outro, ainda que declare fazer o mesmo que eu, ou seja, proclamar este evangelho que a ninguém exclui, é pior que eu; porque só pode existir o melhor onde existe o pior. E isto é tão diabólico quanto o desejo de construir uma torre cujo topo é o céu para ser simplesmente “célebre”. Quem deseja celebridade deve seguir outro caminho, porque no Caminho, em Cristo Jesus, não há espaço pra este tipo de coisa!&lt;br /&gt;Babel tem se instalado não apenas entre as comunidades de fé, a igreja, mas também dentro delas, entre uns e outros. Daí vem as divisões, os partidos, os grupos, os rivais que se formam dentro de uma mesma igreja! Isso deveria ser escandaloso para nós e algo que é pra ser mantido bem distante de nós. Não somos chamados para isso; somos chamados para termos um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Fico pasmo quando ouço algumas declarações acerca do batismo, por exemplo: tem gente que se apega na forma quando o importante não é isso, mas a sinceridade do coração que diante de Deus e dos seres humanos se alegra em declarar publicamente, pelo batismo, o caminhar no Caminho. Tudo, a menor coisa que seja, torna-se motivo para os de Babel discutirem e não se entenderem! E tudo isso é feito em nome de uma originalidade burra, estúpida, falsa, medíocre, diabólica, rasteira e vã.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Babel não pode ser a nossa realidade! Não pode ser o que nos move, o que nos constitui. Babel deve permanecer como um equívoco, como um marco que envergonha, não engrandece os seres humanos. Babel deve ficar bem longe de nossas igrejas e mais distante ainda entre as igrejas, principalmente as que desejam ser reconhecidas como inclusivas. Babel deve permanecer o que é: fruto da queda do ser humano, da sua desobediência, portanto, do pior que há em nós. Babel deve ser superada, esquecida; deve ficar como registro, como marco, como símbolo maior de quão perverso e duro pode ser o coração.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje, dia em que comemoramos o Pentecostes, o início, o nascimento da Igreja de Cristo sobre a terra; devemos aprender a lição que este nos traz: não obstante nossa variedade; não importando nossas diferenças, nossa diversidade, somos um só corpo em Cristo Jesus, porque é isso que Pentecostes nos ensina.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pentecostes no início era uma festa agrícola para o povo de Israel. Comemoravam o fim da colheita do trigo e da cevada, trazendo ao Templo em Jerusalém as primícias das dádivas concedidas por Deus que abençoou a semeadura. Era compulsório à ida ao Templo para todo varão primogênito de uma família israelita, ainda que vivessem distante da Cidade de Davi.&lt;br /&gt;No início do século I, no contexto histórico de Jesus e seus seguidores e seguidoras, Pentecostes também significava o marco da entrega da Lei do Senhor a Moisés no Monte Sinai. As instituições humanas evoluem, assim como suas compreensões acerca da História, por isso, a festa que antes era agrícola, passou a ser teológica: agradecer a Deus pela sua Lei.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora você compreende melhor porque naquele dia de Pentecostes, segundo a narração de Lucas, havia em Jerusalém judeus de todos os lugares do mundo então conhecido. Eles estavam lá para celebrarem uma de suas festas anuais; estavam lá para agradecerem ao Senhor a dádiva da Sua Lei. Neste dia, diante das nações ali representadas pelos seres humanas que delas faziam parte, Deus derramou o Seu Espírito, fundou a Sua Igreja pôs termo em Babel. A festa, que antes era celebração pela boa colheita, voltou a ser uma festa que celebrava a colheita, porque somente naquele dia três mil pessoas foram batizadas, integradas à comunidade de Jesus. A festa, que antes era celebração pela dádiva da Lei entregue a Moisés, reafirmou-se como festa da Lei, não mais àquela mas a nova, a Lei do Amor que Jesus nos ensinou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No dia em que o Senhor derramou sobre a terra o Seu Santo Espírito, concedeu que todos os seres humanos, não importando sua língua de origem, compreendessem o que o Espírito estava falando através dos discípulos e discípulas de Jesus. O dom de línguas ou o de falar em outras línguas, foi concedido para que Babel, a confusão das línguas, fosse superada, esquecida, ultrapassada. Doravante, a diversidade não seria causa de separação, de não compreensão, de não entendimento, de falta de comunicação, de intolerância e de preconceitos. Agora, ainda que diversos, ainda que falando outras línguas, ainda que pertencentes às mais diferentes comunidades, somos capazes de nos entender, de nos compreender, de nos fazer compreender, de superar as barreiras lingüísticas, de dar fim à intolerância e ao preconceito!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pentecostes é a festa da unidade na diversidade. Somos muitos e todos diferentes. Somos muitos e membros do mesmo corpo, a Igreja de Cristo. Como mãos, pés, olhos, boca, nariz etc. têm diferentes e importantes funções que conjuntamente compõem a harmonia e o bom funcionamento do corpo humano, assim somos nós na Igreja. Todos temos a nossa importância, a nossa função, a nossa razão de existir; juntos, conjuntamente, em harmonia, fazemos funcionar o belo corpo de Cristo, a Sua Igreja. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Somos diversos e louvado seja o nome do Senhor por nossa diversidade! Somos pentecostais, somos tradicionais, somos gays, lésbicas, transexuais, travestis e bissexuais. Somos loiros, morenos, negros, orientais. Somos pobres e ricos. Somos letrados e não letrados. Somos homens e mulheres; além disso tudo, acima disso tudo, somos membros do corpo de Cristo Jesus.&lt;br /&gt;Falamos diferentes línguas, mas isso não é para que entre nós se instale o espírito de Babel. Não! Falamos diferentes línguas sim, mas o Espírito do Senhor concede que a compreensão mútua na diversidade dessas línguas. Superada está Babel! Findou o espírito que animava Babel e que trazia separação!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nós, principalmente nós da igreja inclusiva, precisamos aprender a lição de Pentecostes. Nossas diferenças não podem nos dividir e trazer Babel para nosso meio. O Espírito foi derramado para que haja entendimento mútuo entre aqueles que são membros do corpo de Cristo Jesus, a Sua Igreja. Não devemos copiar as “igrejas” que vivem sob Babel e que ainda não compreenderam Pentecostes. Devemos, antes lutar para que Pentecostes seja nosso ideal: diversos sim, mas unos no Senhor!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim também deve ser entre nós, dentro de nossos muros, em nossas comunidades de fé. Igrejas são famílias. Somos irmãos e irmãs que se reúnem para celebrar o mesmo Pai. Entre nós não deve ser conforme era entre os Coríntios. Paulo escreveu aquela carta rogando aos Coríntios que cessassem o espírito de Babel que tinha ali se instalado. Um dizia: eu sou de Paulo! Outro dizia: eu sou de Apolo. Um outro além dizia: eu sou de Pedro; Paulo disse: digam: eu sou de Cristo! E nos ensinou a maravilhosa lição de Pentecostes: somos diferentes, temos diferentes funções e isso para que haja funcionamento harmonioso do corpo. O olho não é mais importante que a boca. O ouvido não é mais importante que os pés. Nem os joelhos mais importante que os dedos. É no funcionamento em harmonia de todos esses membros que reside saúde.&lt;br /&gt;Eu não sei se você já viu uma igreja se partir, se dividir. Eu já! É algo doloroso e triste! Quando a divisão ocorre porque há um entendimento de missão, ou seja, o que move é o desejo de expandir a tenda do Evangelho, então é salutar. Mas não é isso o que ocorre na maioria das vezes! O que traz divisão a uma comunidade de fé é o anti-Pentecostes, ou seja, Babel. A confusão. Se o que move uma comunidade é o espírito de Babel, aquela comunidade não pode ser reconhecida como Igreja. Porque esta foi fundada em Pentecostes, que pôs fim a Babel. Não concedo nem mesmo o adjetivo criado por muitos de “igreja carnal”, porque de igreja, uma comunidade assim nada tem, além do desejo de ser uma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nós temos que superar Babel e expulsá-la de nossas mentes e corações. Não podemos dar lugar ao espírito de divisão, de contenda, de incompreensão e soberba. Devemos ser pentecostais: diversos e unidos. Muitos e um. Unidade na diversidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Minha oração é que a Comunidade Betel do Rio de Janeiro prossiga como até aqui tem andado: uma comunidade onde existe o respeito mútuo; onde o exercício da tolerância é uma constante; onde as falhas não são sublinhadas, antes, perdoadas; onde os tropeços não são considerados definitivos, mas tão somente oportunidade de levantar de novo para prosseguir no Caminho. Minha oração a Deus no dia de Pentecostes é que sejamos sempre assim: diversos mas unidos. Muitos e somente um em Cristo. Não deve existir entre nós soberba, intolerância, incompreensão. Somos família bendita no Senhor. Somos pentecostais!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Meu desejo e minha oração neste dia rogam ao Senhor da Igreja que envie todos os dias o sopro do Seu Espírito, que Pentecostes seja evento diário entre as igrejas, principalmente as igrejas inclusivas. Que haja entre nós a compreensão ampla do que de fato significa Pentecostes. Reduzir Pentecostes aos fenômenos que tiveram início da Rua Azuza, na cidade de Los Angeles, é pecar contra Deus que derramou Seu Espírito visando muito além de línguas estranhas, profecias, visões, revelações, curas e unções novidadeiras. Adoração extravagante é ter coração contrito diante de Deus, reconhecendo-se no irmão e nele encontrando a face de Jesus. Línguas estranhas não separam, unem e trazem compreensão plena e visão uns dos outros. Profecias edificam, exortam, consolam a Igreja, não a separa. Revelação não pode ser outra senão aquela que revela Babel, para que esta seja superada em Pentecostes. Cura deve ter início em nós, em nossa alma, em nosso coração, para que nossa altivez, fruto de uma personalidade doente e carente de afirmação, seja curada. Unção é ser corpo bem ajustado, ligado, harmonioso, saudável e feliz. Haja dons e os mais variados entre nós! Haja curas, profecias, revelações e unções! Mas que tudo isso seja trabalho de Deus somente e, se vem mesmo Dele, nada que se compare a Babel se levanta! Se vem Dele, a conseqüência é união sincera, harmonia, alegria, gozo e testemunho que edifica.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Juntos, roguemos ao Senhor: envia o Teu Espírito e renova a face da terra! Seja assim, para a honra e glória do nome do Senhor! Amém!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Rev. Márcio Retamero – Pastor da Igreja&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-5281321487217732001?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/5281321487217732001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=5281321487217732001&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/5281321487217732001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/5281321487217732001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/06/pentecostes-o-fim-de-babel-leituras.html' title='Domingo de Pentecostes - 31/05/2009'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SiUOyN9jOvI/AAAAAAAAAt4/ulz3JB1kbI8/s72-c/33pentecostesC.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-6023826380678389937</id><published>2009-05-12T18:13:00.004-03:00</published><updated>2009-05-12T18:18:49.877-03:00</updated><title type='text'>MARIA DE NAZARÉ – MODELO DE MULHER E MÃE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SgnnBwF4E4I/AAAAAAAAAso/7MKo0vOAkDs/s1600-h/maria-762812.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335049250872497026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 307px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SgnnBwF4E4I/AAAAAAAAAso/7MKo0vOAkDs/s320/maria-762812.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Artigo dedicado às nossas Mães, tanto as que estão conosco, quanto as que já se encontram com Jesus no céu.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se você tem acompanhado a série de estudos sobre Eclesiologia, já sabe que o protestantismo que chegou ao Brasil veio pervertido, contaminado, pela ideologia puritana, que defendia uma igreja protestante o mais distante possível da Igreja Católica Romana. Em recente artigo, eu declarei que achava isso péssimo para nós, porque muito perdemos com este tipo de protestantismo cheio de preconceito e movido por um proselitismo raso e vil. Por ter chegado em nossas terras já contaminado pela ideologia puritana, nós, protestantes brasileiros, somos herdeiros de uma igreja que vê com maus olhos a espiritualidade mariana dos católicos romanos. Embora, pessoalmente, eu reconheça exageros no culto mariano dos católicos, eu creio que não podemos jogar fora “a água suja da bacia junto com o bebê”. Nas Igrejas Protestantes da Europa, Maria é dignamente honrada, não como Co-Redentora, nem a 4ª. Pessoa da SSma. Trindade, nem como Mediadora de todas as Graças; mas é honrada como uma heroína da fé; é honrada por ter sido eleita a Mãe de Jesus; por ter sido uma mulher forte, corajosa, exemplo de mulher e mãe. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tanto João Calvino quanto Martinho Lutero, pais da Reforma Protestante, jamais trataram Maria como hoje tratam esses “pastores evangélicos”, esses “apóstolos e apóstolas”, cheios de preconceito e má fé. Os Pais da Reforma sempre que escreveram sobre Maria, o fizeram de maneira terna, carinhosa, com admiração e respeito pela Mãe de Jesus. Eu mesmo e tenho certeza que você também, já ouvimos muitos absurdos da boca dessa gente que coloca a Mãe de Jesus como uma reles nota de pé de página na biografia de Jesus, diminuindo-a! Pense comigo: se não fosse nossa mãe, estaríamos aqui? Se não fosse nossa mãe, como seria a nossa infância, nossa adolescência, nossa juventude? Eu e você, certamente, temos ótimas lembranças das nossas mães e não sabemos o que seria de nós hoje sem a presença, sem o carinho, sem o cuidado de nossas mães; não é verdade? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Maria de Nazaré não foi e jamais será uma nota de pé de página, um dado menor, um “detalhe pequeno” na vida de Jesus e na vida dos seguidores de Jesus! Maria jamais será alguém não merecedora do nosso respeito e admiração, do nosso carinho. Ainda que você tenha aprendido, como eu aprendi, que Maria é um mero detalhe, hoje é o momento; hoje é o dia de você repensar e resignificar a pessoa de Maria em sua vida espiritual, pois ela é modelo e exemplo de fé, coragem; é exemplo e modelo para todos os cristãos, principalmente as mulheres e as mães. Destaco 3 passagens dos Evangelhos, onde Maria é representada, não pela falta de respeito, como fazem hoje com ela, mas como uma mulher de fé e de coragem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O primeiro exemplo não poderia deixar de ser o que Lucas chamou de “Anunciação”. Maria, segundo o Evangelho, estava em sua casa, em Nazaré, quando um Anjo do Senhor, chamado Gabriel, entrou no local e anunciou que ela seria a Mãe do Salvador, a Mãe de Cristo. E a saudou assim: “Ave, cheia de Graça! O Senhor é contigo!” (Lc 1.28). Pare e pense nessa saudação! Um Anjo, não um ser humano, veio da parte de Deus e disse: Salve, alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo! Maria era uma mulher fiel a Deus, tão fiel que achou dignidade diante de Deus para ser ninguém mais, ninguém menos, que a primeira a receber –fisicamente- Jesus, o nosso Salvador. Foi a primeira convertida a Cristo da História! Não obstante a pena de morte – sim, a pena de morte! – porque era isto que acontecia quando uma mulher não casada ficava grávida; não obstante o medo de perder a própria vida por apedrejamento; Maria disse SIM a Jesus. A primeira a fazer isso! Podemos diminuir essa Mulher? Podemos minimizar seu papel na História da nossa Salvação? Podemos colocá-la como um mero detalhe na vida de Jesus? Não, não podemos! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um segundo exemplo vem do Evangelho segundo João. Jesus e sua família foram convidados para uma festa de casamento na cidade de Cana da Galiléia. Quem estava lá, junto dele? Maria, a sua Mãe! No ápice da festa, o vinho acabou! Quem veio em auxílio dos noivos para que não passassem vergonha diante de seus convidados? Maria, a Mãe de Jesus! Ela disse ao Filho: “acabou o vinho”. Ele a respondeu: “Mulher, que tenho eu contigo? Não é chegada a minha hora!” Maria, como nossa mãe tantas vezes já fizeram conosco, ignora completamente o que Jesus diz; vira-se para os garçons e diz: “Fazei tudo o que Ele vos disser”! Eu adoro essa passagem! Maria como Mãe, tinha autoridade, conhecia seu Filho e podia ignorar a resposta Dele e ter a certeza que Ele agiria. E assim o fez. O vinho não acabou; a festa continuou; os noivos não passaram vexame e Jesus operou seu primeiro sinal, seu primeiro milagre. Agora me diga: quantas vezes sua mãe não ignorou completamente uma resposta mal dada sua na certeza de que você faria o que ela pediu? E você foi lá e fez, não foi? Jesus também. Se Maria não fosse importante na vida de Jesus, teria Ele atendido seu pedido? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um terceiro e último exemplo encontramos nos 4 Evangelhos: No dia da morte de Jesus, no dia em que O penduraram na Cruz, Maria estava lá, aos pés daquela cruz, ao lado do Seu Filho, presenciando a pena de morte que sobre Ele caíra. Vendo-o morrer pelas mãos de gente cheia de iniqüidade. Imagine, se você conseguir, você sendo morto e sua mãe ali ao teu lado vendo tudo. Imagine se é que podemos imaginar; a dor da sua mãe ao vê-lo tombar sem vida, mas antes, ser torturado, caçoado, humilhado. Se for possível, imagine! Como reagiria a sua mãe? Eu tenho certeza que ela reagira com urros de dor, com lágrimas, com o coração dilacerado. Eu tenho certeza que ela sofreria como Maria sofreu. Só as mães são capazes de falar sobre a dor da perda de um filho. Só as mães, penso na mãe de João Hélio, são capazes de falar sobre a dor de ver seu filho morrer diante de seus olhos. Vamos continuar minimizando a Mãe de Jesus? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Maria, por todos os exemplos que encontramos em nossas Bíblias – eles são muitos; tornou-se o modelo de fé, o modelo de mulher, o exemplo de mãe para todas as gerações de cristãos e cristãs. Maria não pode ser minimizada, não pode ser um mero detalhe na vida de Jesus, não pode ser vilipendiada por evangeloucos que dizem serem seguidores de Jesus. Hoje, nossa homenagem às mulheres que nos trouxeram à vida, também é uma homenagem à Mulher que trouxe nosso Salvador ao mundo: Maria. Pedimos ao Senhor que nossas mães sejam como Maria foi: uma mulher forte, sábia, corajosa, cheia de fé e cuidado maternal. Pedimos ao Senhor que perdoe os insensíveis e ignorantes evangélicos que tratam Maria como alguém menor. Pedimos ao Senhor que levante entre nós, em Betel, mulheres de serviço ao Mestre como Maria. Às mães que já estão com o Senhor, tenham certeza: encontraram com Maria lá, pois é lá que ela e suas mães estão e lá tem festa e alegria, todos os dias, com a presença certa da Mãe do Senhor e jamais o vinho acabará!&lt;br /&gt;Feliz dia das Mães! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Rev Márcio Retamero&lt;br /&gt;Pastor da Igreja&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-6023826380678389937?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/6023826380678389937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=6023826380678389937&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/6023826380678389937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/6023826380678389937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/05/maria-de-nazare-modelo-de-mulher-e-mae.html' title='MARIA DE NAZARÉ – MODELO DE MULHER E MÃE'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SgnnBwF4E4I/AAAAAAAAAso/7MKo0vOAkDs/s72-c/maria-762812.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-8398133652865485475</id><published>2009-05-11T16:29:00.003-03:00</published><updated>2009-05-11T16:31:30.789-03:00</updated><title type='text'>DIA MUNDIAL DE COMBATE A HOMOFOBIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Sgh8wof_Q0I/AAAAAAAAAsg/eTgi7dj1cH8/s1600-h/CINE_PIPOCA_MAIO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334650933567505218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Sgh8wof_Q0I/AAAAAAAAAsg/eTgi7dj1cH8/s320/CINE_PIPOCA_MAIO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMUNIDADE BETEL DO RIO DE JANEIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONVIDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROGRAMAÇÃO ESPECIAL PARA O DIA MUNDIAL DE COMBATE A HOMOFOBIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Dia 16 de Maio (sábado):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Às 17 horas: Cine Pipoca Betel Especial: Exibição do Filme MILK, seguida de debates sobre Ação Política LGBT, Homofobia Religiosa Cristã e Inclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Participação Especial de Cláudio Nascimento – Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Direitos Humanos do Governo Estadual do Rio de Janeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Endereço do Evento: Rua São Clemente, nº 261, Salão de Festas.&lt;br /&gt;          Informações pelos telefones: 3353-2784 e 8704-4143 – falar com Márcio ou Marcell.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Dia 17 de Maio (domingo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Às 15 horas: Participação da Comunidade Betel RJ no Ato pelo Dia Mundial de Combate a Homofobia - Praia de Ipanema - Concentração na Av. Vieira Souto com a Rua Vinícius de Moraes.&lt;br /&gt;- Informações nos telefones: 2222-7285 e 2215-0844.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Às 19 horas: Culto Especial pelo Dia Mundial de Combate a Homofobia na Comunidade Betel do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o ato do Culto, lembraremos das vítimas da Homofobia ao redor do mundo, especialmente as vítimas brasileiras e leitura do Manifesto Cristão Inclusivo contra a Homofobia Religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Endereço: Rua do Resende, 35, 2º andar. Sala de Reunião do Hotel Pouso Real. Lapa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informações nos telefones: 3353-2784 e 8704-4143 (falar com Márcio ou Marcell).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Contamos com a sua presença!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;               Rev. Márcio Retamero – www.betelrj.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-8398133652865485475?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/8398133652865485475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=8398133652865485475&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/8398133652865485475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/8398133652865485475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/05/dia-mundial-de-combate-homofobia.html' title='DIA MUNDIAL DE COMBATE A HOMOFOBIA'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Sgh8wof_Q0I/AAAAAAAAAsg/eTgi7dj1cH8/s72-c/CINE_PIPOCA_MAIO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-6602061103005648067</id><published>2009-05-05T15:50:00.002-03:00</published><updated>2009-05-05T15:55:06.105-03:00</updated><title type='text'>Palestra no Grupo 28 de Junho em Nova Iguaçú</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SgCLgm_P4rI/AAAAAAAAArw/2fniuoc-98M/s1600-h/1215148522_crescimentoquadrada_1-299x300.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 299px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SgCLgm_P4rI/AAAAAAAAArw/2fniuoc-98M/s320/1215148522_crescimentoquadrada_1-299x300.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332415351144571570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No próximo 13 de Maio, quarta-feira, o Rev Márcio Retamero, Pastor da Comunidade Betel do Rio de Janeiro, estará em Nova Iguaçú, ministrando palestra sobre &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Religião e Homossexualidade".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Local: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Centro Cultural Sylvio Monteiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Endereço: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;R. Getúlio Vargas 51 (ao lado da Estação de Nova Iguaçú)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Horário: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;19 horas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compareçam!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-6602061103005648067?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/6602061103005648067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=6602061103005648067&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/6602061103005648067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/6602061103005648067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/05/palestra-no-grupo-28-de-junho-em-nova.html' title='Palestra no Grupo 28 de Junho em Nova Iguaçú'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SgCLgm_P4rI/AAAAAAAAArw/2fniuoc-98M/s72-c/1215148522_crescimentoquadrada_1-299x300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-9221993956639567591</id><published>2009-04-30T12:41:00.001-03:00</published><updated>2009-04-30T12:44:34.467-03:00</updated><title type='text'>Manifesto contra o Projeto de Lei 2204/2009, do Deputado Estadual Jorge Babu</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;NEM ABELHAS E NEM ZUMBIS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Chamado de “Colméia” por estar quilômetros abaixo da terra, um laboratório nos Estados Unidos é palco de um grande desastre científico. Uma sabotagem faz com que um vírus mortal e contagioso contamine a todos os cientistas que lá trabalhavam motivo pelo qual Alice e Rain recebem a missão de invadir a “Colméia” e conter a disseminação da catástrofe. Entretanto, os jovens são surpreendidos pelo fato de os cientistas contaminados pelo vírus mortal não terem propriamente morrido, mas, antes, terem se transformado em zumbis devoradores que, dentro do próprio laboratório, buscam as suas vítimas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;A história acima é apenas a sinopse do filme “Residente Evil”, uma mega ficção científica, porém poderia muito bem ilustrar o enredo de um dos últimos projetos de lei do deputado estadual Jorge Babu. O deputado, provavelmente fã de Paul W. S. Anderson e de outras produções de ficção científica, como “Eu sou a Lenda”, pretende criar um banco de dados com os “zumbis” do Estado do Rio de Janeiro. Sim, “zumbis”, seres distintos da espécie humana, vetores de um vírus potencialmente contagioso e que precisam ser catalogados, cadastrados, expostos, isolados, excluídos do direito ao privado e à mercê do público. Refiro-me aos soropositivos, aqueles que possuem o vírus HIV, e ao projeto de lei do referido deputado que, em nome do princípio da isonomia, pretende divulgar no site da Secretaria de Saúde os nomes de todos os cidadãos portadores do vírus HIV/AIDS, em todo Estado do Rio de Janeiro. Não, isto não é um pesadelo. É, sim, a ficção de Paul W. S. Anderson levada a projeto na Assembléia Legislativa do Rio.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;A cena que abre a ficção do “&lt;i style=""&gt;Resident Babu”&lt;/i&gt; é esta: Um jovem rapaz, com dificuldades em lidar com a condição de soropositivo, esconde da família e dos amigos – porque é direito seu – a condição de portador do HIV/AIDS. Em um dos péssimos dias que tem passado, sua mãe, que é uma internauta, ouve de uma amiga que o Estado do Rio de Janeiro dispõe de um serviço de listagem dos portadores do vírus da AIDS e resolve acessar o site da Secretaria de Saúde. É quando descobre que, entre os milhares de nomes divulgados em domínio público, está o do seu filho. A senhora começa a passar mal, é levada ao hospital, onde vem a falecer. Qual a classificação do filme? Drama ou comédia? Isso é piada? Faltou o bom gosto e o bom senso no cinema do deputado Jorge Babu.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Aliás, posso afirmar que faltou muita coisa nesta película da vida real. Em primeiro lugar, faltou ouvir instituições que lidam com pessoas soropositivas. Deveriam ser elas, antes de mais nada, as primeiras a opinarem nas medidas para promover o bem estar dos cidadãos portadores do vírus da AIDS. Desconheço, até então, o que a ABIA/RJ tem a dizer sobre o referido projeto de lei e tenho certeza que ela sequer foi consultada. Posso apostar, com largo risco de ganhar, que o referido deputado desconhece a existência e/ou o trabalho desenvolvido por esta renomada instituição. Onde estão as universidades e os cursos da área da saúde para impedir esta catástrofe jurídica? Também desconheço a opinião dos familiares e amigos dos soropositivos nos parágrafos do deputado. Sustento que na justificativa do projeto de lei de Jorge Babu deveria haver um manifesto de cidadãos soropositivos solicitando uma lista com seus nomes completos na Internet bem como o CPF. Se não há sequer uma manifestação de apoio aos artigos e à justificativa do deputado, presumo que sua intenção é, no mínimo, preconceituosa.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Faltou também a falta de compromisso com a ética dos profissionais da saúde. Jorge Babu afirma que é “notório e sabido certo despreparo de enfermeiros, médicos, bombeiros, socorristas, bem como da falta de materiais e instrumentos imprescindíveis ao atendimento emergencial. [...] todos esses profissionais [...] possuem o direito, constitucional, de saber estar tratando de um cidadão soro-positivo, que por essa mesma condição, exige cuidados especiais”. Ora, em primeiro lugar, o parlamentar foi audaz em desqualificar o compromisso dos profissionais da área da saúde, generalizando os maus atos e as falhas operacionais que existem nesta área específica, bem como em qualquer área e em qualquer profissão. Em segundo lugar, não se pode, em função de um déficit qualitativo de uma determinada parte do serviço de saúde do Estado, tornar este mesmo déficit motivo substancial para se outorgar uma lei, como se ele fosse a regra geral que norteia todos os profissionais da biomedicina, da enfermagem ou dos laboratórios de análises clínicas. Em terceiro lugar, o que Jorge Babu deixa claro em seu projeto de lei é, pelo menos, a institucionalização do cinismo do serviço público e do Parlamento Estadual. Ao invés de oferecer uma melhor formação, melhor qualificação, melhores salários, melhor fiscalização dos serviços prestados pelo Estado, dá-se um “jeitinho”, adaptando a vida daqueles que já sofrem com o despreparo profissional – de acordo com as palavras de Babu – à sua falta de humanização. Em outras palavras, se o serviço de saúde é uma porcaria, reconhecemos através da lei que não somos competentes para melhorar, e deixemos o paciente – que é o de menos – se virar com a nossa falta de profissionalismo. Que fique clara aqui a moral deste épico cinematográfico da vida real: Isto é desrespeito! Isto é vergonhoso!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Inspirado em “Eu sou a Lenda”, o filme estrelado por Will Smith, Jorge Babu pretende segregar os cidadãos do Estado do Rio de Janeiro que, por um aspecto, são diferentes dos demais, isto é, porque são soropositivos. Entretanto, Babu eleva esses cidadãos à categoria de bombas patológicas que devem emitir alertas – crachás de identificação, lista pública de nomes em site etc – para que nenhum dos demais cidadãos seja atingido pela doença que, confinada dentro da pele, periga sair pelos poros das pessoas, tal qual um garçom que, tendo a bandeja uma dúzia de taças de vinho cheias até a borda, transita pelo salão de festas equilibrando o prato de metal, correndo o risco de manchar a blusa de alguém que foi convidado para a festa pobre, da qual falava Cazuza. O garçom que carrega as taças de vinho, na visão de Babu, deve se vestir com um uniforme bem diferente, para que todos saibam que ele carrega acima de suas cabeças – mas também de sua profissão, de sua dignidade, de seu caráter, de sua fé, de sua história – taças com um vinho &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;diferente e perigoso. Não seria mais correto fornecer uma formação de excelência ao garçom, para que ele possa ser uma pessoa consciente de seu ofício, carregando menos taças ou não as enchendo até a borda? Ou ainda, treinar os futuros garçons para que, utilizando de métodos preventivos, saibam do risco que é portar um vinho contagioso e, assim, serem mais cautelosos ao encherem as taças em suas adegas? Mas não! Ao invés disso, Jorge Babu prefere transformar cidadãos em perigosos e potenciais assassinos biológicos, como se não se pudesse evitar a transmissão do HIV/AIDS à classe de médicos, bombeiros e enfermeiros, por aqueles cidadãos, caso os ditos profissionais usassem os procedimentos adequados ao terem contato direto com material sanguíneo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Faltou ainda inteligência logística à idéia do nobre deputado. Supondo-se que sua idéia fosse minimamente proveitosa e, ainda que a dita lista seja aprovada e todos os portadores do vírus da AIDS estivessem com seus nomes e CPF’s no site da Secretaria de Saúde, e tivessem uma “identificação própria”, como ele sugere, não se poderia ignorar o despreparo profissional que o próprio deputado aponta no seu projeto de lei. Porque se assim for, os enfermeiros e bombeiros estariam livres do vírus da AIDS, mas e em relação às demais doenças cuja transmissão também se faz através do sangue? Então a regra é essa? “O paciente é soropositivo? Bom, então devemos ter cuidado... Oh, este não é soropositivo, então podem fazer o atendimento à moda babu!”. Caro deputado, a excelência no atendimento deve ser o mínimo que um paciente portador do vírus HIV pode receber do SUS, mas o cuidado é condição &lt;i style=""&gt;sine qua non&lt;/i&gt; para que um profissional seja da área da saúde e atenda a qualquer um com este mesmo cuidado. Caso esse serviço não seja do seu agrado, faça um projeto de lei que vise à melhoria do sistema de saúde do Estado. Mas não se preste a esse papel infame. Tenha o mínimo de consideração com seu curral eleitoral da Zona Oeste do Rio, aqueles que, por inocência ou consciência, confiaram seus votos à sua eleição.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O deputado Jorge Babu utiliza-se de um princípio constitucional para dar legitimidade ao seu projeto: a isonomia. Mas, faltando-lhe discernimento jurídico e sobrando-lhe intenção de fé duvidosa, o parlamentar faz péssimo uso deste princípio constitucional. Isto porque não existe lei isenta de valor. Não se pode usar as palavras jurídicas de um contexto e jogá-las ao léu, como se cada linha da legislação pudesse ter a pretensão de ser universal. Jorge Babu diz que o “Princípio da Isonomia ensina que devemos tratar os iguais de forma igual e os diferentes de forma diferente. [...] Contudo, enquanto detentores de condição viral contagiosa, tais cidadãos [os soropositivos] assumem característica diversa dos demais, exigindo tratamento diverso”. O que diria Hitler dos judeus na década de 1930? “Devemos tratá-los, os judeus, de forma diferente. Enquanto detentores de condição biológica e social contagiosa, eles possuem característica diversa dos demais”. Ou ainda, o que diria a Igreja Católica, em relação às mulheres queimadas como bruxas na Inquisição Medieval? “Devemos tratar as mulheres iguais de forma igual e as diferentes de forma diferente. Essas mulheres são diferentes e, enquanto detentoras de condição religiosa contagiosa, tais mulheres assumem característica diversa das demais, exigindo tratamento diverso, ou seja, a fogueira”. Poderíamos ainda aplicar o princípio da isonomia, de maneira aleatória, em diversos outros contextos históricos, destituindo-lhe o valor que possuía no contexto em que ele surgiu na nossa legislação. Ora, e qual o contexto do surgimento do princípio da isonomia na legislação brasileira? Ela tem sua origem com a primeira constituição republicana em seu artigo 72: “todos são iguais perante a lei”. Isto quer dizer que – e só faz sentido se – o Brasil estava deixando de ser um país monárquico e adquirindo a condição de República. E em uma república, não caberiam – em tese – as relações desiguais que vigoravam no regime anterior. Quero dizer que, por exemplo, o indivíduo deveria ter sua ascensão social promovida antes pelo mérito que por ser amigo do rei. Nesse sentido, dizer que todos são iguais perante a lei, significa dizer – mais uma vez, em tese – que todos têm (ou deveriam ter) iguais condições diante da Carta Magna, e não condições diferenciadas de acordo com o maior ou menor apoio de um monarca. No entanto, a Constituição de 1988, consagra aquele princípio no caput do artigo 5º, quando diz que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza” e aponta para a igualdade dos diferentes, criando “desigualdades”, isto é, a lei trata desigualmente os diferentes com o objetivo de torná-los iguais de fato. No caso de 1988, é importante não nos esquecermos do período histórico do qual o país era egresso no final da década de 80. Era necessário afirmar o princípio da isonomia diante de tanta desigualdade – sobretudo política – que vigorava na época da ditadura militar. Mas mais importante que isto reside no fato de que em nenhum aspecto a idéia de um cadastramento soropositivo está consoante com os princípios e valores de 1988. Primeiro porque a AIDS, em 1988, era praticamente um fantasma desconhecido. Segundo porque credenciar esses cidadãos desta maneira arbitrária, em nada promove a igualdade dos diferentes. Importante frisar que o contrário de “igual” é “diferente”, e não “desigual”. “Diferente” e “desigual” não são sinônimos. Babu propõe não a diferença, mas a desigualdade. Sim, é fato que um portador de HIV é diferente de quem não possui o vírus. Entretanto, a igualdade jurídica, civil e social deste indivíduo não será dada por um cadastramento onde sua vida, seu nome e até seu CPF estão expostos a terceiros sem o seu controle. A isonomia não pode ferir o princípio da autonomia, e é isso – essa ferida – o que defende Jorge Babu. Suas idéias nos fazem lembrar as revoltas que agitaram o Rio de Janeiro do início do século XX, diante das reformas urbanas que procuravam “higienizar” a cidade. Cabe aqui lembrar que a “higienização” pressupunha a demolição de cortiços, a retirada de cidadãos das ruas à força, a demarcação de território por onde umas pessoas poderiam passar e outras não, a remoção de famílias para localidades distanciadas dos centros urbanos e, como ápice, uma vacinação obrigatória, que não era acompanhada de instrução, de educação, de ensino. Imaginem hoje o que seria a Polícia Militar entrando na sua casa, baixando a calça da sua mulher para fazer à força um exame ginecológico ou de qualquer outra natureza, a fim de evitar uma epidemia qualquer. Naquele contexto, levantar as mangas dos braços das mulheres para enfiar-lhes nos ombros uma agulha, contendo um antídoto patológico e social, era considerado um abuso ao direito privado, mas o poder público da República assim o fez, ferindo os ideais da isonomia, os quais defenderam os parlamentares alguns anos antes quando da redação da Constituição de 1891.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Por fim, gostaria de sugerir que, caso este projeto seja aprovado, que também seja aprovada a minha idéia de cadastro com nome, sobrenome e CPF, de todos os portadores de gripe. Tanto da tradicional quanto desta última, a gripe suína, que vem assolando e assustando populações do mundo inteiro. Da mesma forma, um cadastro específico para os portadores de tuberculose e para todos aqueles que têm hepatite. Não podem se esquecer também dos esquizofrênicos, das mulheres com câncer de mama e aquelas da alta sociedade que tem sofrido com o alcoolismo, como apontam os índices mais recentes. Também acho justo que façam um cadastro para os diabéticos, e um outro para os portadores do Mal de Alzheimer. E por que não cadastrar também todos os cidadãos que foram atingidos pela dengue no Rio de Janeiro em 2008? Mas o cadastro há de ser separado, um para cada tipo de dengue. Não pode misturar. Importante também fazer um cadastro de portadores de câncer linfático, ainda mais agora depois que a ministra Dilma lamentavelmente recebeu a notícia de sua moléstia. Faltaria ainda o cadastro dos que sofrem com a hanseníase, esse mal que tanto assolou os personagens bíblicos milênios atrás. É mais do que justo que sejam recompensados pelo princípio da isonomia. Assim como as populações do norte do país, que são assoladas pela malária, também merecem um cadastro único. E para fazer justiça à população negra, um belo cadastro da anemia falciforme. E para os que sofrem com problema de peso, um cadastro dos que possuem obesidade mórbida. E ainda na categoria das doenças, um cadastro somente de psicopatas, parecido com aqueles do FBI que a gente vê nas séries americanas. E, mais importante ainda, seria cadastrar os mais doentes desta sociedade, ou seja, esses políticos pé-de-chinelo que são envolvidos com milícias e são expulsos de seus partidos, que cometem crime ambiental porque apóiam essa prática horrorosa, que é a rinha de galos, e por conta disso são presos e recebem advertências do partido do qual um dia fizeram parte. Também há de se fazer um cadastro de todos os parlamentares que impedem que moradores das comunidades recebam suas correspondências e seus remédios – caso não estejam com suas taxas em dia com a milícia – e os obrigam a fornecer autorização para que propagandas eleitorais sejam fixadas em suas residências. Um cadastro deve ser feito para esses doentes parlamentares que são denunciados pelo Ministério Público por formação de quadrilha e extorsão e são acusados de chefiar grupos milicianos em uma determinada zona da cidade, e que são eleitos utilizando imagens religiosas como carros-chefe de suas candidaturas, esses mesmos que ainda não acordaram para o fato de que o regime do padroado – a ligação entre política e religião – caiu junto com a monarquia em 1889 e, em seu lugar, emergiu um princípio constitucional muito importante, a isonomia, e que tais políticos, infelizmente, por desconhecerem a sua essência, ou dela fazerem mal juízo, ocupam-se em elaborar projetos de leis que só contribuem para aumentar a falta de dignidade de uma população que sofre; o sofrimento de cidadãos que querem ser e podem ser felizes; e a infelicidade de um país que padece com o ranço político e uma crescente prática discriminatória que vai sendo incorporada à legislação se nós, cidadãos desta mesma terra, não manifestarmos o nosso repúdio e nosso asco em relação a essa corja que ganha rios de dinheiro legislando sobre o sofrimento alheio.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;É porque discordo de idéias de cunho discriminatório; porque sou contra qualquer prática que se assemelhe ao confinamento nos campos de concentração nazistas; porque creio em um Estado laico, livre de fato e de direito; porque defendo que os direitos civis devem ser respeitados e os sociais devem ser oferecidos igualmente a todos, respeitando as diferenças e não delas usufruindo; porque creio que não se deve expor ao âmbito público as particularidades do universo privado de nenhum cidadão sem a sua consideração, aprovação, permissão e consciência; porque não acredito que o fato de um cidadão possuir determinada diferença ou particularidade deva ser pretexto para sua futura humilhação ou discriminação; porque repudio qualquer segregação racial, social, sexual ou de qualquer outra natureza; e porque não acredito em uma isonomia que promova o desrespeito, a crise ética, a falta de dignidade e mascare a histórica política de um parlamentar que não tem nenhum decoro para inferir sobre o que é público ou privado (afinal ele próprio nunca distinguiu bem um do outro em sua trajetória política) que deixo aqui, em nome da Comunidade Betel do Rio de Janeiro, o meu protesto diante deste abuso do poder público, que está sendo colocado à prova, através do Projeto de Lei 2204/2009, pelo Deputado Estadual Jorge Babu, eleito por nós, povo, e membro sem partido da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;Leandro Rosetti de Almeida&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;Historiador e Professor&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;Membro da Comunidade Betel do Rio de Janeiro&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-9221993956639567591?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/9221993956639567591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=9221993956639567591&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/9221993956639567591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/9221993956639567591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/04/manifesto-contra-o-projeto-de-lei.html' title='Manifesto contra o Projeto de Lei 2204/2009, do Deputado Estadual Jorge Babu'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-8600403306969953288</id><published>2009-04-24T16:40:00.002-03:00</published><updated>2009-04-24T16:41:06.800-03:00</updated><title type='text'>CARTA ABERTA A JÚLIO SEVERO – HOMOFÓBICO E FUNDAMENTALISTA RELIGIOSO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SfIVzhkXo3I/AAAAAAAAArk/T3lFH-2jCQo/s1600-h/gay-christian-dating-701087.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 304px; height: 195px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SfIVzhkXo3I/AAAAAAAAArk/T3lFH-2jCQo/s320/gay-christian-dating-701087.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328345284061143922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;          Lamentavelmente, não posso iniciar esta carta a você, Júlio Severo, chamando-o de irmão em Cristo, como faço sempre que me dirijo aos meus irmãos e irmãs na fé em Cristo Jesus. Não posso fazê-lo, primeiro, porque não considero você um cristão verdadeiro, tendo em vista sua militância homofóbica e fundamentalista. Em segundo, porque seu último ato demonstra que você, realmente, de cristão, nada tem! Terceiro, porque sou Pastor e Gay, certamente uma blasfêmia pra você, que se apega à letra das Escrituras enquanto esquece o espírito delas. Mas, sabe, eu tenho certeza que nem à letra das Escrituras você se apega, isso é o que você propaga em seu blog com vistas à aprovação de cristãos inocentes e de boa fé; porque se você fosse realmente um literalista bíblico, você amaria aos seus semelhantes como você se ama, pois esta é a Lei dos cristãos. Você, de literalista bíblico, nada tem! Você elege apenas algumas passagens bíblicas para tomar ao pé da letra, geralmente as que são usadas contra os homossexuais; elege as passagens que supostamente te apóiam na luta insana que tens travado, esquecendo tantas coisas que Jesus ensinou e que os Evangelhos, bem como Paulo e outros verdadeiros discípulos de Jesus, declaram abertamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Assim que você “apareceu” com seu blog disseminando o ódio contra os LGBT’s, advogando a causa da pena de morte, o porte de armas; propagando mentiras sobre pessoas, inclusive pastores e filhos de pastores; criticando “severamente” o Presidente Lula e demais políticos brasileiros, como também o Poder Judiciário do nosso país; criticando o trabalho religioso e político das Igrejas Inclusivas, eu pensei: eis aqui mais um militante do teclado! Eis aqui mais um que se esconde atrás de um computador para disseminar contendas e divisões; mais um covarde! Não é que eu estava certo?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Seu último “grande” ato, noticiado pelo LifeSiteNews.com como uma FUGA (“Proeminente ativista pró-família Julio Severo FOGE do Brasil para escapar das acusações de homofobia”) é a prova cabal que os cristãos que te lêem e apóiam; os ativistas LGBT’s bem como toda a população homossexual; as “famílias” que segundo seus seguidores você defende; o Ministério Público Federal, e todos os que conhecem suas opiniões cheias de ódio, temos, para nos certificarmos que você é realmente um covarde, um militante da “causa cristã” de teclado! Você fugindo do país, desonra a Igreja de Cristo; desonra sua família; desonra todos os seus seguidores; desonra a fama de “macho” defensor dos heterossexuais que você fez questão de construir batendo com suas palavras nos gays. Sem falar no péssimo exemplo enquanto cidadão brasileiro que dá às costas ao sistema judiciário do país, desacreditando-o; impingindo ao Ministério Público Federal a má fama de perseguidor de cidadãos corretos e de boa vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Sua fuga desonra o que você mais diz defender: o cristianismo e seus valores. Ao contrário dos nossos pais na fé, que enfrentaram uma sociedade contrária à fé cristã ao invés de fugir dos magistrados, você, na primeira oportunidade fugiu e ainda pede contribuições financeiras à sua fuga aos dóceis e inocentes cristãos que acham que você é um grande cristão! Aos que estão te apoiando na sua fuga e na sua campanha contra o Ministério Público Federal do Brasil e contra os homossexuais brasileiros, eu sugiro que leiam as Cartas do Apóstolo Paulo, os Evangelhos, os Atos dos Apóstolos e o Livro do Apocalipse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Os Atos dos Apóstolos, escrito por Lucas, logo no seu início, no capítulo 4 registra que Pedro e João foram presos. Isso mesmo, Julio Fujão Severo, PRESOS! Convocados pelo Sinédrio, não fugiram, como você, mas lá foram ter para responderem às acusações que lhes eram feitas. No capítulo seguinte, novamente uma prisão. No capítulo 6, Estevão, o primeiro mártir da Igreja de Cristo, comparece diante do Sinédrio, se defende, e é morto (sim, Julio, MORTO, assassinado)! Saulo de Tarso, mais tarde Apóstolo Paulo, perseguia a Igreja de Cristo, recebendo inclusive cartas do Sinédrio de Jerusalém para prender cristãos o que fazia com excelência. No capítulo 12, Herodes, o rei, persegue Tiago e Pedro. No capítulo 14 do livro de Atos, Paulo é apedrejado (você já foi apedrejado alguma vez por amor ao Evangelho que você tanto defende Julio?). No capítulo 16, Paulo e Silas são açoitados e presos. No capítulo 21, Paulo está em Jerusalém quando novamente é preso e levado à ferros para a prisão pública, e desde então, não é mais solto, e Lucas termina o Livro que conta o início do trabalho evangélico, com Paulo em Roma, em prisão domiciliar. Enquanto isso, 2000 anos depois, no Brasil, você que se auto-intitula defensor da Igreja e da Bíblia, foge!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Nas suas Cartas às Igrejas, o Apóstolo Paulo fala das perseguições, dos açoites, das pedradas, dos temores internos e externos; aos Filipenses ele declara: “Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece” (cf. Fp 4.12-13). Paulo, o grande Apóstolo, mártir da fé em Cristo, ao contrário de você, Julio Severo, não fugiu! Enfrentou e em enfrentando, honrou Jesus Cristo e sua Igreja que agora, você com sua fuga desonra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Nos Evangelhos lemos Jesus dizendo aos seus apóstolos e discípulos: “Então sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome” (cf. Mt 24.9). Em outras passagens, Jesus diz claramente: sereis levados à prisão, sereis açoitados, perseguidos; arrastarão vocês diante dos magistrados. E você, Júlio Fujão, se realmente cristão fosse, ouviria o Senhor Jesus (sim, porque pode ser que pra você Paulo e o Apocalipse não têm autoridade moral sobre o seu andar como cristão), ao invés de fugir, ao invés de se esconder, ao invés de se vitimizar, enfrentaria, obedecendo ao que Jesus disse. Que tipo de cristão é você que não dá ouvidos e faz o contrário que o Salvador ordenou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          No Livro do Apocalipse, escrito por João, aliás, escrito na prisão da Ilha de Patmos, perseguido que era pela causa do Evangelho, logo no início, no capítulo 2, na carta à igreja em Esmirna, o Senhor (segundo cremos), declarou: “Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. SÊ FIEL ATÉ À MORTE, E DAR-TE-EI A COROA DA VIDA” (cf. Ap 2.10). Mais à frente o mesmo livro conta sobre os que morreram em testemunho à causa do Evangelho, e como eles são honrados por não negarem, nem fugirem como você, Julio Severo, fez, mas por enfrentarem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Um dos Pais da Igreja escreveu: “o sangue dos mártires é a semente da Igreja”. E foi, de fato, bem antes da “constantinização” da Igreja, quando esta, aliada ao poder, girando a roda da História, de perseguida passou à perseguidora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Com seu ato de fuga, Julio Fujão Severo, você trai toda a História Primitiva do Cristianismo que você, mentiroso, diz tanto defender! Você demonstra que não confia nas Escrituras que você tanto declara ser a Palavra de Deus, sabe por quê? Porque o próprio Jesus, segundo as Escrituras, disse que os cristãos não deveriam temer, antes, deveriam confiar no Espírito Santo, no Consolador, no Ajudador, que falaria através deles quando eles fossem arrastados às prisões e aos tribunais. Você, com a sua fuga, lança lama à história da fé cristã; lança na lama as Escrituras que você diz que defende; pois seu ato desesperado mostra que você não confia no que diz crer e ainda quer que outros cristãos acreditem que você é um grande defensor da Igreja e do Evangelho! Quão cegos são os que assim pensam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          O que seria da fé cristã se nossos antecessores Paulo, Estevão, Pedro, João, os mártires da Igreja, fizessem o mesmo que você agora faz, fugissem? Que testemunho nós teríamos para seguir e nos espelhar se eles fossem covardes como você está sendo? Seria a Igreja de Cristo, a verdadeira, não essa que você diz defender; seria a Igreja de Cristo autora da bela história que ela, com sangue, nos primórdios, escreveu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Deixa eu te dizer uma coisa, Julio Fujão Severo, só mesmo um cristão muito inocente e massa de manobra pode acreditar em você como um “proeminente defensor” de qualquer coisa exceto você mesmo! Seu lema é “farinha pouca meu pirão primeiro”! Na primeira oportunidade que você teve de defender como Paulo, como Pedro e João, o Evangelho diante de um tribunal, você corre, seu Fujão! E ainda faz beicinho de perseguido! E ainda se vitimiza! E ainda joga em nós, gays e lésbicas deste país a culpa! E ainda, não menos grave, propagandeia e impinge ao Ministério Público o reles papel de perseguidor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Deixa eu te dizer uma outra coisa, Julio Fujão Severo: sabe quem, nos dias de hoje, estão defendendo o Evangelho, inclusive com suas vidas? Os gays cristãos e cristãs! Sabe quem, nos dias de hoje, recebem telefonemas e e-mails com ameaças de morte, cheios de requintes de crueldades, narrando como morreremos? Nós, os da Igreja Inclusiva (que vocês falsos cristãos adoram chamar de “igreja gay” achando que nos ofende com isso! Tolinhos!), os pastores e pastoras gays e lésbicas! Você não tem idéia, Julio Fujão, dos e-mails que recebo no site da Comunidade Betel do Rio de Janeiro, a “igreja gay” como vocês dizem! E sabe quem são os autores desses e-mails cheios de ameaças? Os “cristãos” como você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Você certamente ignora a nossa história, a história da “igreja gay”! Você sabe, por exemplo, que a Igreja da Comunidade Metropolitana de Los Angeles, a mãe de todas as igrejas inclusivas do mundo, foi atacada, queimada, colocada à baixo pelos cristãos fundamentalistas?! Ao contrário de você, que foge, o Reverendo Troy Perry, enfrentou junto com os irmãos e irmãs daquela igreja os fundamentalistas, não somente celebrando o culto do dia seguinte no meio dos escombros (fotografias provam o fato), mas indo aos canais de comunicação declarando: vocês, fundamentalistas, não vão nos matar, não vão nos calar, Deus não faz acepção de pessoas! O que seria de nós hoje, se o Rev. Troy e seus amigos e amigas, fugissem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Você sabia que até a Santa Ceia, sacramento sagrado para nós, gays e lésbicas cristãos e cristãs, os fundamentalistas já envenenaram, levando centenas para o hospital? Você sabia que na Romênia, uma pastora lésbica todo ano é levada ao cárcere por colocar os irmãos e irmãs gays cristãos e cristãs na rua, tentando fazer lá o que chamamos de Parada do Orgulho, para exigir direitos humanos? Você sabia que na Jamaica, somos nós, gays e lésbicas cristãs e cristãos, que derramamos hoje, não num longínquo passado, o nosso sangue, porque nossas igrejas lá são sistematicamente atacadas pelos fundamentalistas homofóbicos com paus e pedras e que já causaram mortes? Você sabia, Julio Fujão Severo, que estamos na África lutando combatendo o HIV/AIDS e ao mesmo tempo falando acerca do Amor de Deus sem distinção, sem exclusivismos? O que você sabe da nossa luta aqui no Brasil? Você nada sabe! O que você sabe é se esconder, seja atrás de um teclado de computador, seja em outro país! Você só sabe sentar confortavelmente e escrever contra o nosso povo que já sofre o bastante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Sabe o que acontece contigo? Eu te digo! Você diz que lê tanto e tanto defende as Escrituras, mas você mente; o que acontece agora contigo é o que o Apóstolo Paulo declara em Gálatas: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (cf. Gl 6.7). Deus e somente Ele sonda os corações e discerne os pensamentos mais íntimos do coração humano. Ele sabe o que vai em você e sabia que a maneira de mostrar aos cristãos e cristãs deste país que seu objetivo é ficar famoso pela polêmica com os alvos fáceis dessa sociedade; nada tendo a ver com a defesa da família, do Evangelho e da Igreja. Na primeira oportunidade, você, covarde, fugiu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          É este o exemplo que você dá aos irmãos e irmãs da Igreja? É este o exemplo que você dá à sua família, sua esposa, seus filhos? O de Fujão e vítima dos outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Como Ministro do Evangelho e dos Sacramentos, eu te exorto e te admoesto publicamente, a honrar o nome de cristão que você tanto faz propaganda; a dar exemplo edificante, não humilhante à Igreja e à sua família nuclear. Volte e enfrente! Seja homem, seja digno, não fujão! Se você está certo, nada tens a temer! Mas sabe por que  você fugiu? Porque você sabe que agiu mal e está errado; então, arrepende-te! Faça a metanóia em sua vida, como somos chamados a fazer pelo Evangelho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Como cidadão brasileiro, peço ao Ministério Público que não diminua os esforços de te achar, de te trazer de volta, ainda que extraditado; que te ouça em sua defesa e que julgue se você é ou não réu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Como Pastor e Gay com muito orgulho e honra, te peço, Julio Severo, e a todos os fundamentalistas religiosos brasileiros: se não querem cumprir as leis do Brasil, cumpram, pelo menos, a Lei de Deus, que prescreve: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento; e, amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Pelos mártires gays cristãos e lésbicas, travestis e transexuais cristãs e por Jesus, nosso Senhor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reverendo Márcio Retamero&lt;br /&gt;Pastor da Comunidade Betel do Rio de Janeiro&lt;br /&gt;www.betelrj.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-8600403306969953288?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/8600403306969953288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=8600403306969953288&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/8600403306969953288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/8600403306969953288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/04/carta-aberta-julio-severo-homofobico-e_24.html' title='CARTA ABERTA A JÚLIO SEVERO – HOMOFÓBICO E FUNDAMENTALISTA RELIGIOSO'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SfIVzhkXo3I/AAAAAAAAArk/T3lFH-2jCQo/s72-c/gay-christian-dating-701087.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-3619279154307820950</id><published>2009-04-23T19:31:00.002-03:00</published><updated>2009-04-23T19:34:52.280-03:00</updated><title type='text'>CARTA AOS PARLAMENTARES BRASILEIROS E ÀS IGREJAS INCLUSIVAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SfDtB9Tn25I/AAAAAAAAArU/JN3egrRCeNA/s1600-h/123100.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328018977071815570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SfDtB9Tn25I/AAAAAAAAArU/JN3egrRCeNA/s320/123100.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No link abaixo, você poderá ler a Carta Aberta enviada pelo Rev. Márcio Retamero, Pastor da Comunidade Betel do Rio de Janeiro, aos Parlamentares do Brasil e às Igrejas Inclusivas presentes no território nacional, publicada pelo Mix Brasil.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Leia com atenção:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/5_69_72021.shtml"&gt;http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/5_69_72021.shtml&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-3619279154307820950?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/3619279154307820950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=3619279154307820950&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/3619279154307820950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/3619279154307820950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/04/carta-aos-parlamentares-brasileiros-e.html' title='CARTA AOS PARLAMENTARES BRASILEIROS E ÀS IGREJAS INCLUSIVAS'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SfDtB9Tn25I/AAAAAAAAArU/JN3egrRCeNA/s72-c/123100.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-5988051465728976120</id><published>2009-04-23T19:29:00.003-03:00</published><updated>2009-04-23T19:31:07.036-03:00</updated><title type='text'>CARTA DE BELÉM - ABGLT</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SfDr50FTXvI/AAAAAAAAArM/SCehgJpOyVA/s1600-h/ABGLT.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328017737645252338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SfDr50FTXvI/AAAAAAAAArM/SCehgJpOyVA/s320/ABGLT.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Carta de Belém&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Carta do III Congresso da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. De 17 a 21 de abril de 2009, na cidade de Belém, no estado do Pará, realizamos o III Congresso da ABGLT. Este congresso não poderia ser em melhor lugar, a cidade das mangueiras, da revolução cabana e o coração da Amazônia; Belém é, também, palco da luta LGBT do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Em seu relatório anual denominado “Homofobia Estatal”, a Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Pessoas Trans e Intersexo – ILGA aponta que 86 países criminalizam a homossexualidade, sendo que em 07 com a pena de morte. A violação dos direitos LGBT recrudesceu nos últimos anos com o governo Bush, que estabeleceu verdadeira guerra aos nossos direitos. Na mesma linha, os países islâmicos tentam barrar qualquer Resolução nas Nações Unidas que trate da Orientação Sexual e Identidade de Gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Frente a esse contexto, a ILGA e a ABGLT estão envolvidas no processo de incidência política pelos direitos LGBT com os organismos multilaterais (OEA e ONU) juntamente com diversas organizações internacionais de Direitos Humanos. As conferências latino-americana e mundial da ILGA, acontecerão no Brasil em Curitiba (setembro/2009) e Rio de Janeiro (junho/2010) consecutivamente, e serão organizadas por grupos associados à ABGLT que se comprometerão com o envolvimento efetivo de todas suas organizações afiliadas nessas agendas internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Os reflexos da crise econômica mundial alcançaram o Brasil a partir do último trimestre de 2008,com um impacto perverso no emprego e na renda da classe trabalhadora. Nosso desafio é impedir que crise provoque a diminuição dos recursos para as políticas sociais, dentre as quais as voltadas à cidadania LGBT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Milhões de LGBT ainda têm os seus direitos fundamentais violados diariamente em decorrência da violência e da ausência de leis específicas que criminalizem a homofobia. A pesquisa "Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil...”, realizada pela Fundação Perseu Abramo, revela que 25% dos brasileiros são fortemente homofóbicos. Essa situação nos convoca para a luta em favor da democracia, da igualdade de direitos e pela laicidade do Estado. Na Constituição Federal, Art. 1o, incisos III e V, o Estado Brasileiro funda-se sobre a “dignidade da pessoa humana” e sobre o “pluralismo político”. Trata-se de afirmar o direito a ser diferente e a que essa diferença se torne irrelevante. É uma combinação de universalismo com a garantia do pluralismo identitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. No Congresso Nacional, que passa por um novo momento de recrudescimento de diversas denúncias de desperdício e mau uso de recursos públicos, a agenda da cidadania LGBT encontra-se interditada. Até hoje não foi aprovada nenhuma lei que assegure nossos direitos. Criminalizar a homofobia, instituir a união estável entre pessoas do mesmo sexo, e permitir que pessoas transexuais e travestis alterem seu prenome e usem seu nome social são as prioridades da ABGLT junto ao legislativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Há avanços no campo do judiciário. É crescente o número de sentenças afirmativas em prol dos direitos LGBT. Porém, o acesso à justiça ainda está restrito a poucos. As defensorias públicas não comportam a demanda e não estão preparadas para atender LGBT. Além disso, a maioria dos crimes contra LGBT permanecem impunes. Nós LGBT, ainda somos alvo fácil em um sistema judiciário que é pautado em grande parte pelos interesses da elite branca heterossexista, machista e homofóbica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. O Programa Brasil Sem Homofobia (2004) representou um marco na construção de ações do Executivo voltadas à população LGBT, mas sem a natureza de uma política de Estado, coloca-se em xeque a sua continuidade. A I Conferência Nacional LGBT (2008), precedida de municipais, regionais e estaduais nas 27 unidades da federação, possibilitou um avanço nesse sentido, mas ainda falta, para sua concretização, a implantação do Plano Nacional de Promoção dos Direitos Humanos e Cidadania LGBT. A limitação do orçamento público federal para efetivação das ações programadas, constitui para o Governo Federal uma contradição na sua política de enfrentamento da discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Nos Estados e Municípios, temos observado importantes avanços, como a criação de órgãos públicos voltados à população LGBT, bem como legislações antidiscriminatórias e garantidoras de direitos a esta população. Todavia, a ausência de instrumentos eficazes de aplicação de tais leis e a ausência de um compromisso com o pacto federativo no combate a tais discriminações ainda são um obstáculo a ser superado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Em 14 anos de fundação, a ABGLT agregou e agrega inúmeras correntes ideológicas e identidades políticas e sexuais. Sua história é marcada pela capacidade de agregar atores e atrizes que pensam e se comportam de maneiras diferentes, mas que caminham juntos lutando em favor da democracia, do afeto, da liberdade e da cidadania LGBT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Nesse congresso, reforçamos a garantia de expressão das singularidades identitárias e a audição ativa de todas as demandas específicas numa agenda comum. Acreditamos que somente com a participação de todas as identidades sexuais, atravessadas por questões de classes, de raça e de gênero, manteremos a nossa capacidade de caminharmos juntos com as nossas diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Travestis e transexuais estão entre os setores da população mais vulnerabilizados socialmente. Se por um lado são pessoas expulsas de casa desde muito cedo, por outro, o Estado e a sociedade não lhes oferece alternativas de sobrevivência digna. É preciso promover sua participação integral na sociedade, por meio de políticas que lhes assegurem acesso à educação, segurança, saúde, trabalho e previdência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. As mulheres lésbicas e bissexuais enfrentam a naturalização das discriminações e das violências, no âmbito doméstico e familiar, nas escolas, nos atendimentos de vários profissionais da saúde e outras instituições, além da sociedade em geral. A misoginia e o machismo, fomentam a invisibilidade deste segmento. A ABGLT deve atuar numa ação crítica e radical ao sistema patriarcal, para o fortalecimento e participação política das mulheres lésbicas e bissexuais, bem como, para a efetiva implementação de políticas públicas que de fato transformem esta realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. A Juventude LGBT sofre com diversos tipos de preconceito e discriminação, é expulsa de casa ou encarcerada em seu próprio ambiente familiar, e vivencia situações de evasão escolar, violência sexual, física e psicológica, além da difícil tarefa de construir a sua identidade. A ABGLT deve assumir um compromisso efetivo com a juventude LGBT, contribuindo para a construção de uma juventude organizada e politizada. Para tal, realizará o I Encontro Nacional de Juventude da ABGLT em 2010 (abril/Rio de Janeiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. As pessoas LGBT idosas são muito discriminadas e vivenciam uma situação extrema de abandono. A ABGLT trabalhará para contribuir com a mudança desse triste contexto. Elas têm o direito de viver suas sexualidades de forma saudável, com segurança e cidadania, participando em grupos e redes visando à promoção de uma sociedade intergeracional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. Historicamente, os LGBT negras/as e indígenas sofrem dupla discriminação promovida pela estrutura racista, colonial e patriarcal. A falta de produção de informação gera a escassez de políticas públicas específicas, ocasionando extrema vulnerabilidade a essas populações. A ABGLT repudia toda forma de racismo e exige ações que garantam a equidade étnico-racial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. Dentre a população LGBT, as pessoas com deficiência estão submetidas a uma condição particular de invisibilidade e exclusão. É urgente nos somarmos à luta do movimento de pessoas com deficiência pela acessibilidade universal, bem como criar condições para viabilizar a participação destas pessoas no próprio movimento LGBT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. Gays, bissexuais e travestis, vivendo com HIV/Aids, principalmente com o recrudescimento da epidemia, têm necessidades especificas no campo da atenção integrada em saúde e direitos humanos, na vivencia de suas sexualidades, no tratamento e seus efeitos colaterais e na saúde mental. Mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais são invisibilizadas neste contexto, até o presente momento nenhuma pesquisa oficial foi realizada para o levantamento da epidemia nessas populações, com graves conseqüências para a efetiva inclusão destas no plano de enfrentamento a feminização da Aids. Há urgência na disponibilização pelos governos de novas tecnologias em prevenção positiva, na garantia do acesso universal aos insumos e tratamento e na atenção e assistência, com garantia de recursos públicos numa política nacional efetiva. Também, é estratégico para a melhoria da qualidade de vida das travestis a inclusão dessa população no sistema de informação do SUS como categoria de exposição. A ABGLT deve atuar no combate ao estigma e a discriminação; e no monitoramento e avaliação das políticas que vem sendo implementadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas ações para o biênio 2009-2010: Políticas Públicas e Estado Laico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. A ABGLT deverá defender e lutar pela promoção dos direitos humanos da população LGBT, ao lado dos demais movimentos sociais que constroem um Brasil mais justo, fraterno e igualitário. A implantação efetiva do Estado laico é um pressuposto para a conquista de nossos direitos, bem como de uma verdadeira democracia em nosso País. E o combate à exploração sexual infanto-juvenil estará entre nossas prioridades, em aliança com o movimento pelos direitos da criança e do adolescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. O poder executivo deverá criar a Subsecretaria de Políticas para LGBT e o Conselho Nacional dos Direitos da População LGBT no Governo Federal, implementar as resoluções aprovadas na I Conferência Nacional LGBT através do Plano Nacional de Promoção dos Direitos Humanos e da Cidadania LGBT, garantindo-se os recursos orçamentários para sua efetivação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. No poder legislativo, a ABGLT e a Frente Parlamentar Pela Cidadania LGBT deverá potencializar sua atuação conjunta, e trabalhar pela aprovação do PLC nº 122 de 2006, que criminaliza a discriminação contra pessoas LGBT, do PLC nº 072 de 2007, que retifica o registro civil das/os transexuais, do PL nº 2.976 de 2008, que garante a inclusão do nome social das travestis, e do PL nº 4.914 de 2009, que estende às uniões entre pessoas do mesmo sexo os mesmos direitos da união estável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. Para atuação no poder judiciário, a ABGLT deverá se inserir nas articulações nacionais de combate à impunidade e promoção do acesso à justiça. Lutar pela ampliação e qualificação das defensorias públicas em todas as unidades da federação. Auxiliar as organizações afiliadas para o combate à discriminação e promoção da cidadania LGBT no âmbito do judiciário. Atuar em favor de sentença favorável para a ADPF 132 do Governo do Estado do Rio de Janeiro (2008) que reivindica o tratamento igualitário entre heterossexuais e homossexuais para efeito de união estável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. Cobrar para que todos os Estados e Municípios criem unidades político-administrativas para LGBT e conselhos estaduais e municipais dos direitos da população LGBT, estabeleçam plano de promoção da cidadania LGBT com orçamento garantido; e que publiquem os relatórios das Conferências Estaduais realizadas para LGBT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24. Fortalecimento de pontes pelos Direitos LGBT no Mundo, com ênfase no Hemisfério Sul, serão ações da ABGLT neste biênio. Para isso, a ABGLT deve intensificar sua estratégia de atuação no MERCOSUL, na OEA e na UNASUL para o combate a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, buscando o fortalecimento das associações LGBT na relação com governos e o desenvolvimento de solidariedade, intercâmbio e integração regional. Um dos caminhos a ser perseguido é a construção de uma agenda comum, que garanta no âmbito global uma resposta sul-sul mais contundente e representativa na luta por direitos humanos e na construção da possibilidade de um novo mundo de igualdade entre as nações e os povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25. Para concretizar essas diretrizes, é necessário fortalecer a ABGLT e as suas associadas, avançando nos seguintes eixos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Ampliar a interação das organizações e grupos na população LGBT;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Trabalhar para a sustentabilidade institucional das organizações e para a formação política dos/as ativistas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Garantir uma comunicação ampla dos eventos e posições políticas da ABGLT na sociedade e especialmente na população LGBT;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Construir um Calendário Nacional de Luta a partir das datas de referência do Movimento Social LGBT;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Fortalecer o movimento nas regiões, consolidando os já existentes e criando fóruns estaduais LGBT; e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Ampliar a participação nos espaços de controle social de políticas públicas, tais como: conferências, conselhos, comissões, e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26. Os movimentos sociais são o pólo mais dinâmico para construir um projeto democrático e popular. É preciso potencializar ainda mais esta força. O movimento LGBT deve buscar a unidade e a aliança política com os demais movimentos sociais e setores da sociedade civil organizada. O combate ao fundamentalismo religioso e a luta pela laicidade têm como pressuposto uma ampla aliança progressista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27. Não é possível combater a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, se a sociedade continua machista, racista e com profundas desigualdades sociais. Devemos construir uma aldeia global de lutas progressistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28. A ABGLT convoca a todos e todas para a essa batalha, acreditando que em torno da bandeira do arco-íris todas as pessoas são fundamentais para uma ação coletiva e transformadora. A ABGLT deve estar ombro a ombro com outros segmentos excluídos e discriminados para que possamos ter uma atuação mais qualificada, porque outro mundo é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belém do Pará, 21 de abril de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Plenária Final do Congresso da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-5988051465728976120?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/5988051465728976120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=5988051465728976120&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/5988051465728976120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/5988051465728976120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/04/carta-de-belem-abglt.html' title='CARTA DE BELÉM - ABGLT'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SfDr50FTXvI/AAAAAAAAArM/SCehgJpOyVA/s72-c/ABGLT.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-4308054575341417421</id><published>2009-04-23T17:22:00.003-03:00</published><updated>2009-04-23T17:30:45.468-03:00</updated><title type='text'>DOMINGO DE PÁSCOA - 12/04/2009</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SfDOt3IMtdI/AAAAAAAAArE/E90s81ub-2w/s1600-h/SuperStock_900-4727%7EThe-Resurrection-of-Jesus-Posters.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SfDOt3IMtdI/AAAAAAAAArE/E90s81ub-2w/s320/SuperStock_900-4727%7EThe-Resurrection-of-Jesus-Posters.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327985646467069394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;RESSURREIÇÃO: A VITÓRIA DA VIDA SOBRE A MORTE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;João 20.1-18&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;          É fato que vivemos imersos numa cultura de morte. Os sinais da morte ao nosso redor superabundam: nos noticiários na TV, nos periódicos diários, nas notícias dos programas de rádio; todos os dias somos cientes de milhares de pessoas, tanto nossos compatriotas quanto os que vivem em outros países, foram mortos violentamente (guerras, terrorismos, assaltos à mão armada, emboscadas etc.) num período de 24 horas. Os meios de comunicação também nos informam sobre outras mortes: as mortes que acontecem em nossos hospitais e casas de saúde pública e denunciam o descaso do poder público para com a vida dos cidadãos. Para além da morte física, percebemos uma outra, que mata aos poucos: a desigualdade social cada vez profunda; a ineficiência de políticas públicas de saúde; o sistema econômico e financeiro que expropria e furta; as mortes morais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Em maior ou menor nível, também nos deixamos usar pela cultura da morte, quando não observamos a lei da vida que deveríamos observar, conforme nos ensinou o Senhor Jesus: amarás a teu próximo como a ti mesmo. Nos tornamos agentes da morte quando não valorizamos a dignidade humana; quando levantamos falso testemunho; quando expropriamos alguém da boa reputação; quando mentimos sobre o outro; quando o invejamos; quando cobiçamos algo que pertence ao outro; quando somos hostis à diversidade humana e nos engessamos em posturas que matam, praticando a exclusão, a homofobia, o preconceito racial, o preconceito de origem, e tantos outros preconceitos – armas letais – que colocamos na face alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Matamos o outro quando não respeitamos a vida que habita em nós tanto quanto habita no semelhante. Todo atentado contra a vida, não apenas ao corpo físico, mas à alma alheia, também mata, ainda que deixe o outro respirando e andando. Quando não respeitamos o outro e fazemos de tudo para desqualificá-lo, praticamos uma espécie de assassinato. Alguém pode dizer: “Poxa, que exagero Pastor!” Sabe porque você acha exagerado? Porque estás tão imerso na cultura da morte que nem percebe, nem discerne, que nossos preconceitos e ações preconceituosas, no fundo no fundo, não tem outro objetivo senão eliminar o outro que abominamos. Mas, cegos que somos, não conseguimos nos enxergar, conseqüentemente, enxergar em nós o que de ruim e mal trazemos nos nossos corações. Estamos sempre prontos à auto-indulgência, às desculpas esfarrapadas para justificarmos nossos preconceitos e pulsões de morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Quando nos damos conta da quantidade e da qualidade de mortes que somos capazes de produzir em nossas existências, não tem como fingirmos que isso seja falácia, porque é real! A coisa piora muito quando nos damos conta disso e nos declaramos cristãos! Já ouvi gente chamar de paradoxo o que na verdade é antítese. Declarar-se cristão e viver como um assassino é não ser cristão, antes, mentiroso! Ser cristão demanda de nós o vivermos como cristãos, observando aquilo que Jesus ensinou, principalmente e em primeiríssimo lugar, a Lei do Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         É impressionante a nossa dificuldade de amar! É desanimador as nossas noções metafísicas e pervertidas do amor – uma amor que só se declara amor, mas que não se concretiza em atos reais de amor. É impressionante como somos meritocráticos em nossos atos de amor – só amamos quem nos ama e na mesma medida que somos amados. Nosso amor não perdoa, não esquece, busca a vingança, pisa, fere, machuca, mata! Até mesmo em nossas relações amorosas mais íntimas com nossos namorados, namoradas, companheiros e companheiras, as pulsões de morte que nos habitam se impõem, descambando para relações doentias que adoecem: os ciúmes excessivos, as respostas mal dadas, as brigas sem fim, as cobranças, o toma-lá-dá-cá, as traições e mentiras – enfim, toda uma gama de atos, palavras e omissões que chamam a morte para dentro daquilo que deveria ser vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Nossos sistemas religiosos – pervertidos – também têm gerado muita morte! E o mais triste é que chamamos isso de cristianismo! Inventamos uma religião que chamamos de cristã que não tem proporcionado aos que dela participam, a vida. Usamos da religião para matar também quando tomamos posturas exclusivistas. Quem não conhece alguém ferido de morte pelo sistema religioso “cristão”? Mahatma Gandhi chegou a declarar acerca dos cristãos: “quero seu Cristo, não o seu cristianismo”. Porque viu o que o “cristianismo” obrou durante séculos – morte; inclusive na sociedade indiana, no seu país. O que trouxeram ao lado da Bíblia os descobridores senão a morte física e cultural dos habitantes autóctones do Brasil? O que, senão a morte, a Inquisição, usando a desculpa da salvaguarda da sã doutrina, durante séculos, obrou? O que o neo-colonialismo do século XIX patrocionou, usando suas “verdades” bíblicas, senão a morte? O que fazem, senão matar, os religiosos que excluem pessoas que não se enquadram nas suas cartilhas religiosas? Aos 15 anos de idade, testemunhei o assassinato da fé de uma amiga, que tendo a mesma idade que a minha, encontrou-se grávida do seu namorado, não tendo apoio naquele momento nem dos pais nem da igreja, achando-se completamente só, sem rumo, sem ter com quem contar; hoje, podemos conversar sobre tudo quando nos encontramos, mas o assunto igreja, fé, Jesus, Bíblia, virou tabu. Incontáveis os testemunhos que ouço semanalmente no gabinete pastoral acerca de assassinatos morais praticados por líderes da religião que chamam de cristã: gente que por muito pouco não cometeu suicídio e que hoje encontram-se praticamente sem forças para crer que Deus realmente as ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         O que podemos constatar senão a enraizada cultura da morte, na luta histórica cujo palco foi a Irlanda, entre protestantes e católicos? Muito sangue rolou! E o que dizer das posturas beligerantes entre evangélicos e outros religiosos que não seguem o cristianismo? Não muito tempo atrás, um grupo de jovens invadiu um centro de umbanda na Zona Sul carioca, quebrando o pau em cima dos que ali estavam, destruindo objetos que para aquelas pessoas é sagrado! Isso é amor? É evangelização? O que dizer de um agente do diabo como Julio Severo, em sua cruzada nada santa contra os homossexuais deste país, instigando através de seus textos a beligerância entre homofóbicos e homossexuais? Isso é evangelho? O que dizer dos nossos parlamentares “evangélicos” que usam da Bíblia para manter gays e lésbicas como cidadãos de segunda classe, não concedendo direitos igualitários – ao contrário do que ordena a nossa Constiutição de 1988? Não conceder direitos a quem tem direitos, é também matar! Isso é evangelho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Com seus atos, seu ministério público, seus ensinamentos e pregações, suas ações que questionavam um sistema religioso doentio que só adoecia o ser humano, Jesus nos ensinou que Seu Pai, o Senhor nosso Deus, estava Nele nos reconciliando com Ele, afim de termos vida e vida em abundância. O Senhor Jesus denunciou e pôs a sua voz a serviço do desmascaramento dos poderes de morte que insistiam em prevalecer na sociedade judaica: aos “bons e bem postos” fariseus, saduceus, herodianos, zelotas, sicários, escribas e todos os que se escondiam em partidos, Jesus combateu com suas palavras, muitas vezes duríssimas (sepulcros caiados, serpentes, raça de víboras, guias cegos) os poderes de morte que neles operavam contra a vida de outros seres humanos. Com os que fizeram do Templo uma casa de negócio, pegou em chicotes, demonstrando assim a que ponto de perversão podia chegar a religião. Diante de mortos e de familiares desesperados (a família de Lázaro, a Viúva de Naim, a família da menina que gostamos de chamar de Talita), Jesus gritava e os ressuscitava, trazendo vida em abundância onde superabundava o poder de morte. Aos que usavam da espada para o combate, Ele declarou: “Embanha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada à espada, perecerão” (Mt 26.52). Diante da doença física que matava, Jesus curou. Os que esperimentavam um tipo de morte – a cegueira – Jesus devolveu a visão. Os que viviam mortos, os tomados pelo poder do Maligno, Jesus libertou. Tudo o que Jesus fez e falou, foi contra a morte! Porque a Igreja, então, que se autodenomina cristã, opera tanto a morte nos dias de ontem e de hoje? Porque a Igreja institucionalizada não se converte de uma vez por todas e começa a andar nas pegadas do Seu Redentor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         O Apóstolo Paulo, na grande Primeira Carta aos Coríntios, no capítulo 15, quando fala sobre o significado da ressurreição de Jesus, escreve: “O último inimigo a ser destruido é a morte. O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei” (1Co 15.26.56). A morte não pode ser fruto da presença de cristãos no mundo. A morte não pode ser, porque está em antítese, o produto, a conseqüência, da ação da Igreja de Cristo. A morte é nossa inimiga! E o que gera a morte? O pecado, alimentado pela prática da lei (ritualística, moralista, meritocrática, vã e vazia). Como pecamos? Pecamos quando nos apegamos às letras da lei que matam e nos esquecemos do espírito da vida presente na verdadeira e única lei para os seguidores de Cristo: a lei que nos ordena amar: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Jesus sabia que ia morrer. Estava preodernado por Deus, disso dependia a nossa salvação. Mas isso não desculpa os agentes de morte que o crucificaram. Foi o mal que habita no coração caído do homem que pregou Jesus naquela cruz. Os caminhos daqueles corações – caminhos de morte, que mataram o Senhor da Vida! Todavia, a morte não teve sobre Ele poder. A morte não pode vencer! A morte não pode manter suas garras, que se pretendem eternas, o Deus da Vida! Ele ressuscitou! Verdadeiramente ressuscitou! Levou consigo cativo o cativeiro da morte, para que tenhamos esperança, vida em abundância, e como primícias dos que dormem, nos garantir que em nós, em nossos corpos, em nossas vidas, a morte ternha o mesmo destino: a derrota! Aleluia! Aleluia! Aleluia! Cristo ressuscitou e nós com Ele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Não somos chamados a experimentar o poder da ressurreição somente no último dia! Não e não! Somos convocados por Deus a vivermos, experimentarmos e existirmos no poder da ressurreição desde o momento em que fomos alcançados por esse poder de Vida em nossas vidas. A ressurreição não é algo para depois, é para agora, é para o hoje! A força da Vida deve matar em nós a pulsão da morte! O poder da Vida deve anular, aniquilar, em nós as conseqüencias da morte! É para isto que somos chamados, para vivermos o poder da Vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Amados irmãos e irmãs em Cristo, não ignoro, não posso ignorar e fazer de conta, que estamos longe da cultura e do poder da morte! Muitos agentes da morte – o sistema religioso da lei que se pretende cristão; o sistema econômico e político deste mundo caído; os preconceitos de toda espécie; as falácias das vãs filosofias; os seres humanos que vivem oprimindo o semlhante; as doenças do corpo e da alma, enfim, tudo parece conspirar e cheirar à morte! Mas a mensagem do Evangelho denuncia, desmascara, despontencializa, fere de morte, os poderes de morte que atuam e insistem em atuar contra as nossas vidas! A Mensagem do Evangelho é vida e vida plena! É chamado para viver no hoje e no agora a força e a esperança da derrota da morte. Por isso, é necessário que nos desintoxiquemos dessa droga chamada morte, e que aprendemos a nos viciar desde a nossa infância, em nossa família, em nossa escola, em nossa igreja! Rever tudo, absolutamente tudo e nos apropriarmos do verdadeiro Evangelho que salva, que cura, que liberta, que mata a morte! Só conseguiremos se nos colocarmos no Caminho da Vida que é Jesus, não a religião. Só conseguiremos se exorcizarmos o poder de morte que se traveste em vida e que se instalou até mesmo na igreja. Só conseguiremos se iniciarmos o processo de atuo-conhecimento em Cristo, para enxergarmos no outro o semelhante, não aquele que deve ser combatido. Só conseguiremos revendo e resignificando até mesmo a nossa noção de amor, de vida, de paz e ajustarmos essas noções com a mensagem que Cristo proclamou. Só conseguiremos se realmente desejarmos a vida que há em Cristo e que quando passa a operar em nós transforma, desestrutura, põe de ponta à cabeça, nossas falácias e estúpidas certezas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A Mensgaem do Domingo de Páscoa não é outra senão: Vencida foi a morte! Onde está, morte, a tua vitória?! “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da Vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita” (Rm 8.1-2.11). Que o poder da ressurreição mate em nós os poderes, as pulsões de morte! Que a força da Vida expulse em nós a força da morte! Que a alegria e a vida no Senhor seja a nossa força! Que sejamos agentes da vida, verdadeiros cristãos e cristãs, construtores da civilização do amor e da vida! Em nome de Jesus, Aquele que dentre os mortos ressuscitou para a Vida, vencendo, assim, a morte; nos concedendo vida e vida em abundância! Assim seja! Amém e amém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rev. Márcio Retamero&lt;br /&gt;Pastor da Igreja&lt;br /&gt;www.betelrj.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3755383286048405112-4308054575341417421?l=familiabetel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiabetel.blogspot.com/feeds/4308054575341417421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3755383286048405112&amp;postID=4308054575341417421&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/4308054575341417421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3755383286048405112/posts/default/4308054575341417421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiabetel.blogspot.com/2009/04/domingo-de-pascoa-12042009.html' title='DOMINGO DE PÁSCOA - 12/04/2009'/><author><name>Reverendo Márcio Retamero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16388240713487005007</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/TRLqDbAX_SI/AAAAAAAABmE/fN8XF3Orsfc/S220/phoca_thumb_l_dsc_0411.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/SfDOt3IMtdI/AAAAAAAAArE/E90s81ub-2w/s72-c/SuperStock_900-4727%7EThe-Resurrection-of-Jesus-Posters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3755383286048405112.post-2653850913385162156</id><published>2009-04-08T22:07:00.002-03:00</published><updated>2009-04-08T22:08:49.861-03:00</updated><title type='text'>DOMINGO DE RAMOS - 05/04/2009</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Sd1Km2pLGKI/AAAAAAAAAq8/QlJJ7vvqMA8/s1600-h/24ramosB.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322492365985487010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 224px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_pfh-REzRG-c/Sd1Km2pLGKI/AAAAAAAAAq8/QlJJ7vvqMA8/s320/24ramosB.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;HOSANA AO REI!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leituras Bíblicas: Salmo 118. 1-2, 19-29 - Mc 11.1-11&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A “Semana Santa” é o período do tempo da Igreja, o Ano Litúrgico, que nos convida a olhar e meditar mais atentamente nos últimos dias de Jesus na Terra. Tudo é muito importante: as últimas palavras (inclusive as sete últimas na cruz), os últimos gestos, as últimas ordenanças (santa ceia). De hoje, o Domingo de Ramos ao próximo domingo, a Páscoa do Senhor, os cristãos e cristãs são convocados para trazerem à memória o que nos pode dar esperanças; trazer à memória não como nostalgia que pode gerar uma espiritualidade vazia, apática, mas como remédio mesmo que nos revigora, que nos restaura a saúde espiritual, a fim de nos levantar para a ação positiva no mundo, desde onde estamos: ser sal e luz como disse Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os protestantes brasileiros são herdeiros de um tipo de identidade muito distorcida e perversa. Herdamos muito do puritanismo (no sentido histórico, não ético do termo). Puritanos são aqueles que advogavam uma igreja protestante que fosse diferente em tudo o que lembrasse a Igreja Católica Romana e, também, de um estilo de vida “santo”, baseado nas obras da carne, ou seja, um estilo de vida legalista como eram os fariseus. Os primeiros missionários que evangelizaram no Brasil, viram na Igreja Católica Romana que era hegemônica em nossas terras, o inimigo, o outro que tinha que ser combatido. Os católicos e não os sem religião eram os alvos dos primeiros evangelistas missionários. Por isso, nossas igrejas protestantes fizeram questão de se chamarem “evangélicas” (não perceberam que a Igreja Católica também era “evangélica” na medida em que era uma igreja cristã cuja liturgia, a missa, recomendava a leitura de não apenas um trecho, mas de quatro trechos da Bíblia, inclusive, dos Evangelhos, o que ainda é observado) porque assim, se distanciavam o quanto podiam da Igreja Católica, principalmente no aspecto exterior, cúltico e espiritual. O proselitismo religioso que herdamos, muitas vezes agressivo, grosseiro, baixo, tem ai as suas origens: o católico é o que deve ser demonizado como tudo o que se refere à ele, inclusive, suas práticas litúrgicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, herdamos uma visão estreita, estrábica, pervertida e ferina da Igreja Católica Romana e suas práticas e doutrinas. Povoamos nossas igrejas despovoando as Igrejas Católicas, sangrando suas fileiras e isso ainda é verdade para os dias de hoje, o que sinceramente, eu lamento muitíssimo! Perdemos com esta cosmovisão distorcida muito da história do cristianismo. Perdemos muito com uma visão exclusivista que insiste persistir entre nós e que alija pra fora o espírito ecumênico. Perdemos porque nossas liturgias tronaram-se pobres, austeras no mal sentido da palavra, simplesmente com a finalidade de construir uma identidade completamente diferente, para marcar território apenas, além de uma postura belicosa ao invés de pacífica para com nossos semelhantes que adoram e servem ao mesmo Senhor Jesus que nós servimos e adoramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todos os motivos acima, que não se esgotam nos exemplos dados, existem outros até mesmo mais feios eticamente e moralmente falando, nós, os “crentes”, os “evangélicos”, os protestantes, acabamos com as grandes festas litúrgicas da Igreja de Jesus e não da Igreja de Roma (a História prova isso e quem quiser saber mais, estudem os chamados Pais da Igreja que verão) empobrecendo nossa espiritualidade, dando mais ênfase no particular que no geral, o que descambou para um cristianismo egocêntrico, firmado apenas e tão somente na individualidade, que deu luz às todas as distorções em voga neste momento em nosso meio, inclusive as igrejas neo-pentecostais que se utilizam do sincretismo religioso para “pescar” em aquário alheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No plano litúrgico, que é o que nos interessa neste momento, acabamos com a Semana Santa e com os propósitos desta dentro da função litúrgica, cúltica e perdemos esta importante oportunidade de levarmos o povo de Deus à reflexão sobre o que a Semana Santa nos faz pensar: a paixão, morte e ressurreição de Jesus e suas implicações, suas conseqüências para as vidas do povo de Deus. Com o advento da igreja que se identifica como inclusiva, nossa identidade, temos a oportunidade de resgatarmos o que perdemos nesses 150 anos de presença “evangélica” no Brasil e reescrevermos uma história eclesiástica que seja reta, realmente bonita, ecumênica, pacífica, relevante culturalmente, sociologicamente, que pensa não apenas na espiritualidade individualista, mas também na espiritualidade global ou estrutural, que engloba os campos mais variáveis da existência humana. Uma igreja inclusiva que não seja proselitista, antes, que saiba respeitar a diversidade da tradição cristã (presente no cristianismo desde os primórdios e quem não sabe disso deve estudar e fazer um paralelo entre o livro dos Atos dos Apóstolos e as epístolas
